As Nações Unidas atualizaram o Plano de Ação, que visa mitigar o impacto humanitário da crise de combustíveis em Cuba e as consequências do Furacão Melissa, conforme lançado em novembro. Desde janeiro, o país caribenho enfrenta sérias limitações na importação de combustíveis, resultando em uma escassez de serviços essenciais, incluindo saúde, educação, saneamento e a disponibilidade de alimentos e água.
Operações Humanitárias Comprometidas
O Escritório da ONU de Assistência Humanitária (Ocha) revelou que as operações na ilha enfrentam restrições severas. Para atender 2 milhões de pessoas, o órgão necessita de US$ 94 milhões. Destes, apenas US$ 26 milhões foram arrecadados, gerando um déficit de US$ 68 milhões.
A atualização do plano estratégico visa atender quase metade das províncias cubanas, priorizando a implementação de atividades baseadas nas atuais limitações operacionais.
Chefe da OMS enfatiza a proteção da saúde
O plano atualizado tem como foco a manutenção de serviços essenciais e a continuidade de cadeias de suprimentos críticas. Isso inclui serviços de saúde, água e saneamento, segurança alimentar, educação e habitação. Outra meta é apoiar setores essenciais com alternativas energéticas, visando manter a operatividade dos serviços.
Combustível como Prioridade Operacional
Apesar das várias iniciativas, o acesso a combustíveis se mantém como a maior prioridade operacional. Em um comunicado separado, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, ressaltou que a saúde deve ser protegida a todo custo, não devendo ficar sujeita a questões geopolíticas ou cortes de energia.
Mais de 80% dos equipamentos de bombeamento de água em Cuba dependem de eletricidade
A OMS reforça seu compromisso em apoiar os esforços nacionais para auxiliar as populações mais impactadas, aumentando os recursos financeiros disponíveis. A atual situação em Cuba é alarmante, especialmente na manutenção dos serviços de saúde em um “momento de imensa turbulência”, que tem prejudicado a assistência médica devido à instabilidade elétrica.
Desafios nos Serviços de Saúde
Relatos indicam que os hospitais cubanos enfrentam dificuldades em manter serviços de emergência e terapia intensiva. Nos últimos meses, várias cirurgias precisaram ser adiadas, colocando em risco pacientes que dependem de equipamentos médicos que requerem eletricidade, além de comprometer a cadeia de frio necessária para a conservação de vacinas. Entre os mais vulneráveis, estão pacientes oncológicos e gestantes.
A OMS reconheceu os esforços de Cuba para restabelecer o fornecimento de energia e os serviços de saúde, mas enfatizou que a saúde não deve ser deixada à mercê da instabilidade energética e da geopolítica. A necessidade de recursos para permitir que hospitais e clínicas operem de forma eficaz é mais urgente do que nunca, especialmente em tempos críticos para a população.
