Curitiba é finalista em premiação no Canadá

O Vale do Pinhão garantiu a Curitiba uma das vagas na final do Wellbeing Cities Award  (Prêmio Cidades de Bem-Estar), premiação internacional que reconhece iniciativas inovadoras de cidade inteligentes. A capital paranaense concorre na categoria “Construindo uma economia urbana vibrante” e foi selecionada entre mais de 100 cidades de 30 países. Os vencedores serão anunciados no dia 15 de setembro, em Montreal (Canadá).

“Ser finalista do Wellbeing Cities Award 2020 já é um reconhecimento da transformação que ocorre na capital com o Vale do Pinhão, que nasceu da visão de cidade inteligente adotada por Curitiba capaz de responder às necessidades da população em relação tanto à qualidade de vida como na geração de emprego e renda”, comemora o prefeito Rafael Greca.

Nos últimos quatro anos, Prefeitura, startups, universidades, entidades de fomento econômico e empreendedores estão trabalhando juntos para desenvolver soluções inovadoras em áreas como empreendedorismo, mobilidade urbana, saúde, educação e meio ambiente. Desta mobilização nasceu o Vale do Pinhão, o movimento do município e ecossistema de inovação para garantir o crescimento econômico sustentável da cidade.

A melhora no ambiente de negócios da cidade vem ocorrendo, desde o início da gestão do prefeito Rafael Greca, graças a várias iniciativas do município. As principais ações incluem: as edições nacionais do Smart City Expo Curitiba; a regulamentação da Lei de Inovação; a criação do Fundo de Inovação; a desburocratização da abertura de empresas;  a revitalização de áreas urbanas; a nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo de Curitiba; e a retomada de programas municipais como Tecnoparque e  Bom Negócio. 

“Curitiba é a cidade das ideias e com o Vale do Pinhão criamos um ambiente econômico colaborativo de inovação e de negócios. Porque o que não se compartilha, se perde”, reitera Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação. O órgão ligado à Prefeitura é responsável pela política de empreendedorismo da capital.

Fórum e prêmio

O Wellbeing Cities Award é uma iniciativa da NewCities, organização sem fins lucrativos global com sede no Canadá e que busca sensibilizar cidades, instituições e empresas para a adoção de inicitivas para um futuro urbano melhor. A entidade oferece em sua plataforma um conteúdo sobre as tendências urbanas emergentes, além de promover eventos e pesquisas sobre soluções e desafios.

A premiação tem cinco categorias: Integrando natureza e biodiversidade,
Planejando uma melhor saúde urbana, Construindo uma economia urbana vibrante, Apoiando comunidades coesas e Priorizando o bem-estar. Os vencedores serão anunciados durante o fórum anual da NewCities, em setembro, em Montreal.

De acordo com Rodolpho Zannin Feijó, assessor de Relações Internacionais da Prefeitura, o prêmio e o fórum promovidos pelo NewCities visam colocar em um cenário global as soluções mais inovadoras para o bem-estar urbano. “Essas iniciativas permitem que formuladores de políticas, planejadores e líderes de todo o mundo compartilhem as melhores práticas e aprendam uns com os outros”, avalia ele.

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Otimista com vacina no início de 2021, secretário acredita em queda na curva de covid-19 em 40 dias

Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados

A curva de casos e mortes por coronavírus no Paraná devem começar a ter uma queda importante em cerca de 30 a 40 dias. É o que acredita o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, que em entrevista à Banda B, na tarde desta quinta-feira (24), também se mostrou otimista a aplicação da vacina na população do Paraná até março de 2021.

Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados. “Não faltaram leitos de UTI e enfermaria e isso é realmente importante. Tivemos muitos testes e conseguimos fazer o bloqueio dos municípios. Esse trabalho em conjunto teve um resultado muito importante. Queria poder dizer que foi ótimo, mas como perdemos paranaenses todos os dias não há o que comemorar”, ponderou.

Foram realizados até agora no Paraná 632.282 testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ficando atrás apenas de São Paulo em números absolutos. Além disso, o Paraná fica atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com o menor número de casos e de óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença na população paranaense foi de 1.477,4 casos por 100 mil habitantes, com 37,1 mortes a cada 100 mil.

Sobre uma queda nas curvas de mortes e casos, o secretário de Saúde ressaltou que nas últimas semanas o Paraná já tem números em tendência de queda, mas ainda não em valores consideráveis. “Estamos há duas semanas com diminuição de 15% de casos e 2%de morte, mas no Litoral, por exemplo, houve um aumento de 28%. Eu acho que nos próximas 30 a 40 dias estaremos em uma curva decrescente e talvez haja a possibilidade de um retorno de algumas atividades como as aulas, desde que seja com segurança para os professores e alunos. Temos que tratar isso com todo respeito e sem sofrer pressões”, disse.

O que vai realmente ‘derrubar’ o vírus é uma vacina, mas isso só deve acontecer em fevereiro ou março do ano que vem. “Pessoas de alto gabarito estão tocando essas vacinas, laboratórios russos, chineses e norte-americanos. Eu vejo que em algum momento ela vai chegar. Não dá para ter uma certeza, mas talvez no início de fevereiro ou março isso aconteça. Tudo nos leva a crer que será possível isso em cinco meses”, falou.

Mortes de profissionais de Saúde

O secretário de Saúde lamentou durante a entrevista a perda de profissionais da saúde paranaenses na pandemia. “Nós tivemos muitos casos de contaminação dentro das equipes e profissionais perderam a vida. Você toma todo cuidado com os pacientes, mas se contamina em casa ou até no refeitório no hospital. São verdadeiros guerreiros que em nenhum momento deixaram de lutar”, concluiu.

O boletim da Secretária de Saúde do Paraná da última quarta-feira aponta 167.144 casos e 4.201 mortos em decorrência da doença.

Informações Banda B.

Secretário de Saúde do Paraná não acredita em retorno do público aos estádios em 2020

Beto Preto destacou que a presença da torcida nas arquibancadas poderia aumentar a demanda de testes para a Covid-19

A Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa) reforçou o posicionamento de que é contrária a volta da torcida aos estádios na Série A do Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Banda B, o secretário de Saúde, Beto Preto, disse que não acredita em retorno do público neste ano e a presença dos torcedores nas arquibancadas possivelmente aumentaria a demanda de testes da Covid-19.

“Do ponto de vista epidemiológico, eu quero me antecipar que se depender da Secretaria de Estado da Saúde neste momento, que tem prioridades importantes que são as aulas da crianças, não há possibilidade neste ano e não deslumbro a possibilidade de 30% de torcida nos estádios de futebol. Não há essa capacidade e isso geraria a necessidade de testes, eventualmente. Nós trabalhamos para suprir toda a necessidade de testes no Paraná”, declarou o secretário.

Beto Preto reconheceu a importância do futebol neste momento, mas destacou que a saúde da população vem em primeiro lugar. “O futebol é fundamental, um belo esporte, a preferência do brasileiro, mas antes disso, vem o quesito de saúde. Cada dia tem a sua agonia, montando a estratégia e não abandonamos a planilha. Na saúde, a nossa equipe trabalha todo dia e o planejamento é o forte neste momento”, afirmou.

Posicionamentos de Coritiba e Athletico

Através de nota oficial, o Coritiba defendeu a isonomia entre todos os clubes. “O Coritiba defende a igualdade na tomada de decisão e acredita que a medida definida deve valer para todos, respeitando a isonomia competitiva. O clube defendeu o retorno aos treinos de maneira segura e inclusive contratou um médico infectologista que contribuiu com o desenvolvimento de um protocolo de saúde, entendendo a responsabilidade das instituições sobre o atual cenário de pandemia e, ainda que esteja atento à situação e seus desdobramentos, reforça que a saúde e segurança devem ser consideradas como prioridade em relação ao retorno do público aos estádios”.

Já o Athletico, através do presidente do Conselho Administrativo, Mário Celso Petraglia, declarou que não tem nenhuma conclusão até que o assunto seja mais esclarecido. “Sem nenhuma conclusão ou decisão até que tudo fique claro e estabelecido de como será essa liberação”, falou.

Ministério da Saúde já autorizou

O Ministério da Saúde aprovou o plano da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a volta do público aos estádios, com limite de 30% da capacidade. A própria CBF vai se reunir com os clubes para debater o assunto, mas adiantou que a decisão deve passar pelas liberações de estados e munícipios.

O governo de São Paulo já anunciou que não vai permitir a presença do público nas partidas do Campeonato Brasileiro da Série A ou das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Em contrapartida, a prefeitura do Rio de Janeiro autorizou a presença de 30% da capacidade do Maracanã. O plano é que o primeiro jogo seja Flamengo x Athletico, no dia 04 de outubro.

A última vez que os jogos no Brasil aconteceram com a presença de público foi em março, antes mesmo da paralisação do futebol pela pandemia da Covid-19. Os jogos retornaram no Paraná no final de julho, mas sem a torcida.

Informações Banda B.