Curitiba registra 27 mortes e 877 casos de covid-19

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba registrou, nesta quinta-feira (20), 877 novos casos de covid-19 e 27 óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus. Quinze destes óbitos ocorreram nas últimas 48 horas.

As vítimas são 15 homens e 12 mulheres, com idades entre 33 e 94 anos. Dez pessoas tinham menos de 60 anos. 

Até o momento foram contabilizadas 5.155 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 205.176 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 191.212 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 8.809 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Leitos do SUS

Nesta quinta-feira (20), a taxa de ocupação dos 525 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 está em 96%. Restam 23 leitos livres.

A taxa de ocupação dos 726 leitos de enfermarias SUS covid-19 está em 97%. Há 19 leitos vagos.

Números da covid-19 em 20 de maio

877 novos casos confirmados
27 novos óbitos (15 nas últimas 48h)

Números totais

Confirmados – 205.176
Casos ativos – 8.809
Recuperados – 191.212
Óbitos – 5.155

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Museu Paranaense tem programação focada nas relações entre humanos e plantas

Entre os meses de janeiro a maio deste ano, o Museu Paranaense (MUPA) promove um extenso projeto experimental em formato de Programa Público. Com o título “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas”, o projeto será composto por uma série de ações artísticas, educativas e culturais, visando convidar o público a pensar e se aproximar dos múltiplos vínculos possíveis entre seres humanos e seres vegetais.

Farão parte do Programa Público coletivos indígenas, artistas, pesquisadores das áreas da Botânica, Antropologia, Arqueologia, História, mestres e detentores de saberes e fazeres de populações tradicionais (quilombolas, faxinalenses e caiçaras), escritores, arquitetos, cozinheiros e produtores locais ligados à agroecologia.

Dentre as plantas que se destacam na programação figuram a mandioca, a caxeta, o tabaco, o pau-brasil, além das sementes crioulas quilombolas, ervas medicinais ligadas à cura ou também aos rituais de religiões de matriz africana.     

“Através da realização desta série de acontecimentos que compõem uma estrutura maior, o MUPA busca reafirmar a importância da cultura imaterial, dos saberes ancestrais de pessoas enraizadas em seus territórios, bem como da potência do museu enquanto espaço de relações”, afirma a diretora do Museu, Gabriela Bettega.

Por meio de mesas-redondas, conversas, atividades práticas e ações artísticas, o projeto tem como objetivo promover o encontro entre os sujeitos que carregam consigo uma relação estreita com as plantas – das mais diferentes formas – e o público do Museu Paranaense. As ações serão realizadas na Sala Lange de Morretes e no jardim do MUPA. Todas as atividades propostas serão ofertadas gratuitamente ao público.

SOBRE O FORMATO – Um Programa Público é uma forma de convidar o visitante a pensar sobre um assunto e se envolver com ele. Para isso, mais do que uma exposição ou um evento, a instituição planeja uma série de ações durante um período maior de tempo, para manter aquele tema em evidência.

A ideia é que o visitante possa experimentar, aprender, conhecer, ouvir e sentir de uma forma mais profunda aquilo que está sendo apresentado, debatido ou criado. E isso pode provocar um impacto intelectual, emocional e cultural transformador, não apenas em escala pessoal, mas na vibração cultural mais ampla.

Assim, o MUPA assume o compromisso de levar seu público por essa jornada de saberes ancestrais, científicos e artísticos que marcam o tecido dos vínculos entre seres humanos e seres vegetais.

INSCRIÇÕES – Para as mesas-redondas, palestras ou conversas, a distribuição dos ingressos será realizada 30 minutos antes da atividade, por ordem de chegada, até completar a capacidade do local. Programe-se e chegue com antecedência para garantir sua entrada.

Para atividades como oficinas e outras atividades práticas, os interessados deverão inscrever-se previamente através do site www.sympla.com.br/museuparanaense. Fique atento às redes sociais ou site do MUPA para ficar sabendo quando poderá inscrever-se.

AÇÃO EDUCATIVA – As ações educativas vinculadas ao Programa Público têm como intuito somar à experiência, às práticas e às vivências dos participantes nos encontros promovidos no espaço do Museu, explorando relações particulares de cada pessoa com as plantas. As oficinas destinadas aos visitantes espontâneos e agendados serão organizadas em diversas abordagens, pensadas para diferentes públicos e faixas etárias.

Algumas das atividades previstas incluem a observação de abelhas nativas do Paraná no jardim, a produção de exsicatas botânicas, ilustrações e bordados, explorando afinidades entre seres humanos e vegetais através de memórias sensoriais, sociais e afetivas trazidas pelos participantes.

Serviço

Programa Público “Se eu enfiasse os pés na terra: relação entre humanos e plantas”

Evento promovido pelo Museu Paranaense de janeiro até maio de 2022

A programação completa será divulgada sempre através das redes sociais e site www.museuparanaense.pr.gov.br 

Instagram: @museuparanaense ou Facebook: /Museu Paranaense

Todas as atividades serão gratuitas.

O Museu Paranaense fica na Rua Kellers, 289, São Francisco – Curitiba.

Curitiba e Região Metropolitana não terão mais rodízio de água

Curitiba e Região Metropolitana não terão mais rodízio de água. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelo diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, nesta quarta-feira (19). Os reservatórios que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado (SAIC) atingiram nível médio de 80,34% da capacidade com as chuvas de janeiro, antecipando a programação do fim do rodízio, previsto para março. A normalização do abastecimento deve ocorrer até as 16 horas de sexta-feira (21).

Curitiba e Região Metropolitana não terão mais rodízio de água. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelo diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.
Foto: Jonathan Campos/AEN

Eles também anunciaram que não haverá novo rodízio no abastecimento em 2022, mesmo no pior cenário de estiagem. Com as obras realizadas nos últimos dois anos e a conscientização do uso racional por parte da população, os reservatórios têm capacidade de atendimento de 12 a 16 meses. Ainda assim, o Estado permanece sob alerta de emergência hídrica porque enfrenta a seca mais severa dos últimos 91 anos.

Foram 649 dias de rodízio, implementado em março de 2020. Nesse período, o rodízio e todas as medidas implementadas junto à população geraram economia de 89,8 bilhões de litros de água. De agosto de 2020 a dezembro de 2021, dentro da Meta20, houve economia média de 17,17%.

“É um dia importante: depois de dois anos de rodízio, conseguimos cumprir a meta de chegar a 80% dos reservatórios para finalizar o rodízio em Curitiba e na Região Metropolitana. E não foi só a chuva que fez com que alcançássemos esse patamar. Nesses dois anos de calamidade hídrica, tivemos muito trabalho de uma equipe de colaboradores da Sanepar; obras antecipadas, como a transposição do Rio Capivari; e ajuda da população”, disse o governador. “Mesmo sem chuva constante, não teremos rodízio nos próximos 12 meses”.

“Tivemos uma escassez hídrica concomitante com a pandemia nesses últimos anos. E agora temos a notícia que um desses grandes problemas está resolvido. Mesmo não tendo chuvas regulares, temos a garantia da preservação do sistema sem rodízio. Claro que nesse período vamos continuar trabalhando. Temos várias obras antecipadas no Estado, estamos mobilizando as equipes, olhando a curto e médio prazo, para deixar um legado para o Paraná”, complementou Stabile.

Segundo ele, sem as ações implementadas, principalmente o rodízio, o sistema teria entrado em colapso em outubro/novembro de 2020, quando as barragens teriam atingido níveis entre 12,7% e 13,1%, o que praticamente inviabilizaria o fornecimento de água. O cenário se repetiria a partir de julho/agosto de 2021, quando os níveis chegariam a 11%, baixando até 4,5% em outubro de 2021.

OBRAS – Nesse período de rodízio preventivo, para manter o abastecimento, a Sanepar executou uma série de obras, além da semeadura de nuvens para induzir chuvas na cabeceira dos rios.

Entre as obras estão captações emergenciais e transposições, como a antecipação de interligações da estação elevatória do Corte Branco, no Uberaba, a adutoras para reforçar a distribuição de água na região Sul de Curitiba; captações emergenciais em cavas de extração de areia em Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais e Campo Magro; e reativação da captação de água do Reservatório do Carvalho, nos Mananciais da Serra, levando água à Barragem do Piraquara I.

Também fazem parte das intervenções executadas nos últimos dois anos a transposição do Rio Pequeno e do Rio Miringuava Mirim ao Rio Miringuava; a transposição do Rio Verde, em Campo Lago, até a Barragem do Passaúna, por meio de adutora com capacidade de transportar até 200 litros por segundo; e a transposição do Rio Capivari para o Rio Iraí, por meio de implantação de sistema de captação, estações elevatórias e adutora, tornando possível utilizar até 700 litros por segundo.

E a Sanepar ainda pretende entregar em 2022 as obras da Barragem do Miringuava. Com investimentos de R$ 160 milhões, a barragem vai incrementar 38 bilhões de litros de água na reservação do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (Saic). “É um reservatório com capacidade para atender 600 mil pessoas por dia. Todas essas obras foram feitas em cima de um planejamento importantíssimo da Sanepar. Estamos cuidando do futuro do Paraná”, disse Ratinho Junior.

COLOMBO – Apenas em Colombo o revezamento ainda permanece, mas apenas na região abastecida por poços, o que corresponde a 16% do município. Nesse caso, o rodízio está estabelecido para a Região Central, que abrange os bairros Butiatumirim, Fervida, São João, Santa Gema, Cercadinho, Serrinha, Itajacuru, Parque Embu, Arruda, Santa Tereza, Centro, Jardim Florença, Gabirobal, Uvaranal, Sapopema, Curitibano, Santa Fé, São Gabriel, Ana Rosa e Roça Grande.

HISTÓRICO DO RODÍZIO 

 Início em 17 de março de 2020 para bairros da região Sul de Curitiba e cidades da RMC (Sul) em função de queda de vazão nos pontos de captação.

– A partir de 18 de maio de 2020, rodízio estendido a toda a cidade de Curitiba e outras cidades da RMC no modelo 1 dia sem água x 4 dias com água (divisão dos bairros em cinco grupos). 

– Em 14 de agosto de 2020, rodízio de 36 horas com água x até 36 horas sem água (divisão dos bairros em três grupos).

– Em 15 de março de 2021, rodízio de 60 horas com água x até 36 horas de suspensão do fornecimento de água.

– Em 11 de agosto de 2021, rodízio voltou a ser de 36 horas x 36 horas.

– Em 15 de novembro de 2021, rodízio foi alterado para modelo de 60 horas x 36 horas.

– Em 17 de janeiro de 2022, rodízio foi alterado para modelo de 84 horas x 36 horas.

CIDADES

O rodízio abrangia 14 cidades da RMC: Curitiba, Araucária, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. Algumas dessas cidades não são abastecidas pelas barragens, mas por sistemas isolados de rios e poços.