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Contra a covid-19, estabelecimentos poderão adotar o Check-in Seguro

Estabelecimentos de Curitiba começam a testar o Check-in Seguro, novo programa da Prefeitura que permitirá verificar se os frequentadores tiveram contato com pessoas com covid-19 que tenham estado no local no mesmo dia e horário. A plataforma começa a ser testada a partir desta segunda-feira (30/8).

Após a etapa de testes, restaurantes (incluindo os que vendem por quilo), academias, canchas para a prática de atividades esportivas e casas de festas e eventos infantis poderão ingressar no programa. A cidade tem cerca de 5,5 mil estabelecimentos deste tipo.

Os detalhes sobre o funcionamento do programa estão definidos em decreto publicado no Diário Oficial.

Como funciona

Na prática, o Check-in Seguro cruzará o dado dos que tiverem diagnóstico positivo para covid com o de outras pessoas que estiveram no mesmo local e horário.

Para isso, será necessária a adesão dos estabelecimentos ao programa. Eles terão um QR-code (código lido pelas câmeras dos telefones celulares) disposto na entrada, para que os frequentadores e funcionários possam escanear com o smartphone, fazendo o check-in.

Após o cruzamento das informações, as pessoas serão avisadas por mensagem de SMS, caso tenham estado no mesmo dia e horário de algum frequentador que venha a testar positivo para covid-19. O sistema levará em conta os testes realizados três dias antes e sete dias depois, pois a transmissão do vírus pode ocorrer neste período.

“Curitiba inova mais uma vez. Esta será uma medida de caráter socioeducativo para enfrentamento da emergência em saúde pública imposta pela pandemia. Nosso objetivo é proteger a coletividade”, argumenta o secretário de Administração e de Gestão de Pessoal (SMAP), Alexandre Jarschel de Oliveira. O projeto teve a coordenação da Superintendência de Tecnologia da Informação, que é ligada à pasta.

“O programa Check-in Seguro é mais uma iniciativa do poder público para permitir que os setores econômicos possam funcionar com segurança”, afirma a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak. “Poderemos alertar as pessoas que estiveram no mesmo estabelecimento e horário, para que busquem orientação, diagnóstico e medidas assistenciais, caso necessário”, complementa.

As informações coletadas a partir do controle de acesso aos estabelecimentos serão utilizadas exclusivamente pela Secretaria Municipal da Saúde para identificação dos cidadãos com diagnóstico confirmado para covid-19 e monitoramento dos contatos.

Protocolo

O Check-in Seguro será mais uma alternativa para os estabelecimentos que já estão controlando o número de pessoas no espaço e verificando a temperatura dos frequentadores no momento do acesso, como forma de evitar os riscos de contaminação pelo coronavírus.

Independentemente da adesão ao Check-in Seguro, os estabelecimentos participantes deverão continuar respeitando as regras definidas pelo protocolo sanitário em vigor e observar a capacidade máxima de ocupação.

Como aderir

A adesão ao Check-in Seguro é simples, feita totalmente de forma digital, desde que o alvará de funcionamento do estabelecimento esteja em dia. Após a leitura do termo de uso, bastará informar o CNPJ da empresa e o CPF do proprietário ou de um dos sócios. Clique aqui para fazer a adesão.

A participação é facultativa. A adesão ao programa poderá ser considerada futuramente, para a flexibilização das regras de restrição devido à pandemia.

As empresas que aderirem receberão o selo do programa e poderão divulgá-lo de modo que os consumidores possam escolher se querem frequentar estabelecimentos que fazem a verificação.

Se o estabelecimento ingressar no programa, os frequentadores passarão a utilizar o QR code que estará fixado na entrada e deverão informar seu CPF, data de nascimento e telefone. Quem já tem cadastro no e-Cidadão terá o seu acesso facilitado, pois o sistema já possui estas informações.

Quem não estiver com seu celular e as crianças serão cadastradas de forma manual pelo estabelecimento.

Desenvolvido pelo Instituto das Cidades Inteligentes sob a coordenação da Superintendência de Tecnologia da Informação da SMAP, o sistema foi feito de forma colaborativa com as secretarias da Saúde e Defesa Social. Os recursos desenvolvidos atendem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).