Animal foi atendido no Hospital Veterinário da UFPR após sofrer ferimentos em uma briga entre machos. Prefeitura orienta moradores a acionar o 156 ao encontrar animais silvestres feridos.
Uma capivara resgatada no Parque Tingui no último dia 17 de julho voltou à natureza nesta segunda-feira (27). Após receber atendimento veterinário no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o animal foi solto no Parque Tanguá, em Curitiba.
Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a soltura foi realizada por equipes do Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs), que escolheram o novo local por estar na mesma bacia do Rio Barigui.
Animal se recuperou após ferimentos
De acordo com a Prefeitura, o macho adulto sofreu ferimentos provocados por uma disputa territorial entre capivaras, comportamento considerado comum na espécie.
Durante o período de recuperação, o animal recebeu curativos e acompanhamento veterinário no Hospital Veterinário da UFPR.
No momento da soltura, a capivara pesava 78,2 quilos.
Por que o Parque Tanguá?
Segundo a equipe técnica da Secretaria do Meio Ambiente, o Parque Tanguá abriga uma população menor de capivaras em comparação ao Parque Tingui.
Como os parques estão ligados pela bacia do Rio Barigui, o animal poderá circular naturalmente pela região caso continue seu deslocamento ao longo do curso d’água.
O que fazer ao encontrar um animal silvestre ferido?
A orientação da Prefeitura é que moradores não tentem capturar ou manipular animais silvestres.
Nessas situações, o recomendado é acionar a Central 156, que encaminha a ocorrência às equipes responsáveis pelo atendimento da fauna.
Segundo o Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, a captura desses animais só ocorre quando há necessidade comprovada e condições técnicas adequadas, já que o manejo pode causar estresse e colocar a vida do próprio animal em risco.
Capivaras fazem parte da fauna de Curitiba
As capivaras são animais silvestres nativos e protegidos por lei. Elas vivem há décadas às margens dos rios e lagos de Curitiba, inclusive dentro de parques urbanos.
Embora geralmente apresentem comportamento pacífico, especialistas alertam que continuam sendo animais selvagens. Por isso, a recomendação é manter distância, evitar alimentá-las e nunca tentar realizar resgates por conta própria.
Fonte: Prefeitura de Curitiba e Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
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