Alerta da Sesa-PR sobre Leishmanioses e Febre Maculosa
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR) emitiu um alerta sobre os riscos do mosquito-palha e do carrapato-estrela, que transmitem respectively leishmanioses e febre maculosa. Estas doenças estão classificadas como Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) e afetam principalmente populações vulneráveis.
Importância do Monitoramento e Prevenção
As DTNs são uma preocupação global da Organização Mundial da Saúde (OMS), que designou o dia 30 de janeiro como uma data de mobilização para o controle dessas patologias. A Sesa orienta sobre as medidas necessárias para a prevenção e o monitoramento destes vetores no Paraná.
“Manter a higiene dos quintais e verificar o corpo após atividades em áreas verdes são medidas que salvam vidas”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. Ele ressaltou a importância da colaboração da população no controle desses vetores.
Leishmanioses: Tipos e Casos
A leishmaniose se apresenta em duas formas principais: a tegumentar, que afeta a pele e as mucosas, e a visceral, que é mais grave e pode ser fatal se não tratada. Em 2025, o Paraná registrou 536 casos de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), com 79,2% dos casos sendo autóctones. A Leishmaniose Visceral (LV) apresentou 10 casos confirmados, dos quais dois foram com transmissão local.
A transmissão ocorre através da picada do mosquito-palha, e os cães são a fonte principal de infecção no ambiente urbano. Em 2025, foram confirmados 201 casos de leishmaniose visceral canina no estado.
Beto Preto também destacou que a limpeza dos quintais, removendo lixo orgânico, é crucial para evitar a reprodução do mosquito.
Febre Maculosa: Diagnóstico e Prevenção
A febre maculosa, transmitida pelo carrapato-estrela, é uma infecção potencialmente letal. Entre 2021 e 2025, foram registradas 779 notificações no Paraná, com 53 casos confirmados. O público mais afetado são homens de 20 a 59 anos que frequentam áreas de mata, rios ou cachoeiras.
Segundo a Sesa, 85% dos pacientes confirmados relataram contato direto com carrapatos. Os sintomas iniciais, como febre e dores no corpo, podem ser confundidos com outras doenças, tornando essencial que o paciente informe sobre sua exposição a ambientes de mata.
Orientações para Combate
Para prevenir a febre maculosa, a Sesa recomenda o uso de roupas claras e compridas em áreas silvestres. Caso um carrapato seja encontrado, deve ser removido com pinça, evitando esmagá-lo. Para as leishmanioses, além da limpeza dos quintais, é importante o descarte adequado de lixo orgânico e a manutenção dos abrigos dos animais domésticos longe das residências, especialmente à noite.
Relatório Global e Vigilância no Estado
Ao longo de janeiro, a Sesa abordou o panorama da malária, doença de Chagas e as leishmanioses e febre maculosa no Paraná. O Relatório Global sobre DTNs da OMS, publicado em outubro de 2025, aponta que, apesar dos avanços no controle de vetores, o progresso na redução de mortes ainda é considerado lento.
A série de reportagens visou informar a população e fortalecer a vigilância, garantindo que o Paraná continue sendo referência no controle dessas enfermidades.
