Curitiba lidera ranking de cidades inteligentes no Brasil

Curitiba ganhou, em 2018, o primeiro lugar do ranking Connected Smart Cities, que lista as cidades mais inteligentes do país. O estudo, que está em sua quarta edição, avalia 70 indicadores distribuídos nos eixos de mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança.

Capital do Paraná é considerada cidade mais inteligente do País, segundo ranking Connected Smart Cities de 2018 (Foto: Divulgação)

Uma cidade inteligente deve ser criativa, sustentável, e que faça o uso da tecnologia para apoiar as soluções, tendo como foco principal o cidadão. A tecnologia é  imprescindível para a viabilização de serviços públicos de maneira prática. Fernando Matesco, diretor técnico do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), responsável pelo desenvolvimento de mais de 200 soluções e sistemas para Curitiba, relata que a disponibilização online torna mais democrático o acesso aos principais serviços, além de que o uso da tecnologia auxilia na gestão, por possibilitar a transformação de dados em informações estratégicas, com o uso de ferramentas de Business Intelligence e Business Activity Monitoring, por exemplo. “Um dos avanços que Curitiba teve em relação ao ano passado foi no eixo tecnologia. Uma das novidades que devem ter contribuído para a conquista do primeiro lugar no ranking foi a utilização do aplicativo Saúde Já, que tornou mais rápido o agendamento do primeiro atendimento pelo SUS”, ressalta o diretor.

Outros avanços da capital paranaense em relação à edição anterior do Connected Smart Cities são relacionados à governança, urbanismo, empreendedorismo, inovação, educação e economia. “Em relação ao empreendedorismo e inovação, por exemplo, Curitiba investiu muito no Vale do Pinhão no último ano, ambiente que aposta na tecnologia e na inovação para criar uma economia criativa e colaborativa. Ali, as startups recebem apoio, orientação e incentivo para crescerem”, analisa Matesco. Ele ainda destaca o investimento em urbanismo e mobilidade como diferenciais: “Na edição anterior, as ciclovias disponíveis eram contabilizadas pelo total de quilômetros disponíveis. Em 2018, esse total foi relativizado a cada 100 mil habitantes, o que fez com que a cidade também alcançasse melhores resultados nesse índice”.

Em sua quarta edição, o Connected Smart Cities é realizado com dados públicos e analisa municípios com mais de 50 mil habitantes. Além de Curitiba, as seguintes cidades figuram entre as dez mais inteligentes do Brasil em 2018: São Paulo (SP), Vitória (ES), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Santos (SP) e Niterói (RJ).

 

FONTES: https://www.ici.curitiba.org.br/noticias/curitiba-lidera-ranking-de-cidades-inteligentes-no-brasil/2137 / https://massanews.com/noticias/inovacao-e-tecnologia/curitiba-lidera-ranking-de-cidade-mais-inteligente-do-brasil-bkkwG.html

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Curitiba ilumina pontos turísticos de laranja pela prevenção ao câncer de pele

Nesta terça-feira (7/12), a Praça do Japão e a Torre de Cronometragem do Parque Náutico estarão iluminados de laranja, em alusão à adesão de Curitiba ao Dezembro Laranja, a campanha nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A iluminação nesses locais foi feita para essa segunda-feira (6/12) e hoje ainda pode ser contemplada pela população. O objetivo é chamar a atenção dos curitibanos sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce, além de orientar sobre os cuidados que devem ser incorporados à rotina diária.

O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Em Curitiba, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam a projeção de 1.820 novos casos por ano. A boa notícia é que a maior parte, 95%, é do tipo não melanoma, menos agressivo. Além disso, quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

“Por isso é importante que a população fique atenta aos sinais e sintomas, e procure logo um serviço de saúde”, afirma a dermatologista do Centro de Especialidades de Santa Felicidade da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Simone Viola Ampuero Gehlen.

Prevenção

De acordo com a médica, a orientação é para que as pessoas fiquem atentas a lesões na pele que não cicatrizam, principalmente nas áreas que comumente ficam expostas ao sol. Sangramentos e pruridos neste tipo de lesões também são sinais de alerta. Segundo Simone, é importante observar pintas com mudança na cor e bordas irregulares.

Em qualquer um desses casos, a orientação é procurar o mais breve possível, um serviço de saúde, para uma avaliação. No SUS Curitibano, a porta de entrada é a unidade de saúde. Caso seja necessário, a unidade faz o encaminhamento do paciente para um especialista.

Além de observar os sinais de alerta, é importante também se prevenir. Medidas básicas do dia a dia que podem ajudar são o uso de filtro solar nas áreas que ficam expostas (com mínimo de fator de proteção solar de 30); evitar o sol entre as 10h e 16h; além de usar chapéu e roupas que protejam a pele o máximo possível da exposição direta ao sol.  

Câmara de Curitiba aprova suspensão de reajuste e limita correção do IPTU em 2022

O projeto da Prefeitura que adia a revisão da Planta Genérica de Valores e garante que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não sofra reajuste em 2022 foi aprovado, por unanimidade, nesta segunda-feira (06/12) em primeiro turno na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A proposta, que recebeu 38 votos favoráveis, será votada em segundo e último turno nesta terça-feira (07/12).

Confirmada a aprovação, a atualização da Planta Genérica de Imóveis fica adiada para outubro de 2022, sendo que o reajuste que será aplicado valerá para 2023.

Dessa forma, os reajustes que estavam em vigor nos últimos anos, de 4% para imóveis residenciais, e de 7% para terrenos (mais a inflação), não serão praticados no IPTU 2022, que terá apenas a correção pela inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

A revisão da Planta Genérica de Valores atualizaria o valor venal dos imóveis da cidade, de acordo com o mercado. Com isso a cobrança do IPTU poderia variar acima da inflação para aqueles imóveis com valor venal defasado.

“A atual pandemia de Covid-19 teve repercussão no campo econômico, diminuindo a renda de muitas famílias e a receita de muitas empresas, que foram obrigadas a paralisar suas atividades. Fazer essa correção, neste momento, traria inúmeros prejuízos para população”, diz a mensagem da Prefeitura no projeto.

A revisão da Planta Genérica é prevista pela legislação. A Lei Complementar nº 40, de 18 de dezembro de 2001 determina, no § 2º do art. 36, que o Poder Executivo deve encaminhar ao Poder Legislativo, até o dia 15 de outubro do primeiro ano do mandato, projeto de lei com proposta de atualização dos valores unitários de metro quadrado de construção e de terrenos, constantes na Planta Genérica de Valores Imobiliários

No entanto, a valorização imobiliária observada nos últimos quatro anos e a entrada em vigor da nova Lei de Zoneamento, em agosto de 2020, provocaram consideráveis alterações na ocupação urbana, com reflexos diretos no valor venal dos imóveis na capital.