Crianças e estudantes da rede municipal curitibana retomam rotina 100% presencial

Nesta segunda-feira (27), todos os mais de 90 mil estudantes que estavam no formato híbrido (grupos A e B com alternência semanal nas unidades) voltam a frequentar a escola municipal todos os dias. É o retorno do formato 100% presencial para quem escolheu essa opção.

Os 30% restantes optaram por seguir no formato exclusivamente remoto, com as videoaulas da TV Escola Curitiba e os kits pedagógicos.

A rede municipal de ensino tem 185 escolas e 230 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), com 140 mil matriculados.

“Nosso objetivo é que os pais e responsáveis, pouco a pouco, se sintam seguros e organizem seu cotidiano para que todas as crianças retornem presencialmente às unidades”, disse a secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila.

“Lembrando que quem quiser trocar de formato pode, só precisa comunicar a direção da unidade onde a criança está matriculada”, explicou a secretária.

Higiene reforçada

A secretária reiterou a importância de continuar respeitando os protocolos sanitários e os cuidados em geral que evitam contaminação: aferição de temperatura na entrada, limpeza dos pés no tapete sanitizante, higienização das mãos, horários escalonados de intervalo e para as refeições, não aglomerar, usar sempre a máscara, lavar as mãos, usar álcool gel, não emprestar material dos colegas, levar garrafinha de água.

“Sabemos que a saudade é grande mas todos precisam colaborar”, frisou.

Volta as aulas em todas as escolas municipais e CMEIs. Curitiba, 29/09/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Nos CMEIs, para as crianças da educação infantil, os cuidados também são os mesmos. No CMEI Maria Viezzer Hermann (na Vista Alegre), das 126 crianças matriculadas, 91 estão no presencial. “Todos estão acostumados aos cuidados, os pais se sentem seguros”, comentou a diretora Lizandra Terezinha Rosa da Cruz.

Júlia Teixeira, do pré I, estava feliz com os colegas em sala. “Aqui tem diversão. E eu aprendo coisas”, disse a menina.

Na Escola Municipal Batel (Centro), a fila na entrada estava cheia de rostos curiosos, como os irmãos Abdolaziz Atel Bem Ragiab, do 1º ano, e a irmã Aysha, do 4º ano.

A diretora Lucineia Percigili dividiu os horários de entrada, com o primeiro grupo (4º e 5º anos) às 7h30 e as turmas de 1º, 2º e 3º ano às 7h40. Na unidade, os estudantes do presencial também são maioria, apenas 120 dos 420 ficaram no remoto. “Depois de passar pelo termômetro e limpar os pés, eles seguem para as salas”, contou.

Monitoramento constante

A decisão de retomar o formato 100% presencial levou em conta os resultados do monitoramento feito nas unidades desde o retorno às aulas no formato híbrido, a partir de 19 de julho. Até essa data o ensino foi realizado no formato remoto.

Ao longo desse período, foram avaliados o cumprimento efetivo dos protocolos sanitários e o baixo número de casos confirmados da covid-19 entre profissionais, crianças e estudantes.

“O monitoramento é constante, as escolas são dinâmicas e dinâmico é nosso cuidado”, disse Maria Sílvia.

Todas as unidades receberam os equipamentos e cuidados necessários para um retorno seguro. Foram entregues máscaras, face shields, totens de álcool em gel, tapetes sanitizantes e aventais, além dos serviços de sanitização que periodicamente são realizados pela Prefeitura de Curitiba.

Confira os principais cuidados:

– uso obrigatório de máscara para profissionais e estudantes

– totens e frascos de álcool gel disponíveis

– horários de entrada, saída, refeições e intervalos escalonados para evitar aglomerações

– interdição de bebedouros coletivos

– desinfecção de mobiliário e materiais em geral com álcool 70%

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Com a frota renovada, acidentes no transporte coletivo caíram 46%

O número de acidentes no sistema de transporte coletivo de Curitiba caiu 46% desde 2019. Segundo levantamento da Urbanização de Curitiba (Urbs), ocorreram 834 acidentes envolvendo ônibus de janeiro a setembro de 2021 entre colisões, atropelamentos e quedas de passageiros. No mesmo período de 2019 foram 1.537 acidentes.

Mesmo com a retomada do movimento nas ruas em 2021, provocada pela flexibilização das restrições sanitárias e pelo avanço da vacinação, o número de acidentes está 10% abaixo do registrado no mesmo período de 2020, quando foram apuradas 924 ocorrências de janeiro a setembro.

Em todo o transporte coletivo da capital, o número de colisões envolvendo ônibus diminuiu 43%, de 1.197 para 681, e o de atropelamentos reduziu 47%, de 90 para 47. O número de quedas de passageiros foi 51% menor, passando de 187 para 91.

Também houve diminuição de outros acidentes, como situações em que o ônibus colide com grade de terminal, atropelamento de animais e quebra de vidros devido a galhos e fios baixos. Essas ocorrências tiveram redução de 76%, de 63 para 15.

Por que?

Novas tecnologias, renovação da frota de ônibus, treinamento de motoristas e aperfeiçoamento dos serviços de manutenção dos veículos ajudam a explicar a diminuição nos acidentes, na avaliação do presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto. 

“Curitiba avançou nos últimos anos,  com recorde de renovação de frota – foram 535 novos ônibus desde 2017. O volume representou uma renovação de 40% da frota”, disse.

Os veículos têm novas tecnologias de segurança, como a que garante a redução automática da velocidade dos biarticulados nas canaletas quando próximos a locais de grande fluxo, como shoppings, praças e escolas. Os ônibus novos também possuem pneus e sistemas de frenagem mais eficientes. 

Além disso, para maior segurança dos passageiros, os 535 ônibus possuem dispositivos para evitar a aceleração com as portas abertas e também para impedir que estas sejam abertas com o veículo em movimento.

Os ônibus articulados e biarticulados possuem câmeras exclusivamente dedicadas à orientação do motorista para o acoplamento na estação-tubo e também ao desembarque de passageiros no caso daqueles veículos com acesso por escadas, como os da linha Interbairros II.

As novas tecnologias têm ajudado a reduzir os acidentes nas canaletas dos expressos – onde circulam os biarticulados e articulados. O número de acidentes nos corredores exclusivos caiu 41%, de 384 para 225 na comparação entre janeiro e setembro de 2019 e o mesmo período de 2021.

Inspeção

Os sistemas de segurança embarcados são especificados pela equipe técnica da Urbs para os fabricantes dos ônibus. Os veículos são periodicamente inspecionados, inclusive com teste de rodagem para verificar a conformidade de seu funcionamento e assegurar que os ônibus circulem nas linhas do transporte coletivo com segurança operacional.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), Mauricio Gulin, a queda no número de acidentes é resultado de um conjunto de ações, com destaque também ao investimento das empresas na capacitação.

O treinamento dos motoristas tem como foco a direção defensiva, isto é, conduzir o ônibus de maneira a prevenir acidentes. Além disso, as equipes de manutenção das empresas estão em constante evolução. Em algumas garagens, o mecânico fica encarregado de cuidar sempre dos mesmos veículos. Dessa forma, ele conhece o histórico do carro, as inspeções já realizadas e suas características, explica Gulin. 

Conscientização

Apesar dos avanços, ainda há muito que se fazer, na avaliação do presidente da Urbs, principalmente em relação à maior conscientização da população para evitar condutas de risco, como o uso de canaletas dos expressos por ciclistas e pedestres.  

A circulação de pedestres e ciclistas nas canaletas é proibida. As canaletas são exclusivas para circulação do transporte coletivo e para veículos que fazem atendimentos de emergência hospitalares e de segurança pública, mas continuam sendo utilizadas por uma parcela dos ciclistas na cidade.

Agentes de trânsito e guardas municipais desenvolvem ações educativas, de forma periódica, para alertar motoristas sobre o respeito a ciclistas e, também, atividades específicas com ciclistas sobre condutas perigosas.

Indicadores mostram que o cenário econômico em Curitiba já apresenta melhora

Depois do impacto negativo gerado pela pandemia de covid-19, Curitiba começa a dar sinais de retomada econômica com maior geração de empregos, abertura de negócios e aumento de faturamento das empresas.

“Estamos vendo a retomada acontecer e acreditamos que a economia acelere ainda mais nos próximos meses. A pandemia ainda não acabou, mas o pior, tudo indica, já passou”, diz o prefeito Rafael Greca.

Vários indicadores apontam para uma melhora do cenário econômico na cidade, mesmo com os desafios macroeconômicos do País – como inflação e dólar em alta.

“A Prefeitura vem fazendo uma série de movimentos para dar suporte, dentro do possível, a esse retorno da atividade. Queremos que a cidade se recupere o mais rápido dentro das possibilidades”, diz o Secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi.

Trabalho

O mercado de trabalho, duramente afetado pela retração da economia no ano passado, bateu recorde de empregos em 2021.

O número de vagas com carteira assinada abertas no acumulado de janeiro a agosto de 2021 é o maior dos últimos 18 anos (início da série histórica), segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Em oito meses, foram 36.179 vagas abertas com carteira assinada em Curitiba. O saldo é medido pela diferença entre admissões e demissões, ou seja, o ritmo de geração de novas vagas está bem superior ao de fechamentos. Realidade bem diferente da registrada no mesmo período do ano passado, quando o saldo estava negativo em 18.262 vagas.

O setor de Serviços foi o responsável pelo maior número de contratações, com 21.099 novos empregos, seguido pela Construção Civil, com 5.451 vagas.

Previsão de mais vagas

A previsão da Secretaria de Finanças é que Curitiba feche o ano, se mantido o ritmo, com cerca de 50 mil novas contratações, 17 vezes mais do que o registrado no ano passado. Em 2020, esse saldo foi de apenas 2.928 vagas.

Na reta final do ano entram no radar das empresas as contratações temporárias para o Natal, que devem ser 37% maiores que em 2020, de acordo com a previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo Puppi, além dos empregos gerados pelo setor privado e o trabalho que a Prefeitura faz na capacitação, orientação e colocação de pessoas no mercado de trabalho, o investimento público é um importante indutor e geração de empregos.  

A estimativa é que, com uma carteira de investimentos do município de R$ 2,6 bilhões, cerca de 113,7 mil empregos (diretos, indiretos e induzidos) sejam gerados com obras públicas nos próximos cinco anos.

Mais receita

As empresas também registram aumento de receitas. Dos 20 principais setores de arrecadação de ISS do município, 17 registram aumento de faturamento de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado. Juntos, esses segmentos faturaram R$ 35,8 bilhões de janeiro a agosto de 2021, 22% a mais do que mesmo período do ano passado – um acréscimo de R$ 6,4 bilhões, de acordo com levantamento da Secretaria de Finanças.

Entre os setores com maior faturamento nesse período estão: serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e congêneres, com alta de 26,48% no faturamento, para R$ 8,47 bilhão; serviços relativos a engenharia, arquitetura, geologia, urbanismo, construção civil, manutenção, limpeza, meio ambiente, saneamento e congêneres (14,39%), para R$ 6,1 bilhões; serviços de saúde, assistência médica e congêneres (20,82%), para R$ 6 bilhões; e os serviços de informática e congêneres (31,89%), para R$ 3,1 bilhões.

Novos negócios

A abertura de negócios também está acelerada na capital. De janeiro a setembro foram expedidos 56.837 alvarás de abertura, 98,48% mais do que no mesmo período do ano passado: 28.635.

Em nove meses, os segmentos líderes na abertura de empresa foram: promoção de vendas (3.828 alvarás); preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo (2.987); comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios (1.981); cabeleireiros, manicure e pedicure (1.393); serviços de entrega rápida (1.336) e transporte de carga municipal (1.306).    

Plano de Retomada

A Prefeitura de Curitiba mantém programas e ações para dar sustentação à retomada da atividade econômica tanto para trabalhadores quanto para empreendedores. O conjunto de ações formam o Plano de Retomada, com ações na área econômica, social e de segurança alimentar.

Os Liceus de Ofício, da Fundação de Ação Social (FAS), promovem cursos e preparam para o mercado de trabalho quem está em busca de qualificação. Além disso, os Espaços do Empreendedor da Agência Curitiba dão suporte a microempresários e microempreendedores individuais. Além disso, o Programa 1ºEmpregotech 2021, lançado no ano passado, oferece qualificação na área de tecnologia com aulas e oficinas.

O Fab Lab Cajuru, laboratório de fabricação por prototipagem, por sua vez, gera novas oportunidades para estudantes, empresas e comunidade, que podem compartilhar conhecimentos e colocar em prática ideias inovadoras.

A Prefeitura também vem adotando medidas para reduzir o impacto da pandemia sobre a economia. Entre elas, a criação de um fundo de aval, de R$ 10 milhões, com potencial para alavancar até R$ 100 milhões em investimentos por parte das empresas curitibanas.

Para reduzir a burocracia na abertura de negócios, o número de atividades incluídas na lei de liberdade econômica foi ampliado. A lei prevê a dispensa de alguns alvarás para atividades de baixo risco, facilitando o processo. No ano passado, o número de atividades abrangidas pela lei passou de 242 para 545 na capital.

O município também prorrogou o prazo de pagamento de impostos e promoveu um programa de refinanciamento, o Refic-Covid-19, que permitiu o parcelamento de débitos em até 36 meses.

A Prefeitura também vem dando apoio ao setor de eventos, com a utilização de R$ 2,7 milhões para projetos desse segmento e moratória de dívidas, até o fim do ano.

Saiba mais sobre o Plano de Retomadahttps://retomada.curitiba.pr.gov.br/