Cida comemora duplicação da rodovia entre Maringá a Iguaraçu

A ex-governadora Cida Borghetti (PP) afirmou que a duplicação da ligação entre Maringá e Iguaraçu criará um grande eixo de desenvolvimento na região, além de aumentar a segurança e reduzir o tempo das viagens. O edital de licitação para a duplicação dos 21,8 quilômetros da PR-317 foi publicado nesta semana pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

“É uma obra muito aguardada na região. Iniciamos esse processo de duplicação ainda em 2018 com o apoio da Acim e do setor produtivo de Maringá que doou o projeto básico ao DER. Algumas dificuldades técnicas e burocráticas impediram que iniciássemos a concorrência. Fico feliz que o Governo do Estado tenha superado essas adversidades e torço para que a obra iniciar o mais rápido possível”, disse Cida Borghetti

O líder do Governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros, também comemorou o anúncio e destacou a união de esforços do poder público e da iniciativa privada. “É mais uma importante obra de infraestrutura construída com o auxílio de diversas forças de Maringá. Uma obra que vai aumentar a nossa competitividade e facilitar a vida de quem mora na região”.

ACIM

Segundo estimativas cerca de 17 mil veículos trafegam pelo trecho da PR-317 diariamente. Para que a obra possa ser executada, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), por meio de empresários, custeou o projeto e a readequação dele, em um investimento de R$ 600 mil. O presidente da Acim, Michel Felippe, diz que a participação da iniciativa privada garantiu mais agilidade ao processo.

“Tivemos uma grata surpresa. Esse é um anseio de toda comunidade, não só maringaense, mas da região. Esse projeto já é uma reivindicação de alguns anos e nós fizemos a doação do projeto ao DER e ao Governo do Estado na antiga gestão. Não houve tempo hábil naquele momento e o novo governo assumiu o compromisso da obra. Com a publicação do edital, ele vem a atender a demanda de nossa região”, explicou.

RDC

A licitação acontece na modalidade Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), onde a empresa vencedora fica responsável pela execução do projeto final e pela duplicação do trecho. A modalidade garante mais agilidade na execução de obras públicas.

A licitação prevê a duplicação de 21,82 quilômetros, cinco quilômetros de vias marginais, interseções em desnível, cinco retornos, duas passarelas e a duplicação da ponte sobre o Rio Pirapó. O prazo para execução é de 720 dias (24 meses).

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Governo decreta situação de emergência hídrica na RMC e no Sudoeste

Com a continuidade da estiagem no Paraná e após o abril mais seco da história em várias cidades paranaenses, o Governo do Estado decretou nesta terça-feira (4) situação de emergência hídrica na Região Metropolitana de Curitiba e no Sudoeste do Estado. O decreto 7.554/21 tem validade de 90 dias e é assinado um ano após medidas semelhantes terem sido adotadas para minimizar os impactos da crise hídrica, que se estende há pelo menos dois anos.

A iniciativa do Estado busca agilizar processos para garantir o abastecimento e a qualidade da água consumida pela população. As medidas estratégicas de contenção, fiscalização e de apoio envolvem diferentes órgãos e secretarias do Estado e devem atingir o outono e o inverno, estações em que o volume de chuvas já ficam abaixo da normalidade.

“Mais uma vez pedimos o apoio de toda a população para que faça o uso racional da água. Além de enfrentar uma pandemia, o Paraná passa por uma crise hídrica sem precedentes em nossa história”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Precisamos novamente da compreensão e da participação de todos os paranaenses, em especial dos moradores das regiões mais atingidas, para que não falte água, esse bem tão essencial para vida de todos”.

Foto: AEN PR

Em março de 2021, o mais seco em 24 anos em Curitiba, o nível dos reservatórios que abastecem a RMC estava em 60%, mais baixo que no mesmo período do ano passado e bem abaixo da média histórica dos últimos 20 anos, que indicava um volume útil de 97%. Nesta terça-feira (4), o nível dos reservatórios estava em 53,5%. A situação é mais crítica na Barragem Iraí, que está com 41,77% da capacidade, seguida pelas barragens Passaúna (54,17%), Piraquara I (61,45%) e Piraquara II (78,15%).

A situação não foi melhor no mês passado. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), em abril de 2021 choveu bem abaixo da média na maioria das regiões do Paraná. Foi o mês mais seco em várias cidades paranaenses desde o início da série histórica, em 1998, condição que atingiu Curitiba, Cascavel, Umuarama, Maringá, Londrina, Guarapuava e Pato Branco.

SUDOESTE – A região Sudoeste teve o maior déficit nas precipitações no último mês, com rios e poços apresentando redução de 25% a 60% na quantidade de água disponível para o abastecimento. Os poços que abastecem Pranchita e Santo Antônio do Sudoeste já perderam mais de 60% da sua vazão, inviabilizando o fornecimento de água de forma regular para todas as regiões das duas cidades.

Com isso, a Sanepar iniciou nesta terça-feira o rodízio no sistema de Santo Antonio do Sudoeste – em Pranchita o esquema iniciou em 27 de abril. A empresa também deve usar caminhões-pipa para ajudar no abastecimento dos dois municípios.

MEDIDAS – O decreto autoriza os órgãos estaduais a empregar recursos humanos e materiais, veículos e equipamentos para auxiliar nas operações de abastecimento humano e dessedentação dos animais. As empresas que prestam serviços de saneamento nessas regiões ficam autorizadas a executar rodízios de 24 horas, desde a interrupção até a retomada do abastecimento, com prazo para normalização também de 24 horas.

O Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela outorga de uso dos recursos hídricos e autorizações ambientais, fará ações emergenciais destinadas ao abastecimento público, priorizando as demandas das prestadoras de serviços com essa finalidade. O órgão também avaliará as restrições da vazão outorgada para atividades agropecuárias, industrial, comercial e de lazer, para normalizar as captações voltadas para o abastecimento público.

Já a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento deverá implementar medidas de apoio aos agricultores para melhorar a eficiência no uso da água nas atividades agropecuárias e orientar os agricultores para o cumprimento da restrição de captação hídrica.

As fiscalizações ficarão a cargo do IAT e da Polícia Militar, que poderão aplicar sanções cabíveis em casos de uso irregular dos recursos hídricos, exigindo a regularização e a restrição de uso. Eles também poderão intervir para a regularização dos usuários que têm a outorga de recursos hídricos, mas estão irregulares pela captação acima da vazão, além de orientar essas os outorgados para que reduzam e façam o uso racional da água.

Abril mais seco da história volta a agravar a crise hídrica no Paraná

A crise hídrica voltou a se agravar no Paraná, o que reforça os pedidos para o uso racional da água. Curitiba e outras sete cidades tiveram o abril mais seco desde o início da série histórica, em 1998. Dos 13 municípios analisados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) a pedido da Agência Estadual de Notícias (AEN), apenas em Guaratuba, no Litoral, a chuva foi superior à média.

No total, a precipitação nos 13 pontos diferentes do Estado foi de 369 milímetros (mm), ou 25,7% da média histórica, estimada em 1.434,1 mm no acumulado para essas mesmas áreas.

Londrina foi a cidade em que menos choveu no mês passado entre os locais pesquisados. Apenas 0,6 mm, ante uma expectativa de 85,1 mm. Pato Branco (3 mm), Maringá (3,4 mm), Cascavel (3,8 mm), Guarapuava (4,8 mm), Umuarama (4,8 mm) e Campo Mourão (7,6 mm) aparecem na sequência, todos com o pior abril da história.

Ponta Grossa (9,6 mm), Cambará (10,8 mm) e Paranavaí (17,6 mm) também apresentaram chuvas bem abaixo da média. Já Foz do Iguaçu registrou 41,3% do volume aguardado (147,1).

Na Capital, que convive com um rodízio no fornecimento de água desde o ano passado, a precipitação atingiu 8,8 mm, cerca de 10% do esperado para o período (81,6 mm). O desempenho repete o abril de 2000 como os piores mensurados desde 1998.

Tendência em Curitiba que reforça o cenário de março mais seco em 24 anos, e confirma a previsão dos institutos de meteorologia para um período de baixa precipitação entre o outono e o inverno. “Nessa etapa do ano a chuva já costuma ser abaixo do normal. Mas desta vez o volume ficou ainda mais baixo. Um abril muito seco em quase todo o Paraná”, afirmou o meteorologista do Simepar, Fernando Mendonça Mendes.

Nesta segunda-feira (3), a média dos reservatórios do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) é de 54,08%. Uma queda significativa em relação ao último dia março, quando o índice mostrava 60,79%.

“Embora já houvesse a previsão de poucas chuvas, a situação em abril superou negativamente as nossas expectativas porque ficaram muito abaixo da média”, ressaltou o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky. “A população tem colaborado até agora com o uso econômico da água e mantemos esse alerta para que esses hábitos de economia sejam mantidos. A intenção é passar os próximos meses com níveis mínimos de reservação”.

MAIO 

Ainda de acordo com o Simepar, as frentes frias, responsáveis pela chuva nessa época do ano, não conseguiram ingressar no Paraná com força suficiente para causar chuvas expressivas. Além disso, foram poucos os sistemas frontais que passaram pelo Paraná.

A expectativa, segundo o instituto, é que em maio as chuvas sigam abaixo da média em todo o Estado. “Precisamos saber quanto menor será esse volume. Se ruim como foi em abril ou mais perto da média histórica”, disse Mendes.

INVESTIMENTO 

A Sanepar informou que mantém investimentos e tem antecipado obras estruturantes para mitigar os efeitos da crise hídrica. Estão em andamento em Curitiba as obras de construção de mais quatro reservatórios e a implantação de 107 quilômetros de rede que vão melhorar o sistema de distribuição de água na Região Metropolitana.

Além disso, foi antecipada a captação de água do Rio Capivari para reforçar a Barragem do Iraí, além de iniciar em breve a captação de água da Bacia do Rio Verde.

Veja quanto choveu em abril nos 13 pontos do Paraná analisados pelo Simepar

CURITIBA
Abril 2021: 8,8 mm
Média do período: 81,6 mm
Porcentual: 10,7%

LONDRINA
Abril 2021: 0,6 mm
Média do período: 85,1 mm
Porcentual: 0,7%

MARINGÁ
Abril 2021: 3,4 mm
Média do período: 71,3 mm
Porcentual: 4,7%

CASCAVEL
Abril 2021: 3,8 mm
Média do período: 133,3 mm
Porcentual: 2,8%

FOZ DO IGUAÇU
Abril 2021: 60,8 mm
Média do período: 147,1 mm
Porcentual: 41,3%

GUARAPUAVA
Abril 2021: 4,8 mm
Média do período: 122,2 mm
Porcentual: 3,9%

PONTA GROSSA
Abril 2021: 9,6 mm
Média do período: 87,8 mm
Porcentual: 10,9%

PATO BRANCO
Abril 2021: 3 mm
Média do período: 146,7 mm
Porcentual: 2%

CAMPO MOURÃO
Abril 2021: 7,6 mm
Média do período: 116 mm
Porcentual: 6,5%

GUARATUBA
Abril 2021: 233,4 mm
Média do período: 189,7 mm
Porcentual: 123%

PARANAVAÍ
Abril 2021: 17,6 mm
Média do período: 85,4 mm
Porcentual: 20,6%

UMUARAMA
Abril 2021: 4,8 mm
Média do período: 98,3 mm
Porcentual: 4,8%

CAMBARÁ
Abril 2021: 10,8 mm
Média do período: 69,7 mm
Porcentual: 15,4%

PARANÁ (13 CIDADES)
Abril 2021: 369 mm
Média do período: 1.434,2 mm
Porcentual: 25,7%