Covid19: ​PR registra 3.983 casos e 282 mortes


A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste sábado (24) mais 3.983 casos confirmados e 282 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 921.907 diagnósticos e 21.338 óbitos, desde o início da pandemia.  


Os casos divulgados neste sábado são de abril (3.299), março (264), fevereiro (144), janeiro (110), dezembro (132) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: março (1), maio (1), junho (2), julho (3), agosto (1), setembro (2), outubro (2), novembro (22) e dezembro (132).


VACINA – O site da Secretaria de Estado da Saúde possui um Vacinômetro atualizado em tempo real à medida que os municípios inserem as doses aplicadas no sistema.


INTERNADOS – O informe relata que 2.362 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 1.915 em leitos SUS (958 em UTI e 957 em enfermaria) e 447 em leitos da rede particular (271 em UTI e 176 em enfermaria).  


Há outros 2.282 pacientes internados, 912 em leitos UTI e 1.370 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão na rede pública e rede particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.  


ÓBITOS – A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 282 pacientes. São 129 mulheres e 153 homens, com idades que variam de 15 anos a 99 anos. Os óbitos ocorreram de 2 de agosto de 2020 a 24 de abril de 2021.


Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (205), Maringá (7), Ponta Grossa (7), Londrina (6), Colombo (5), Pinhais (5), Sarandi (3), Umuarama (3), Campina Grande do Sul (2), Foz do Iguaçu (2), Guaíra (2), Guarapuava (2), Paranavaí (2), Toledo (2).


A Secretaria registra, ainda, a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Apucarana, Cafezal do Sul, Cambé, Campina do Simão, Carambeí, Cascavel, Castro, Cianorte, Contenda, Dois Vizinhos, Ibiporã, Itaperuçu, Ivaiporã, Jacarezinho, Jaguariaíva, Kaloré, Marechal Candido Rondon, Matelândia, Nova Esperança do Sudoeste, Palmital, Paraíso do Norte, Paranaguá, Pato Branco, Pontal do Paraná, Realeza, Reserva, Santo Inácio, São José dos Pinhais, União da Vitória.


FORA DO PARANÁ – O monitoramento registra 5.656 casos de residentes de fora, sendo que 143 pessoas foram a óbito.


Confira o Informe completo

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Vacinação reduz pela metade morte entre idosos com mais de 80 anos, aponta pesquisa

A proporção de mortes de idosos com 80 anos ou mais caiu pela metade no Brasil após o início da vacinação contra a covid-19. Os dados fazem parte de um estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O percentual médio de vítimas dessa faixa etária era de 25% a 30% em 2020 e passou para 13% no final de abril.  Quando teve início a imunização, em janeiro de 2021, o percentual era de 28%.

De acordo com o Cesar Victora, epidemiologista e líder da pesquisa, outros estudos já demonstraram a associação entre a vacinação e a queda nas internações e nas mortes, por exemplo a partir dos dados da população de Israel. A novidade desta análise é que o mesmo se confirma em um cenário com predominância da variante P1. Em Israel, a imunização alcança mais de 55% da população, segundo dados da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford.

A pesquisa liderada pela UFPel indica que pelo menos 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais em um intervalo de oito semanas foram evitadas. O país registra 407.639 mortes por covid-19, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesse domingo (2). Em 24 horas, foram 1.202 novas mortes. A aplicação da primeira dose alcança cerca de 14% dos brasileiros; e 6,5% receberam as duas doses.

Os dados utilizados na análise foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e referem-se ao período de 3 de janeiro a 22 de abril. Nessas datas, 171.454 pessoas morreram pelo novo coronavírus no Brasil.

No começo de 2021, a taxa de mortalidade entre pessoas de 80 anos ou mais era 13,7 vezes maior do que para pessoas com zero a 79 anos. De acordo com o estudo, essa relação caiu para 6,9 vezes no início de abril.

As estimativas dos pesquisadores apontam que, com a nova cepa, se o número de mortes entre os mais idosos tivesse continuado no mesmo ritmo observado para grupos etários mais jovens, seriam esperadas quase 48 mil mortes contra as 34.168 registradas no período.

Os níveis nacionais de cobertura vacinal com a primeira dose nessa faixa etária chegaram a 50% na primeira quinzena de fevereiro, a 80% na segunda quinzena do mês e ficou em 95% em março. Os pesquisadores apontam que os resultados de queda da mortalidade encontrados são compatíveis com o efeito protetor da primeira dose e deve aumentar a partir da segunda.

O estudo também confirma que as vacinas aplicadas no Brasil protegem mesmo em um cenário em que a P1 predomina. Pesquisas com profissionais de saúde vacinados em Manaus e São Paulo já demonstravam essa proteção.

Brasil está perto de assinar acordo para mais 100 milhões de doses da Pfizer, diz Queiroga

 O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (3) que o Brasil está “na iminência” de fechar um novo contrato de 100 milhões de doses da vacina contra covid-19 da farmacêutica Pfizer. De acordo com o ministro, com o novo acordo, “o Brasil terá à disposição de sua sociedade 200 milhões de doses da vacina da Pfizer. Isso equivale a imunizar cerca da metade de sua população ainda neste ano, porque esse segundo contrato prevê para o mês de outubro já 35 milhões de doses”, afirmou o ministro, durante evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o encontro o ministro voltou a destacar que o Brasil “é o quinto país que mais distribui doses de vacinas”, aproveitando para ressaltar o trabalho do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reforçando que a Fiocruz começara a produzir vacinas com IFA totalmente nacional a partir do terceiro trimestre deste ano “o que é uma notícia muito alvissareira” afirmou, destacando o investimento do governo na área.

 Foto: Ueslei Marcelino/Reuters