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As curiosidades mais incríveis sobre Curitiba que até curitibano esquece

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Muitas vezes moramos em uma cidade por anos e nem imaginamos quantos segredos, detalhes históricos e curiosidades ela esconde. A cidade, com sua trajetória singular, guarda fatos fascinantes que nem todo curitibano conhece. Aqui vão alguns.

O transporte coletivo começou com bondes de tração animal — em 1887

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Bonde elétrico. Foto: Nani Gois/SMCS ARQUIVO

O primeiro serviço de “bonde” em Curitiba foi inaugurado em 8 de novembro de 1887, com tração animal (mulas).
Essa iniciativa era uma inovação para a época e ligada à empresa Ferro‑Carril Curitybana, contratada pela prefeitura local para operar esse novo modal urbano.
Com o passar dos anos, os bondes de sanguessugas (tração animal) começaram a ser substituídos por bondes elétricos: em 1912/1913, foram instaladas linhas motorizadas e trechos elétricos começaram a operar oficialmente.

Esse convívio entre bondes de tração animal e elétricos durou algum tempo, até que os elétricos prevaleceram completamente.
Contudo, em 1952 os bondes foram definitivamente retirados do sistema de transporte de Curitiba, marcando o fim de uma era.

Por que isso é curioso?
Muitos curitibanos provavelmente sabem que Curitiba foi referência em transporte urbano, mas poucos lembram das origens com bondes de tração animal e da transição gradual para elétricos até a extinção.

A garagem de bondes — ponto estratégico da história

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A antiga garagem de bondes ainda preserva a estrutura metálica montada há 100 anos (Foto: Anderson Tozato)

A garagem de bondes de Curitiba foi instalada simultaneamente ao início do serviço, como depósito, oficina, estábulo (para as mulas) e ponto de manutenção.

O local ficava próximo à área central da cidade, e houve estruturas de suporte que permitiam não só o estacionamento dos bondes, mas também a troca de trilhos, reparos e até armazenagem de peças.

Hoje, restam vestígios e relatos históricos desse espaço, que muitos desconhecem viveram bem no coração do velho sistema de transporte da cidade.

Curitiba tem mais de 60 m² de área verde por habitante — um número alto mesmo para cidades verdes

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Curitiba é reconhecida como uma das cidades brasileiras com altíssima proporção de áreas verdes. Segundo dados municipais e levantamentos ambientais, a cidade possui mais de 60 metros quadrados de área verde por habitante.

Mais precisamente, os dados da Prefeitura apontam que o “ativo ambiental da cidade” contempla mais de 13,9 milhões de m² de áreas verdes, distribuídas em parques, bosques, praças, estações ecológicas e outras unidades de conservação urbanas.

Isso supera muito a recomendação mínima da OMS, que estabelece cerca de 12 m² de áreas verdes por habitante como referência para saúde urbana.

Essas áreas verdes exercem múltiplas funções:

Curitiba é uma cidade que encanta a todos com seus parques e áreas verdes, e merece ser explorada em suas diversas facetas.

  • Regulação térmica, redução de ilhas de calor
  • Drenagem natural e controle de enchentes
  • Lazer, bem-estar, saúde mental
  • Conservação da biodiversidade urbana
  • Valorização socioambiental dos bairros

Além disso, um estudo recente (Viezzer et al., 2022) analisou a distribuição de áreas verdes nos bairros de Curitiba e identificou grandes disparidades entre os setores mais ricos e pobres da cidade.

Curiosidade extra: no Bosque do Capão da Imbuia está uma árvore centenária de imbuia, que alguns estudos indicam ter sido plantada ou germinada séculos atrás — há relatos segundo os quais sua idade poderia passar dos mil anos.

O Jardim Botânico e sua inspiração europeia

Um dos cartões-postais mais conhecidos de Curitiba — a estufa metálica do Jardim Botânico — foi inspirada no Crystal Palace de Londres, construído no século XIX.

A estrutura de ferro e vidro chama atenção pela elegância arquitetônica, contrastando com o clima frio da cidade, e se tornou símbolo da identidade curitibana.

Além disso, o espaço verde ao redor da estufa combina o uso botânico (plantas ornamentais, trilhas, jardins) com espaços de lazer — o que torna o local referência não só estética, mas funcional ao público.

O Bondinho da Rua XV: leitura e nostalgia no calçadão

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Bondinho da Leitura – Foto Cido: Marques

O Bondinho da XV (Rua XV de Novembro, também chamada Rua das Flores) não é apenas um símbolo histórico, mas já funcionou como minibiblioteca cultural.

Inaugurado em 1973, o bondinho tinha propósito recreativo para as crianças — enquanto seus pais faziam compras no centro.

Ao longo das décadas, o bondinho passou por reformas, mudanças de função e esteve desativado por períodos. Em 2010, após reforma, voltou a oferecer atividades culturais, particularmente como “Bondinho da Leitura”.

Para muitos moradores, pode passar despercebido que esse bondinho “decorativo” já teve uma vida mais ativa e serve de símbolo — e de cultura — no coração do centro de Curitiba.

A Gibiteca de Curitiba: pioneira no Brasil

Gibiteca de Curitiba recebe quatro indicacoes ao Oscar brasileiro dos As curiosidades mais incríveis sobre Curitiba que até curitibano esquece

Um fato que muitos curitibanos nem sabem: a Gibiteca de Curitiba é a primeira instituição do tipo no Brasil e na América Latina, especializada em histórias em quadrinhos (HQs).

Fundada em 15 de outubro de 1982, idealizada pelo arquiteto e colecionador Key Imaguire Jr., ela surgiu para suprir uma demanda cultural de troca, leitura e estudo de quadrinhos na cidade.

Ao longo dos anos, enfrentou desafios de sede, reformas e estrutura, mas continuou ativa e hoje mantém acervo, atividades culturais, cursos, oficinas e eventos ligados ao universo dos quadrinhos.

Para quem só conhece Curitiba por seus parques ou transporte, a presença de uma instituição cultural com essa história pode surpreender.

O Bosque do Capão da Imbuia e sua história ambiental

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Foto: Cesar Brustolin/SMCS (arquivo)

O Bosque do Capão da Imbuia, localizado na região leste de Curitiba, possui cerca de 39 mil metros quadrados e reúne mata nativa, fauna local e trilhas, como o “Caminho das Araucárias”.

O nome “Imbuia” remete à abundância dessa árvore na região originalmente, muito usada para extração madeireira.

Em 1955, parte dessa área foi doada à cidade para preservação ambiental e, com o tempo, transformada em bosque com museu de história natural e espaço educativo.

Um detalhe menos conhecido: uma imbuia centenária dentro desse bosque é considerada uma das árvores mais antigas de Curitiba, com idade estimada em até mil anos, segundo relatos históricos e botânicos.

Considerações finais

A cidade é viva, com camadas sobre camadas de histórias. Do transporte antigo aos espaços verdes modernos, dos bondes culturais ao pioneirismo em gibis, esses fatos revelam uma identidade multifacetada — bem além dos clichês de frio, pinhão e urbanismo.

Fontes:

Tribuna do Paraná – O nascimento do transporte coletivo de Curitiba

Câmara Municipal de Curitiba – História da garagem de bondes

Turistoria – Tempo de mulas e de trilhos

Os curitibanos têm orgulho de sua cidade e sempre encontram novas maneiras de redescobrir Curitiba em cada esquina.

Família Folhas – Curitiba e a preservação de áreas verdes

Prefeitura de Curitiba – Curitiba Verde

Revista SBAU – Distribuição de áreas verdes em Curitiba

Wikipedia – Bosque do Capão da Imbuia

UAI Notícias – Estufa do Jardim Botânico

Wikipedia – Bondinho da Rua XV de Novembro

Wikipedia – Gibiteca de Curitiba

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