Curitiba volta a ofertar a vacina contra febre amarela diariamente

Com o aumento da confirmação de casos de febre amarela em cidades de São Paulo que fazem divisa com o Paraná, Curitiba intensificou a oferta das vacinas contra a doença. A partir desta segunda-feira (21/1), a cidade volta a ofertar a vacinação diária em 110 unidades básicas de saúde da cidade, de segunda à sexta-feira, de acordo com o horário de funcionamento da sala de vacinas de cada unidade.

Há um ano, as unidades de saúde ofertavam a vacina respeitando um cronograma, com o intuito de otimizar ao máximo o uso dos frascos: cada um deles tem cinco doses e, após aberto, tem validade de apenas seis horas.

Com o aumento da confirmação de casos de febre amarela em cidades de São Paulo que fazem divisa com o Paraná, Curitiba intensificou a oferta das vacinas contra a doença.
Foto: Valdecir Galor/SMCS

A mudança facilita o acesso da população à imunização neste momento do ano em que proliferação do mosquito transmissor é maior.

“Convocamos a população para se vacinar contra a febre amarela o quanto antes, especialmente nesta época em que muitas pessoas viajam para em áreas com risco de contaminação, como regiões turísticas de mata”, diz a médica infectologista do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger.

Devem tomar a vacina quem tem de 9 meses a 59 anos de idade. Quem já tomou esta vacina uma vez na vida não precisa refazer. Se a pessoa não tomou a vacina ou se não tem certeza se tomou, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa e se imunizar.

A recomendação da vacinação também para as regiões de Curitiba e Litoral do Paraná segue uma orientação do Ministério da Saúde válida desde de julho do ano passado. Antes, em Curitiba, a vacina contra a febre amarela só era recomendada para quem fosse viajar para as áreas consideradas de risco no Brasil ou para países que exigem comprovação dessa imunização.

Embora a cidade permaneça fora da área de risco da doença, a alteração visa aumentar o índice de proteção da população. “Nos últimos dois verões, o Sudeste brasileiro viveu epidemias de febre amarela, com casos concentrados em regiões de mata dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minais Gerais, sem que Curitiba fosse afetada. Mas há risco de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela chegarem ao Paraná, então é preciso que a população já se proteja com antecedência”, reforça Marion.

Perguntas e respostas – Como prevenir a Febre Amarela
Quem deve se vacinar em Curitiba?
– Pessoas a partir dos 9 meses até os 59 anos de idade devem tomar uma dose da vacina, que tem dose única. Quem já tomou esta vacina uma vez na vida não precisa refazer.

Onde tomar a vacina e quais os documentos necessários?
A vacina é ofertada gratuitamente em 110 unidades de saúde de Curitiba. Basta procurar preferencialmente seu posto de saúde de referência, apresentando documento de identificação e carteira de vacinação.

Como se prevenir da febre amarela?
Além da vacinação, é importante combater o vetor (mosquito) que transmite o vírus, da doença; evitar áreas de mata com registros da doença. O uso de repelentes em áreas de mata também é indicado.

Quem não pode ser vacinado?
•    Criançascom menos de 9 meses de idade.
•    Paciente com reação de hipersensibilidade grave a algum componente da vacina.
•    Paciente em uso de medicamentos biológicos como Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Secuquinumabe, Natalizumabe, Vedolizumabe, Rituximabe.
•    Pacientes em uso de medicamentos imunossupressores como: ciclofosfamida, ciclosporina, tacrolimus, azatioprina, micofenolato, tofacitinibe.
•    Pessoas com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Quem deve passar por avaliação médica antes de ser vacinado? 
•    Gestantes;
•    Pessoas maiores de 60 anos de idade;
•    Mulheres amamentando lactentes com menos de seis meses de idade;
•    Pessoas que vivem com HIV/Aids;
•    Pessoas com imunodepressão por doença ou em tratamento com medicamentos imunossupressores;
•    Pessoas com doenças autoimunes, como lúpus, doença de Addison e artrite reumatoide.
É necessário que estas pessoas passem por uma consulta médica, em que será feita a avaliação levando em conta o risco de contrair a doença e o risco de possíveis eventos adversos da vacina. Caso o médico autorize a vacinação, ele deve prescrevê-la.

Para pessoas dos grupos em que a vacina é contraindicada, como proceder?

Recomenda-se que outras medidas de proteção individual sejam adotadas, como usar repelente de insetos na pele e nos ambientes; proteger a maior extensão possível da pele com roupas; evitar, na medida do possível, o deslocamento para áreas rurais e, principalmente, ao adentrar em matas a trabalho ou turismo; passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, com portas e janelas fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada, que impeçam a passagem de mosquitos, além de dormir sob mosquiteiros.

Macacos transmitem a febre amarela para os humanos?
Não. Assim como os humanos, os macacos são primatas e as principais vítimas do mosquito transmissor da febre amarela.
A transmissão ao ser humano ocorre quando o mosquito se infecta ao picar um animal infectado e depois vai picar o homem. Encontrar grupo de macacos mortos é um sinal de alerta: provavelmente nesta região há circulação do vírus em mosquitos infectados.
Equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e do Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde fazem o monitoramento das populações de bugios e saguis presentes em Curitiba e reforçam que não há casos de morte destes animais pela infecção do vírus da febre amarela na cidade.

A febre amarela

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos entre dezembro a maio. No ciclo silvestre da febre amarela (cujos casos têm sido registrados recentemente no país), a transmissão é feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, sendo os macacos os principais hospedeiros e possíveis amplificadores.

O homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. A transmissão ao ser humano ocorre quando o mosquito que picou um macaco infectado depois pica o homem.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Desde o ano de 1942 não há notificação no país de casos de febre amarela urbana no Brasil.

Não há transmissão de febre amarela de pessoa a pessoa.
O período de incubação varia de 3 a 6 dias, embora se considere que possa se estender até 15 dias.

Clinicamente, a doença apresenta sintomas em duas fases:
1ª Fase – Período de infecção: Em geral, com sintomas mais leves, como febre, calafrios, dores pelo corpo, prostração, náuseas e vômitos, comum a várias outras doenças. Cerca de 90% dos pacientes têm melhora progressiva. Mas o restante evolue para a segunda fase, que pode iniciar até dois dias depois.
2ª Fase – Período tóxica: A febre volta a aparecer e compromete vários órgãos, principalmente o fígado e os rins. Nesta fase, é provável que as pessoas desenvolvam icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos, daí o nome “febre amarela”), urina escura e dores abdominais com vômitos.

 

Via: Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Dia dos Namorados antecipado no Bar Quermesse terá menu especial com preço popular

Com um ambiente descontraído e aconchegante, que aposta em um clima bem especial que remete às festas de interior, O Bar Quermesse conquistou o público curitibano com um cardápio que valoriza o melhor da gastronomia regional brasileira. Referência em culinária caseira, o bar será o destino ideal para os casais, que amam as tradicionais comidinhas de boteco, celebrem o Dia dos Namorados.

Antecipado para o domingo, dia 11 de junho, o Dia dos Namorados do Bar Quermesse vai oferecer um menu de jantar especial para os casais curitibanos, que poderão saborear um preparo bem especial por um preço acessível. Com uma proposta romântica e focada em uma tradicional iguaria para esquentar o frio que costuma fazer na data, o empreendimento vai oferecer o saboroso Mignon Chic, um fondue com iscas de mignon puxadas na manteiga servidas com pão italiano especial recheado de creme de queijo e especiarias. Tudo isso acompanhando por uma garrafa de vinho. A opção completa custará apenas R$ 100 por casal.

“Pensamos em uma opção de jantar especial e descontraída que vai reunir o romantismo do Dia dos Namorados com o ambiente convidativo e acolhedor do Quermesse”, comenta José Araujo Neto, sócio proprietário do Quermesse. “Não podíamos deixar de preparar algo diferenciado e oferecer aos casais curitibanos uma noite especial na data mais romântica do ano”, complementa.

O Bar Quermesse fica na Rua Carlos Pioli (nº 513), no bairro Bom Retiro, e funciona de terça a sexta, das 18h às 01h, e aos sábados e domingos, das 11h30 às 01h. Mais informações pelo telefone (41) 3026-6676.

Conheça os segredos do chef inquieto que não para de empreender na gastronomia

Herdeiro da família que conduz um dos maiores restaurante da América Latina, o Madalosso, no tradicional bairro de Santa Felicidade, em Curitiba (PR), o empresário Beto Madalosso, de 44 anos, construiu a sua carreira em empreendimentos de gastronomia na capital paranaense. Formado em Administração e pós-graduado em Economia, Madalosso também é chef de cozinha. Foi na junção entre a cozinha e a gestão que ele se encontrou.

Com quinze anos de experiência na área, Madalosso está envolvido atualmente na criação de dois novos empreendimentos na cidade: um estabelecimento que foge da influência italiana, o Sambiquira, e em outro sem salão, no formato de entrega, o Trolha. Ambos são reflexos de sua experiência de vida e formações, seguindo um caminho natural pelo ato de empreender.

“Eu fui forjado um empreendedor. Se formos pensar, uma pessoa que é filho de músicos e cresce em um ambiente musical, tem uma tendência elevada de seguir a mesma carreira. Trabalhar em restaurante não demanda uma especialidade inicial, como seria com um filho de médicos. Quando menos se vê, você está trabalhando no empreendimento, servindo mesas, atendendo a porta”, conta Madalosso a respeito de sua experiência no restaurante da família.

No entanto, chegou o momento em que sentia o desejo de que o seu restaurante tivesse a sua “pequena história de vida, refletisse minha idade e meu jeito de ser”. “Tocar o negócio da família é uma experiência prazerosa, mas chega um momento no qual se quer trabalhar do seu jeito”, conta.

Negócios traduzem um momento de vida

Sua primeira empreitada solo foi com a Forneria Copacabana, que se transformou em Carlo, restaurante voltado à cozinha afetiva de origem italiana. Atualmente, ele também administra duas unidades do Madá Pizza & Vinho, que vende mais de 3 mil pizzas ao mês. Agora, o empreendedor envereda pela gastronomia brasileira com as comidas de boteco do Sambiquira e se envolve nos detalhes finais do Trolha, previsto para inaugurar até o fim de março.

Madalosso compara a criação de um restaurante a um processo artístico. “Empreender é uma materialização de nós mesmos e da nossa identidade momentânea. É a tradução de um sentimento, um sonho que é dividido com as pessoas”, diz. “Cada negócio traduz um momento de vida, um comportamento, um cenário econômico e político, uma inspiração que surgiu em uma viagem”, ressalta.

É comum que se queira compartilhar este sonho com mais pessoas e de outras localidades. “O Madá é muito elogiado por turistas e pessoas de fora, incluindo de São Paulo. Já estudamos bastante para levar o negócio para fora de Curitiba. Sabemos que temos uma oportunidade muito interessante, pois o produto se destaca”, afirma.

Novas ideias saindo do papel

Este processo de criação mescla o instinto das experiências prévias e os conhecimentos adquiridos ao longo da vida. “É um processo muito intuitivo. Claro que, por trás disso, existe muita pesquisa e muitas informações colhidas ao longo do tempo”, opina. No caso do Sambiquira, a ideia de um espaço voltado à comida de boteco acompanha um maior interesse pela cultura brasileira, algo que cresceu muito nos últimos anos de sua vida.

Inicialmente, a ideia seria fazer algo limitado a cortes de frango, mas o conceito mudou. “Pensamos em algo que sirva bolinho de carne, cachaça e toque música brasileira. O foco está em construir uma experiência completa, pensando em cada detalhe, o que vai muito além de só o cardápio e a localização. Nós avaliamos até mesmo o tamanho da mesa e dos copos dentro do contexto de um boteco e que um restaurante não permitiria”, explica.

O Trolha, inaugurado recentemente, no dia 17 de abril, oferece uma experiência completamente digital, seguindo a conjuntura de entrega e delivery. As trolhas são um salgado feito com massa de fermentação natural enrolada, semelhante a um rocambole. “A ideia da trolha é ser um alimento bomba, capaz de matar a ressaca do dia anterior. Até as bebidas de acompanhamento serão muito calóricas para acompanhar este conceito”, diz.

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com