Covid-19: veja o que abre e o que fecha em Curitiba

 

Esta semana começaram a valer novas medidas com algumas ampliações nos horários de funcionamento dos estabelecimentos em Curitiba, até o dia 10/8. Nesse vai e vem, a gente acaba até se perdendo  e por isso fizemos um resumo pra te ajudar a não ficar de fora! Confira:⁣

Novos horários:⁣

  •  shoppings podem abrir das 12h às 22h de segunda a sexta e aos finais de semana somente via delivery⁣
  •  comércio de rua das 10h às 20h de segunda a sexta e aos finais de semana somente via delivery⁣
  •  galerias e centros comerciais das 10h às 18h de segunda a sexta e aos finais de semana somente via delivery⁣
  • restaurantes até as 22h de segunda a sábado e nos domingos somente via delivery ou drive-thru⁣
  • mercados somente de segunda a sábado⁣
  •  panificadoras até as 22h de segunda a sábado e até as 18h nos domingos (proibido consumo no local)⁣
  •  feiras de segunda a sexta, proibido funcionamento aos finais de semana ⁣

Proibido:⁣

  •  bares, festas, teatro, cinemas⁣
  •  parques⁣
  • praças esportivas⁣

 

 

via @oquefazercuritiba

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Brasil barra voos da África do Sul e Reino Unido para impedir entrada de nova variante do coronavírus

Além disso, fica suspensa a autorização de embarque para pessoas que tenham origem ou que passaram pelo Reino Unido e pela África do Sul nos últimos 14 dias

Uma portaria do governo federal publicada nesta terça-feira (26) proíbe a entrada de passageiros de voos vindos do Reino Unido e da África do Sul. Um dos motivos seria o impacto epidemiológico que as novas variantes do coronavírus podem causar no Brasil.

“Ficam proibidos, em caráter temporário, voos internacionais com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pelo Reino Unido e pela África do Sul”, diz o texto publicado no Diário Oficial da União.

Além disso, fica suspensa a autorização de embarque para pessoas que tenham origem ou que passaram pelo Reino Unido e pela África do Sul nos últimos 14 dias. Entre as medidas adotadas em caso de descumprimento da portaria, estaria a deportação de passageiros para o país de origem.

A portaria é assinada pelos ministros Eduardo Pazuello (Saúde), André Mendonça (Justiça e Segurança Pública) e Walter Souza Braga Netto (Chefe da Casa Civil).

Estrangeiros de outros países permanecem liberados para entrar no Brasil por via aérea. Entretanto, devem comprovar que não estão com Covid-19 poe meio do teste RT-PCR. Ele deve ser feito até 72 horas antes do embarque.

A portaria restringe também a entrada de estrangeiros por via terrestre ou transporte aquaviário. A entrada continua liberada para pessoas do Paraguai ou que residem em cidades que fazem fronteira com o Brasil, exceto da Venezuela.

Muitas variantes do coronavírus surgiram desde o início da pandemia. Estudos sugerem que a mutante chamada B117, detectada no Reino Unido, é mais transmissível que as formas anteriores.

A variante levou mais de 40 países a bloquearem a entrada de viajantes do território britânico. O Brasil já havia proibido a entrada no país de voos do Reino Unido em dezembro.

Essa variante foi encontrada no Brasil pelo laboratório Dasa em parceria com a USP (Universidade de São Paulo) a partir de sequenciamento genético.

Segundo o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), estima-se que a nova linhagem tenha uma transmissibilidade até 70% superior ao que se tem como parâmetros atualmente. Mas não há indícios de que ela seja mais letal.

Outra variante, chamada de 501.V2 e detectada na África do Sul, é diferente da encontrada no Reino Unido. Entretanto, compartilham uma alteração comum, chamada N501Y na proteína spike. Isso é o que as tornaria mais infecciosas.

A variante sul-africana possui uma mutação a mais, chamada E484K.

No Brasil, houve um caso de reinfecção com uma variante chamada B.1.1.248, que possui a mutação E484K, identificada inicialmente no país africano.

Informações Banda B.

Pandemia fez transporte coletivo de Curitiba perder quase 100 mil passageiros em um ano

Em 2020, o transporte coletivo de Curitiba perdeu quase 100 mil passageiros em relação a 2019 por conta da pandemia de covid-19. A suspensão das aulas nas escolas, a necessidade de distanciamento social, a implantação do regime home office e de escalas em muitas empresas provocaram uma queda expressiva no movimento.

Ao todo, foram 107,4 mil passageiros no transporte coletivo em 2020, 47% menos do que em 2019, com 203,9 mil. O volume inclui passageiros pagantes e isentos, como idosos, pessoas com deficiência e estudantes.

O movimento diário de passageiros pagantes no transporte coletivo de Curitiba está, em média, 53% menor do que antes da pandemia. Na última semana, foram 350.038 passageiros nos dias úteis. Na primeira semana de março de 2020, a média era de 744.344 passageiros.

“Dez meses de pandemia tiveram um forte impacto no movimento do transporte coletivo. Essa queda chegou a ser de 80%, mas ainda estamos muito abaixo do período normal”, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), que administra o sistema.

Além da redução da receita de passageiros, o sistema precisa operar com uma frota superior à demanda para obedecer os protocolos sanitários de enfrentamento da covid-19 e evitar aglomerações. A ocupação máxima prevista nos ônibus é de 70%. A frota está em 80% (mil ônibus) e 100% nas linhas de maior demanda, que atendem mais de 60% do movimento.

Pandemia fez transporte coletivo perder quase 100 mil passageiros em um ano. Foto: Luiz Costa /SMCS

“O sistema perdeu passageiros, mas teve que manter uma frota elevada, para fazer frente aos desafios da pandemia”, explica Maia Neto.

Por conta desse cenário, a Prefeitura de Curitiba aprovou, no ano passado, com o apoio da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o regime emergencial do transporte coletivo, que foi prorrogado até 30 junho de 2021, e que visa manter a operação e a sustentabilidade do sistema mesmo com queda expressiva no número de passageiros.

Trata-se de um mecanismo em que a Prefeitura reduz o repasse de recursos para as empresas e ao mesmo tempo assegura a manutenção de empregos de cobradores e motoristas. Com ele, os custos do sistema passaram de R$ 78 milhões para entre R$ 38 milhões e R$ 40 milhões por mês. Metade desse valor é bancado pela Prefeitura e a outra metade pela receita de passageiros.

Sem reajuste

Nesse período de regime emergencial, a Prefeitura decidiu suspender a negociação a respeito do reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo – prevista todo ano para fim de fevereiro. Hoje a tarifa é de R$ 4,50 e de R$ 3,50 em algumas linhas, fora do horário de pico.

“Em função da pandemia, do momento difícil que as pessoas estão vivendo, o prefeito Rafael Greca decidiu que não haverá reajuste da tarifa”, afirma o presidente da Urbs. 

Maia Neto diz que o município trabalha para promover a equalização do sistema e para isso vem discutindo tanto internamente com a secretaria de Finanças quanto com o Governo do Estado o subsídio ao transporte coletivo. “Temos uma tarifa social e que permite que a conexão com a Região Metropolitana de Curitiba. A integração metropolitana tem hoje um peso de 40% a 50% dos nossos custos”, diz

Histórico

O projeto da lei municipal 15.627/2020, que implementou o custeio diferenciado às concessionárias do sistema, foi aprovado pela CMC em maio de 2020, e era retroativo a 16 de março do ano passado, data em que entrou em vigor o decreto de situação de emergência de Curitiba (421/2020).  

Inicialmente previsto para vigorar por 90 dias, ele foi estendido até 31 de dezembro de 2020, e em dezembro último, renovado até 30 de junho.

O regime de emergência prevê exclusivamente o pagamento às empresas de custos variáveis e administrativos (como combustíveis e lubrificantes, conforme a quilometragem rodada), tributos (ISS, taxa de gerenciamento e outros) e com a folha de pagamento dos trabalhadores do sistema, incluídos plano de saúde, seguro de vida e cesta básica.

São suprimidas dessa conta a amortização e a rentabilidade das empresas.

“Mantendo-se a operação normal e reduzindo-se significativamente a quantidade de passageiros, como ocorreu, o sistema fatalmente atingiria uma situação de colapso e isso implicaria um pedido de reequilíbrio econômico-financeiro à Prefeitura em torno de R$ 40,9 milhões mensais, em média”, afirma o presidente da Urbs.

Se nada fosse feito, as empresas do transporte coletivo poderiam requerer a revisão da tarifa técnica, pois o contrato firmado em 2009 e que está em vigor dá essa oportunidade quando há flutuação de 5% na expectativa de passageiros – e durante a pandemia a circulação caiu praticamente pela metade.  

“Essa revisão seria mais cara ao município do que a implantação do regime emergencial. “Sem contar que em uma disputa judicial poderíamos ter greves, paralisação do serviço, que já seria um incômodo para a população em tempos normais, que dirá durante uma pandemia”, completa Maia Neto.