Com alta nos casos, Governo do Paraná pode publicar novo decreto restritivo na segunda-feira

Com uma nova alta nos casos de Covid-19, o Governo do Paraná pode publicar novo decreto restritivo a partir da próxima segunda-feira (17). A informação foi divulgada pelo governador Ratinho Junior durante entrevista concedida ao Meio Dia Paraná, da RPC TV, nesta sexta-feira (14). Com 5.053 novos casos confirmados e 132 mortes, o estado ultrapassou a marca de 24 mil mortes pela doença e se aproximou de 1 milhão de infecções pela doença.

Como o atual decreto se encerra na madrugada deste sábado (15), a previsão era de uma mudança imediata, mas o Governo do Paraná optou por adiar o decreto para não pegar comerciantes de surpresa.

“Ainda é momento desafiador. Além da infecção, provocada pelas mudanças do vírus, temos o fator frio, em um momento de aumento de doenças respiratórias na Região Sul do Brasil. Temos a equipe do Ipardes [Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social] fazendo levantamentos dos números e a ideia é fazer uma nova avaliação no fim de semana, até mesmo para não criar algum problema para vários ramos, incluindo o de restaurantes”, disse Ratinho Junior.

O atual decreto restritivo foi publicado em 13 de abril e prevê medidas mais brandas de circulação da população. O toque de recolher em vigor vale das 23h às 5h do dia seguinte.

Decreto Regional

Durante a entrevista, Ratinho Junior ainda informou que o decreto promete ser regional, com medidas mais rígidas e pontuais em localidades onde a doença esteja com mais aceleração.

“A ideia é sempre evitar atrapalhar ao máximo a vida das pessoas. Todo mundo já está exausto da pandemia, mas não podemos tapar o sol com a peneira, temos que enfrentar, especialmente alguns engraçadinhos que insistem em fazer festas clandestinas. Para eles, a polícia segue sendo muito firme”, concluiu.

Informações Banda B

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Estado prorroga até 31 de outubro as medidas de enfrentamento à Covid-19

O cenário de desaceleração dos casos e avanço da vacinação contra a Covid-19 levou o Governo do Estado a renovar até 31 de outubro as orientações atuais sobre a pandemia. A normativa (9.095/2021) foi assinada pelo governador em exercício Darci Piana nesta sexta-feira (15).

Segundo o documento, a realização de eventos segue permitida, desde que em acordo com as regras estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Em espaços abertos, para público exclusivamente sentado ou delimitado, a capacidade máxima de lotação é de 60% do previsto para o local, desde que não exceda 5 mil pessoas.

Em ambientes fechados, também com público exclusivamente sentado ou delimitado, a regra delimita capacidade máxima de lotação de 50% do previsto para o local, desde que não ultrapasse 2 mil pessoas.

Organizadores desses eventos precisam exigir o comprovante de vacinação ou um teste negativo para Covid-19 dos participantes, com no máximo 48 horas de antecedência.

As restrições também seguem as mesmas, permanecendo proibida a realização presencial dos eventos, de qualquer tipo, que possuam uma ou mais das seguintes características: em local fechado que não tenha sistema de climatização com renovação do ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados; que demandem a permanência do público em pé durante sua realização; com duração superior a 6 horas; que não consigam garantir o controle de público no local ou que possam atrair presença de público superior àquele determinado nesta norma, como exposições e festivais; de caráter internacional; realizados em locais não autorizados para esse fim; e que não atendam os critérios previstos nesta legislação e demais normativas vigentes.

VACINAÇÃO – O cenário para a manutenção das regras está atrelado ao avanço da vacinação no Paraná. Até o momento, de acordo com informações do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado aplicou 14.299.123 doses de vacinas contra a Covid-19, um incremento de cerca de 950 mil doses em relação a 15 dias atrás.

Dessas, 8.272.993 são relativas à primeira dose (D1), 5.870.595 são segundas doses (D2) ou doses únicas (DU), 133.891 doses de reforço (DR) e 22.282 doses adicionais (DA) em imunossuprimidos.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde nesta sexta-feira (15), o Paraná soma 1.527.680 casos confirmados da doença e 39.531 óbitos. Há 462 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados. São 363 em leitos SUS (226 em UTIs e 137 em clínicos/enfermarias) e 99 em leitos da rede particular (55 em UTIs e 44 em clínicos/enfermarias).

87% dos municípios do Paraná já iniciaram a vacinação de adolescentes sem comorbidades

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta quinta-feira (14) apontou que 347 municípios do Paraná já iniciaram a vacinação contra a Covid-19 em adolescentes sem comorbidades. As informações foram repassadas pelas equipes municipais para as Regionais de Saúde. O número representa 87% das 399 cidades do Estado.

A imunização destes jovens foi iniciada com a utilização do remanescente da reserva técnica, enviada aos municípios em todas as remessas, conforme pactuação entre a Sesa, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP).

Segundo os dados do Vacinômetro, o Estado já registrou 218.470 doses aplicadas em adolescentes (com e sem comorbidades). Somente nos primeiros 12 dias de outubro, 112.027 vacinas foram registradas na base nacional.

“Precisamos parabenizar esses profissionais de saúde e todas as equipes municipais que fazem a vacinação acontecer de domingo a domingo. Mesmo sem doses direcionadas para esse público sem comorbidades, o Estado tem avançado na faixa etária e estamos trabalhando para conseguir mais doses do governo federal e assim atingir todas as cidades do Paraná nesta campanha”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

DETALHAMENTO – De acordo com o levantamento, todos os municípios já iniciaram a vacinação de adolescentes com condições pré-existentes, sendo que 66 cidades consideram a imunização deste público prioritário como concluída ou sem procura.

Com relação ao balanço da imunização geral, sem comorbidades, 52 municípios aguardam o envio de doses para início; 34 vacinam a faixa de 12 anos ou mais; cinco estão vacinando 13 anos ou mais; 19 municípios abriram 14 anos ou mais; 59 estão atendendo 15 anos ou mais; 92 cidades, 16 anos; e 138 vacinam acima dos 17 anos.

“Não há competição entre os municípios porque essa guerra é de todos. Aqueles que possuem doses sobrando estão avançando na imunização por faixa etária, e as cidades que já esgotaram a reserva técnica, devem aguardar o envio de novas doses por parte do Ministério da Saúde, o que deve ocorrer nos próximos dias”, completou o secretário.

DOSES – Até agora, o Paraná recebeu duas remessas de imunizantes para a população de 12 a 17 anos dentro dos grupos prioritários. A primeira foi entregue no dia 24 de setembro e fazia parte da 53ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. O Estado foi contemplado com 99.450 imunizantes da Pfizer/BioNTech destinados a jovens com comorbidades e deficiência permanente. As vacinas foram distribuídas para as 22 Regionais de Saúde no sábado (25).

Três semanas depois, o Paraná recebeu a segunda remessa para adolescentes, com 3.082 doses, referentes à 58ª pauta. As vacinas foram entregues nesta segunda-feira (11) e distribuídas para as Regionais na quarta-feira (13). Nesta remessa as doses foram direcionadas para adolescentes indígenas.

A Sesa tem atuado na requisição de mais doses para o avanço da vacinação em adolescentes no Paraná. No mês passado, uma comitiva foi até Brasília para uma reunião com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz. Além disso, diariamente as equipes do Programa Estadual de Imunização dialogam com o governo federal na busca por mais imunizantes.

“A responsabilidade pela compra e distribuição das doses é do Ministério da Saúde. O Governo do Estado tem feito sua parte em solicitar constantemente o envio de mais vacinas para o Paraná. Vamos continuar com essa postura e, assim que chegarem, serão descentralizadas para as Regionais”, explicou Beto Preto.

HISTÓRICO – A ampliação da faixa etária para 12 anos ou mais foi solicitada pela farmacêutica norte-americana Pfizer/BioNTech para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 13 de maio. O órgão autorizou a indicação da vacina contra a Covid-19 neste público no dia 11 de junho.

Quase 50 dias depois, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão de adolescentes no Plano Nacional de Imunizações (PNI), em nota conjunta com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), divulgada em 27 de julho.

No dia 15 de setembro, o Ministério da Saúde divulgou a Nota Técnica nº 40/2021 da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento da Covid-19 (SECOVID) formalizando a inclusão de adolescentes com comorbidades, deficiência permanente, privados de liberdade, gestantes, puérperas e lactantes, no PNI.

Na ocasião, o governo federal decidiu vacinar somente pessoas que se encaixassem nestes grupos prioritários. Após insistência por parte dos estados e municípios, a SECOVID divulgou no dia 22 de setembro a Nota Técnica nº 45/2021, revogando a anterior e recomendando também a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades.

Confira o levantamento detalhado da Secretaria de Saúde AQUI.