O Governo do Paraná promoveu nesta segunda-feira (2) a primeira reunião do Comitê Permanente de Governança Climática, que tem como foco a gestão de ações para a prevenção e mitigação de eventos climáticos extremos. A iniciativa surge em resposta aos desafios enfrentados pelo estado devido a desastres naturais nos últimos anos.
Composição e Objetivo do Comitê
O comitê é composto por representantes da Casa Civil, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec), do Simepar, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e do Instituto Água e Terra (IAT). O grupo será responsável pela elaboração do Plano Estadual de Gerenciamento de Riscos para Eventos Climáticos Extremos.
Eventos Climáticos Recentes
Nos últimos anos, o Paraná enfrentou eventos climáticos severos, como chuvas intensas, tempestades e tornados, que resultaram em decretos de calamidade pública e impactaram mais de 90 mil pessoas. Diante dessa realidade, o governo busca aumentar a capacidade de atuação integrada através da troca de dados e informações estratégicas entre diferentes setores.
Papel Técnico e Consultivo
O coordenador executivo da Defesa Civil, coronel Ivan Fernandes, destacou que o comitê terá uma natureza técnica, consultiva e propositiva. “Vamos focar em diagnósticos e ações práticas, aprimorando a integração entre dados climáticos e de solo, geologia e hidrologia. Este será um espaço permanente para consolidar informações e planejamento”, afirmou.
Capacidade de Resposta e Prevenção
Jean Puchetti Ferreira, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, enfatizou que o comitê irá potencializar o planejamento e a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos. “Essa gestão de dados proporcionará ao Estado informações cruciais para a tomada de decisões”, destacou.
Próximas Etapas
Sob a coordenação da Defesa Civil Estadual, o comitê realizará reuniões periódicas com representantes de cada secretaria ou órgão. Entre as próximas ações, serão feitas articulações com instituições públicas e privadas, recomendações técnicas e formação de grupos específicos para o aprofundamento dos temas relacionados à governança climática.
Integração e Agilidade
Um dos focos principais será o fortalecimento da integração entre os monitoramentos meteorológicos e as ações da Defesa Civil, promovendo uma análise ágil de cenários e coordenação nas respostas aos eventos extremos. Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Sedest, afirmou que o objetivo é melhorar o apoio aos municípios e à população.
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