O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, em 10 de outubro, um decreto que reduz os tributos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos. Com a nova medida, os modelos mais sustentáveis terão o IPI zerado, visando incentivar a indústria automobilística e promover práticas mais ecológicas.
Impacto para a Indústria Automobilística
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, avaliou que a medida beneficiará a cadeia automotiva. Segundo ele, “o decreto estimula a inovação e a sustentabilidade no setor, ao mesmo tempo em que cria empregos e facilita o acesso da população a carros novos, menos poluentes, mais seguros e econômicos”.
Critérios para Isenção do IPI
Para que um veículo tenha o IPI zerado, ele deve atender a quatro requisitos, conforme informações do MDIC:
- Emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro;
- Conter mais de 80% de materiais recicláveis;
- Ser fabricado no Brasil, incluindo etapas de soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem;
- Se enquadrar em uma das categorias de carro compacto.
Modelos Elegíveis
Fontes do setor automobilístico indicam que diversos modelos, incluindo os seguintes, podem se enquadrar na nova isenção:
- Hyundai HB20;
- Chevrolet Onix;
- Fiat Argo;
- Fiat Mobi;
- Citroën C3;
- Citroën Basalt;
- Renault Kwid.
Esses modelos compactos são fabricados no Brasil e preenchem os requisitos do decreto. A Volkswagen já anunciou novos preços para seus veículos, destacando que o Polo teve uma redução de preço, passando de R$ 95.790 para R$ 87.845 em sua versão Track.
Mudanças para Veículos Poluentes
Além da isenção para veículos sustentáveis, o decreto estabelece um novo sistema de cálculo do IPI para outros carros, que entrará em vigor em 90 dias. Para veículos de passageiros, a alíquota mínima será de 6,3% e para comerciais leves, 3,9%.
O novo cálculo considerará fatores como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, segurança e reciclabilidade. Assim, veículos mais eficientes terão descontos no imposto, enquanto aqueles com piores indicadores enfrentarão aumentos nas alíquotas.
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