Ciclistas e motoristas terão via compartilhada na Rua Padre Anchieta

Avançam as obras do Plano de Estrutura Cicloviária em Curitiba. Nesta semana, começaram as intervenções de sinalização viária para a implantação da via compartilhada entre ciclistas e motoristas na Rua Padre Anchieta, para a ligação à região Oeste da cidade. A estrutura voltada à ciclomobilidade segue os modelos já implantados nos eixos estruturais das avenidas Sete de Setembro e João Gualberto.

Ao término dessa implantação, Curitiba passará a contar com mais oito quilômetros de via voltada à ciclomobilidade. Em pouco mais de três anos e meio da gestão, já foram implantados outros 12,3 quilômetros de novas estruturas cicloviárias em toda a cidade.

Ainda como parte do plano cicloviário do município está sendo revitalizada a estrutura de passeio compartilhado entre pedestres e ciclistas pela Rua João Bettega, na ligação entre o Portão e a CIC.

Ciclistas e motoristas terão via compartilhada na Rua Padre Anchieta.

Pela Padre Anchieta, a via compartilhada começa no cruzamento com a Alameda Presidente Taunay, no bairro Batel, e segue até a Rua Jerônimo Durski, no Bigorrilho – via do terminal de ônibus Campina do Siqueira. Os trabalhos da equipe de sinalização continuam nos próximos dias e a conclusão da pintura depende das condições climáticas. 

“A Padre Anchieta é um dos eixos estruturais da cidade, por onde passa a canaleta do transporte coletivo, e importante ligação entre centro e bairro”, salienta a superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella.

A segunda etapa da via compartilhada da Padre Anchieta vai contemplar a ligação no sentido Campo Comprido, pela Rua Deputado Heitor Alencar Furtado. A previsão é que até o fim deste mês a sinalização esteja pronta na extensão da Rua General Mário Tourinho até a Rua Eduardo Sprada, nos dois sentidos (centro e bairro).

“Conectando o cruzamento da Padre Anchieta com a Presidente Taunay até a Rua Fernando Moreira com a Rua Visconde de Nácar, no Centro, as obras de sinalização irão compor, numa terceira fase, o terceiro e último trecho do projeto”, explica Rosangela.

Revitalização da estrutura cicloviária

O passeio compartilhado que integra a estrutura cicloviária da Rua João Bettega começa a ganhar um novo contorno. Desde a segunda-feira (3/8), equipes da Superintendência de Trânsito (Setran) trabalham na revitalização da estrutura cicloviária a partir da via rápida sentido Centro/Pinheirinho, no bairro Portão, até a Rua Desembargador Cid Campêlo, na CIC.

“Ao fim dos trabalhos, a sinalização horizontal, no pavimento, estará mais visível, no padrão de sinalização atual. Bordas vermelhas vão demarcar o espaço do passeio compartilhado, além de pictogramas de pedestres e ciclistas em todos os começos e finais de quadra”, explica a superintendente de Trânsito.

Placas de regulamentação de passeio compartilhado e legendas indicativas de “Pare”, nos cruzamentos, irão reforçar os alertas de segurança aos ciclistas e pedestres que compartilham da via. 

Intermodalidade

A promoção da intermodalidade faz parte da estratégia da administração municipal na área da mobilidade urbana, tanto em projetos desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) como em implantações pela Setran e demais órgãos que atuam na gestão da malha viária e de transporte.

Instituído pelo Decreto Municipal 1.418/2019, o Plano de Estrutura Cicloviária visa a dobrar a malha de vias para bicicletas na cidade dos atuais 208 km para 408 km até o ano de 2025.

As implantações da estrutura cicloviária previstas no plano seguem em andamento, ao mesmo tempo em que a Prefeitura, atenta à pandemia provocada pelo novo coronavírus, promove intervenções e encaminha estudos de fomento à mobilidade ativa, com projeto-piloto nos arredores do Mercado Municipal, aos sábados. 

Implantações

Em três anos e meio, foram implantados 12,3 quilômetros de novas estruturas cicloviárias em toda a cidade. Entre eles:

– 3,1 quilômetros na Avenida Manoel Ribas

– 2,3 quilômetros de ciclofaixa bidirecional ao longo da Avenida dos Estados e da Rua Castro

– 2,6 quilômetros na Avenida da Integração

– 1,7 quilômetro no Binário Nova Aurora/Ourizona

– 2,6 quilômetros em trechos das ruas Konrad Adenauer, Dante Angelote e José Zgoda, no entorno do Jockey Plaza Shopping, no Tarumã

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Proibição de fogos de artifício com barulho entra em vigor, em Curitiba; multas podem chegar a R$ 18 mil

A lei que proíbe fogos de artifício com barulho em Curitiba entrou em vigor no domingo (20).

A regra foi aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Rafael Greca (DEM) em 2019, mas o texto previa a entrada em vigor apenas um ano após a publicação em Diário Oficial.

Segundo o texto da lei, fica proibida a utilização de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos “de alto impacto ou com efeitos de tiro”, tanto em locais fechados como em áreas abertas, públicas ou privadas.

Os fogos luminosos com “efeitos visuais sem tiro” permanecem liberados.

Segundo a prefeitura, a proibição beneficia animais, idosos e crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista.

Multas

A lei prevê apreensão e destruição dos fogos do material que infringir a lei.

Segundo a prefeitura, um decreto deve ser publicado nos próximos dias com as multas a quem desrespeitar a regra.

Os valores, segundo a administração municipal, vão variar de R$ 5,3 mil a R$ 18 mil, de acordo com a intensidade dos fogos, não interrupção do foguetório e reincidência.

A fiscalização será responsabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Guarda Municipal.

Via G1

MON alcançou mais de 5 milhões de pessoas com ações virtuais

Museu Oscar Niemeyer se mantém em destaque quando o assunto é conquistar do público. Mesmo neste ano de pandemia, o MON alcançou mais de 5 milhões de pessoas com suas atividades virtuais. E mesmo fechado durante sete meses por causa do coronavírus inaugurou seis exposições físicas.

As mostras são Ásia: a terra, os homens, os deuses – Segunda Edição e Man Ray em Paris, abertas antes do início da pandemia, e Tony Cragg – Espécies Raras; Gente no MON, de Dico Kremer; Violência Sob Delicadeza, de Vera Martins, e Yutaka Toyota – O Ritmo do Espaço, após a reabertura em outubro.

Houve ainda dois projetos de itinerâncias para municípios paranaenses. O MON levou a exposição Artigas, nos Pormenores um Universo a Ponta Grossa e O Mundo Mágico dos Ningyos a Irati. As mostras foram inauguradas nos meses de novembro e dezembro.

Outra conquista do museu em 2020 foi chegar à fase final de negociações para a vinda de uma expressiva e importante coleção de arte para o acervo do museu, o que deverá ser consolidado no início do próximo ano.

Protocolo de segurança

O MON elaborou um projeto e implementou um rígido protocolo sanitário, aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde. O plano incluiu, por exemplo, ampla sinalização com adesivos; controle de público na entrada do museu e em cada sala expositiva; higienização e medidas para promover o distanciamento; processo de desinfecção de todo o material externo que entra no museu, com criação de sala especial para o procedimento.

Outras ações são a capacitação da equipe interna para atendimento ao público durante a pandemia; versão online para todo o material de apoio do museu, como folder e guia de programação; incentivo à venda de ingressos online, MON Loja versão online e outros.

MON em casa

Desde março, quando os espaços culturais foram fechados para evitar a disseminação do coronavírus, o MON também intensificou a produção de conteúdo virtual, aumentando o público nas redes sociais e propiciando conhecimento e descontração de maneira remota.

No período de março a novembro, as atividades online realizadas pelo museu alcançaram mais de 5 milhões de pessoas pelas redes sociais da instituição. Apenas as mediações e oficinas artísticas online somaram um público superior a um milhão.

“As ações virtuais deixaram de ser apenas informativas para se transformarem em vivências e experiências que proporcionam trocas enriquecedoras com quem acessa”, afirma a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

Ela destaca que as ações online nasceram de um desafio, mas tornaram-se uma maneira de integrar, conectar e fazer com que as equipes internas do museu conduzissem esse momento. “O enorme alcance obtido demonstra que as ações foram muito bem-aceitas pelo público”, comenta.

As tradicionais oficinas artísticas do MON foram adaptadas para serem feitas a distância, com materiais simples, que geralmente as pessoas têm em casa. Em oito meses, foram disponibilizadas cerca de 50 oficinas, via Youtube, Instagram e Facebook. Todo o material pode ser encontrado nas redes sociais, com a hashtag #monemcasa, no canal do Youtube ou no hotsite: http://museuoscarniemeyer.org.br/mon/monemcasa/.

Muitas outras ações virtuais foram lançadas pelo MON durante o isolamento social, como um quiz semanal sobre o mundo das artes e séries temáticas de mediações.

Arte para maiores

O programa Arte para Maiores, direcionado para o público com mais de 60 anos, também ganhou uma versão virtual que conquistou seguidores até mesmo fora do País.

“O programa é de grande importância para exercitar imaginação e criatividade”, disse a funcionária pública aposentada Ismenia Pavanatti, participante há quatro anos do Arte Para Maiores.  Ela destaca que a pandemia trouxe um grande desafio de adaptação e renovação diária. “Neste contexto, tornou-se muito importante continuarmos nossas atividades culturais”, diz.

Em uma das oficinas ela produziu um trabalho inspirado no artista curitibano Fernando Velloso, após ter assistido a um diálogo dele transmitido ao vivo pelo canal do Youtube do museu. “Sou muito grata ao MON e ao Arte Para Maiores”, afirma.

Na versão online, todos os participantes do programa recebem por whatsapp sugestões de oficinas variadas, sempre acompanhadas por links que trazem sons, vídeos e PDFs explicativos. A maioria das atividades está relacionada às exposições do MON e podem ser realizadas em casa. A proposta é a mesma das reuniões presenciais: aproximar o público das artes visuais. Mesmo com a reabertura do museu, a versão online do programa se mantém.

Serviço:
http://www.museuoscarniemeyer.org.br
http://museuoscarniemeyer.org.br/mon/monemcasa/
Facebook e Instagram: @museuoscarniemeyer
Youtube: https://bit.ly/MONnoYoutube
Google Arts&Culture: http://bit.ly/MONGoogleArtsAndCulture