Corpos dignos: a autoaceitação pelo prazer

Entender quem você é, como seu corpo processa a satisfação com a autoimagem e o que de fato representa sua beleza interna e externa são alguns desafios enfrentados diariamente. Para pessoas que fogem da curva, como é o caso de corpos gordos, negros e trans, por exemplo, é gigantesco o passo necessário para se aceitar e lidar com as relações sociais de forma saudável. Além do que os outros precisam resolver consigo mesmos, a batalha interna existe, alimentada por preconceitos que permeiam a nossa identidade e nosso grupo social.

Um caminho para compreender qual seu biotipo, as características que formam a sua essência e como ser feliz com elas é o caminho do autoconhecimento sexual. “É por meio dele que você vai olhar para si com coragem, vai buscar o que te dá prazer, quem pode ou não pode estar envolvido na sua felicidade e até onde você pode chegar na sua plenitude”, explica a consultora Paola Giacomoni. A profissional está à frente da Sexy to Sex, iniciativa que busca orientar pessoas sobre o autoprazer pela consultoria acolhedora, artigos especializados e reuniões temáticas com dicas personalizadas e delivery de produtos.

De acordo com a empresária, a busca é cada vez maior por um momento de entendimento de si mesmo e valorização de características únicas na promoção do autocuidado e autoamor. “As pessoas chegam aqui envergonhadas, oprimidas de alguma forma, e eu explico para elas que é um espaço de liberdade. Elas experimentam novas sensações e aos poucos aprendem a enxergar o que há de mais bonito nelas”, conta Paola.

Além da descoberta sexual guiada pela escuta especializada, ela ressalta que é fundamental aprender a ser feliz só, para então compartilhar a felicidade com alguém: “’Sexy to Sex’ é se sentir sexy para o sexo, mas não só isso. É descobrir uma lingerie que enalteça sua beleza, um aroma ou decoração que te satisfaça com o ambiente, acessórios que te façam feliz na sua verdade de vida”. As ferramentas para essa jornada e outras informações importantíssimas sobre o prazer pessoal sem gênero e sem rótulos estão disponíveis na página da Sexy to Sex no Instagram e no canal do Youtube da Paola, o SEXtosentido. Diminua as distâncias entre quem você é e quem você quer ser!

Serviço: Sexy to Sex – O prazer é todo seu

Paola Giacomoni

Consultora de autoprazer e bem-estar sexual

(41) 987151661

Instagram: @sexy.to.sex

Youtube: SEXtosentido por Paola Giacomoni

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Documentário expõe trabalho precário, invisibilidade e exploração dos entregadores e motoristas de aplicativos

O documentário “Uberização do Trabalho e a Invisibilidade da Exploração”, disponibilizado hoje (8 de setembro) no Youtube, revela o processo de uberização por meio das histórias dos entregadores de delivery e motoristas de aplicativos, na cidade de São Paulo. Em formato curta-metragem, o filme mostra as dificuldades do dia a dia, o trabalho sem auxílios, garantias e direitos laborais no curto e no longo prazo.

Os relatos expõem problemas como a falta de segurança, os danos à saúde física e mental, a má alimentação e a até a violência urbana. Especialistas explicam como esse fator precarizou o trabalho autônomo e como poderíamos ter uma volta saudável da economia e da geração de mais empregos no futuro.

“Existe uma exploração enorme com relação aos aplicativos. Hoje a Uber paga um valor mínimo de 5 reais, existem entregadores que fizeram entrega de 10 km por R$ 5,00. Cinco reais hoje não é um litro de combustível”. Afirmou o entregador de Delivery e ex-motorista de aplicativo, George Luiz.

Em 2020, o número de trabalhadores informais ultrapassou 24,4 milhões no Brasil. Os economistas entrevistados apontam como a reforma trabalhista de 2017 contribuiu para esse processo na geração de trabalhadores de aplicativos, ampliando a ocorrência das atividades informais nas grandes cidades. Decorrente dessa situação encontra-se o aumento do desemprego, um dos fatores que culminou na expansão das atividades informais.

A médica, pesquisadora do Fundacentro e da FESPSP explicou que a uberização é um fenômeno que se caracteriza pela informalidade e a relação entre trabalhadores e as plataformas digitais. “A uberização não se refere apenas a Uber, se refere a toda essa plataformização do trabalho. Os trabalhadores chamados uberizados, em tese, trabalhariam quando quisessem e seriam livres de patrão com a ilusão de que seriam empreendedores. ‘Não tenho patrão, não tenho horário, portanto não tenho regra’, mas de fato as pessoas que estudam esse fenômeno explicam que existem sim uma questão de assalariamento, porque a pessoa tem que estar disponível para trabalhar a hora que há demanda”.

Os jornalistas Ariane Santana, Cleiton Santos, Edilaine Tenório e Saadia Gama foram os responsáveis pela execução do documentário, e com um olhar humanizado acompanharam de perto a rotina dos entrevistados. A obra foi produzida em parceria com o projeto Cinema e Jornalismo: Luzes sobre São Paulo, coordenado pela Oboré e está disponível no Youtube da produtora, Silema Vídeos <https://www.youtube.com/channel/UCWVuhEmxl6yAkLeceWTiRzg> .

https://www.youtube.com/channel/UCWVuhEmxl6yAkLeceWTiRzg

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=i7b3aTgN-sE

Morte da Rainha Elizabeth: como falar sobre a perda dos avós para as crianças

Na última quinta-feira, 8 de setembro, morreu aos 96 anos a rainha Elizabeth II. A monarca foi a mais longeva da história britânica, completando 70 anos de reinado, e deixou oito netos e doze bisnetos. O falecimento da rainha desperta uma discussão: qual a melhor forma de abordar a morte de um parente querido com as crianças?

Muitas vezes, o luto é considerado um tabu dentro de uma família e não é exposto para as crianças. “A morte é algo natural e superar a dor de uma perda faz parte do desenvolvimento de todo o ser humano. Para os mais pequenos, como os bisnetos da rainha, o processo tende a ser ainda mais complexo, por isso, os pais geralmente têm muitas dúvidas sobre como abordar o tema”, afirma Filipe Colombini, psicólogo especializado em orientação parental e fundador da Equipe AT.

“Quando a questão é mal resolvida entre os adultos, os filhos também podem acabar enfrentando dificuldades para lidar com as emoções e mostrar sentimentos diante do falecimento de um ente querido.  Por isso, é importante não se esquivar desse tema com as crianças”, recomenda o psicólogo.

Veja a seguir as dúvidas mais comuns dos pais, esclarecidas pelo especialista:

*             Quando conversar sobre a morte com seu filho? “Apesar de ser uma conversa importante e necessária, o ideal é que os pais e familiares abordem o assunto à medida em que as questões forem levantadas pelos pequenos. Assim, é possível transmitir o que a criança realmente tem necessidade de saber, evitando sentimentos de ansiedade e medo”, explica Colombini.

*             Como abordar o assunto? “É importante que no momento da conversa seja levado em conta em qual fase de desenvolvimento seu filho está. Na primeira infância, a abordagem deve ser mais lúdica do que o conteúdo passado para crianças mais velhas, por exemplo”, diz o psicólogo. “Isso é essencial para não alimentar a imaginação dos pequenos com coisas que eles ainda não entendem”, conclui.

*             Devo levar meu filho a um enterro ou cremação? “O funeral é um rito que marca um término, dando um espaço importante para que alguns sentimentos relacionados ao luto, como tristeza e frustração, possam ser vivenciados. Porém, é importante ressaltar que é essencial respeitar os limites da criança, nunca obrigando seu filho a ir nesse tipo de evento”, afirma Colombini.

*             Devo procurar ajuda profissional? “Quando acontece a perda de alguém querido, um psicólogo pode auxiliar dando tanto apoio às crianças como orientação para os adultos da família. Esse amparo aos pais também é interessante para que os adultos lidem com o próprio luto e, assim, fiquem mais preparados para oferecer suporte aos seus filhos”, aconselha.

Mais sobre Filipe Colombini: psicólogo, fundador e CEO da Equipe AT, empresa com foco em Acompanhamento Terapêutico (AT) e atendimento fora do consultório, que atua em São Paulo (SP) desde 2012. Especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos. Especialista em Clínica Analítico-Comportamental. Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Professor do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas (GREA-IPq-HCFMUSP). Professor e Coordenador acadêmico do Aprimoramento em AT da Equipe AT. Formação em Psicoterapia Baseada em Evidências, Acompanhamento Terapêutico, Terapia Infantil, Desenvolvimento Atípico e Abuso de Substâncias.