Curitiba antecipa 2ª dose de Astrazeneca e Pfizer para pessoas de 59 e 58 anos

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vai antecipar para esta quinta-feira (19/8) a aplicação da segunda dose das vacinas da AstraZeneca e da Pfizer para as pessoas com 59 e 58 anos. Serão contempladas as pessoas de 59 anos que receberam a primeira dose em 2 de junho e as de 58 anos vacinadas em 5 de junho.

As pessoas convocadas para esta antecipação estão recebendo uma mensagem pelo aplicativo Saúde Já, que deverá ser apresentada na hora da vacinação. A estimativa é que quase 18 mil pessoas terão a segunda dose antecipada para esta quinta. O atendimento será feito em 14 pontos das 8 às 17h.

Para quem tem 59 e 58 anos, mas tomou a vacina fora do cronograma (em períodos de repescagem), não haverá antecipação da segunda dose nesta quinta.

Pessoas que não receberam a mensagem de convocação pelo Saúde Já não terão a segunda dose antecipada para esta quinta e deverão, portanto, seguir a data agendada anteriormente.

Quem for convocado e não conseguir comparecer nesta quinta poderá tomar a vacina em outra data em que haja repescagem.

Grupo mais vulnerável

O intervalo convencional entre as doses da AstraZeneca e da Pfizer é de aproximadamente 90 dias. A redução do período para o grupo de 59 e 58 anos será de até 11 dias.

A decisão foi tomada pelo Comitê de Técnica e Ética Médica da SMS, após avaliar levantamento feito pelo Centro de Epidemiologia que demostrou que esse grupo é hoje o mais vulnerável para o agravamento da covid-19 – com maior número de internamentos e mortes.

Segundo o diretor do Centro de Epidemiologia, Alcides Oliveira, esse cenário pode estar relacionado à circulação de variantes e também ao fato de as pessoas mais idosas já estarem com o ciclo de imunização completo.

“A variante Delta tem se mostrado mais resistente aos anticorpos produzidos pela primeira dose, mas com duas doses essa barreira aumenta. Como as pessoas mais idosas já estão imunizadas com as duas doses o vírus procura novos espaços de vulnerabilidade, que têm sido a população de 59 a 50 anos”, explicou

A faixa etária de 59 e 50 anos responde por 15% das novas infecções, 23% das internações e 19% dos óbitos confirmados por covid-19 no município. Parte deste grupo já completou o ciclo de imunização, mas a parcela que iniciou o cronograma de segunda dose em 25 de agosto ainda não está totalmente imunizada

Essa ampliação será possível com as doses para segunda aplicação que estão disponíveis no estoque do município. Caso o município receba novos lotes de imunizantes, seguirá com a redução de intervalo entre as doses.

“Além da disponibilidade das doses, a iniciativa tem amparo científico, o nosso objetivo é ter esse público prioritário com ciclo vacinal completo no menor tempo possível”, explica Oliveira.

Como fazer

Para receber a segunda dose da vacina antecipada, basta procurar um dos 14 pontos de vacinação, das 8h às 17h, levar um documento de identificação com foto e CPF e apresentar a mensagem com a convocação

Quem faz parte dessas faixas etárias deve acessar o aplicativo Saúde Já. Ao realizar o acesso aparecerá uma mensagem de “pop-up” com o comunicado de que você está sendo convocado.

Quem deve receber a segunda dose antecipada nesta quinta-feira (19/8)

– Pessoas com 59 anos completos ou mais vacinadas com a primeira dose de Astrazeneca ou Pfizer em 2 de junho (estava prevista para 26 de agosto)
– Pessoas com 58 anos completos ou mais vacinadas com a primeira dose de Astrazeneca ou Pfizer em 5 de junho (estava prevista para 30 de agosto)

Informações Banda B

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Curitiba ultrapassa 1,5 milhão de pessoas vacinadas com ao menos uma dose

Curitiba ultrapassou a marca de 1,5 milhão de pessoas vacinadas. Até esta quinta-feira (21/10), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou um total de 1.502.454 curitibanos com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid.

Ao todo, Curitiba já aplicou 2.801.989 unidades do imunizante, sendo 1.464.245 primeiras doses e 1.232.938 segundas doses; 38.209 doses únicas e 66.597 doses de reforço.

Da população total de Curitiba (estimada em 1.948.626 pelo IBGE), 77,1% já receberam ao menos uma dose do imunizante e 65,2% estão totalmente imunizados contra a covid-19, com as duas doses ou a dose única.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.403.024 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Um total de 1.271.029 pessoas acima dos 18 anos já completou o esquema vacinal até esta quinta-feira (21/10). Destas, 1.232.820 pessoas receberam a segunda dose da vacina e outras 38.209 pessoas receberam a vacina em dose única.

Reforço

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização, nos seguintes grupos: idosos de 70 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde. Até esta quinta-feira (21/10), 66.597 pessoas desses grupos receberam a dose de reforço.

Adolescentes de 12 a 17 anos

A SMS também vacinou 61.221 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 118 já receberam também a segunda dose, sendo do grupo de gestantes abaixo de 18 anos.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.041.813 doses de vacinas, sendo 1.551.232 para primeira dose, 1.381.340 para segunda dose, 38.975 doses de aplicação única e 70.266 doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, por exemplo, a quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Se não tratada, perda auditiva em crianças gera atraso no desenvolvimento

Cerca de 34 milhões de crianças em todo o mundo possuem deficiência auditiva em algum grau; diagnóstico precoce é essencial para o tratamento adequado

Ao contrário do que muitas vezes se imagina, a perda auditiva não escolhe idade. Além dos idosos e adultos de meia idade, crianças também podem apresentar o problema. Nesses casos, se não houver o tratamento correto, o desenvolvimento da fala, a interação e até mesmo o desempenho escolar podem ser afetados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 34 milhões de crianças em todo o mundo possuem deficiência auditiva em algum grau. No Brasil, segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31 mil crianças de dois a nove anos de idade manifestam alguma dificuldade para ouvir.

“A perda auditiva pode ocorrer no nascimento ou logo em seguida”, afirma Márcia Bonetti, fonoaudióloga e responsável técnica da Audiba Aparelhos Auditivos. “Ela pode ser causada por fatores genéticos ou hereditários, quando há casos semelhantes na família, e por infecções no ouvido, como otites, ou algum tipo de doença gestacional, como rubéola, sarampo ou meningite”.

Em muitos casos, o quadro é irreversível. Caracterizada como uma perda auditiva neurossensorial (ou surdez sensorioneural), a alteração é localizada no ouvido interno, quando os sinais são impedidos de serem enviados ao cérebro devido a uma falha nos condutores nervosos. De modo geral, segundo Márcia, a condição reduz a eficiência da transmissão dos sons, resultando em uma deficiência para escutar.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce da perda auditiva facilita o tratamento e corrobora para a estabilização da perda. O teste da orelhinha, por exemplo, deve ser feito ainda na maternidade, a fim de identificar pequenas alterações auditivas ou surdez em bebês para, caso necessário, encaminhar a criança para o tratamento mais adequado.

“O teste é indolor, com realização obrigatória logo após o nascimento, sendo ofertado também pelo Sistema Único de Saúde [SUS]. Com o diagnóstico, o tratamento é facilitado, seja ele feito por meio do implante coclear [popularmente chamado de ‘ouvido biônico’] ou pelo uso de aparelhos auditivos”, afirma a fonoaudióloga.

Márcia salienta que para casos em que há o acúmulo de secreção, como na otite, a perda é, geralmente, de fácil reversão. Para tanto, recomenda-se a drenagem do fluido por meio de

tubos de ventilação inseridos através da membrana timpânica.

Atenção aos sinais de alerta

Nem sempre é fácil identificar dificuldades ou problemas de saúde em crianças. Apesar disso, é importante que os pais estejam atentos a alguns sinais para garantir o diagnóstico e o tratamento precoce.

No caso da perda auditiva, ouvir a televisão com o volume muito alto, não responder prontamente quando chamado, apresentar dificuldades de aprendizado e para encontrar a origem dos sons e atraso na fala são alguns indícios de que algo pode estar errado com o pequeno.

“A gente precisa ouvir os sons para entender e poder expressar, então, se não escutamos, não vamos aprender a falar. Além disso, a deficiência auditiva pode ocasionar também em uma dificuldade de convívio, acarretando um isolamento social. Por isso, é importante estar atento caso a criança apresente algum desses sinais”, ressalta a fonoaudióloga.

Assim, a recomendação é procurar imediatamente um especialista caso algum dos sintomas seja identificado.