Campanha alerta para regras de segurança no transporte de estudantes

Responsáveis por ônibus, micro-ônibus e vans que realizam o transporte de estudantes no Paraná precisam comprovar que estão adequados para oferecer o serviço. Isso porque nas próximas semanas milhões de alunos voltam às aulas em todo o Estado e uma parcela significativa de alunos depende desse tipo de alternativa de transporte para o deslocamento diário. A direção da Associação Paranaense dos Organismos de Inspeção (APOIA) alerta sobre a necessidade de que pais e familiares exijam a comprovação desses prestadores de serviços, mostrando que estão regulares para garantir a segurança dos estudantes.

No Paraná, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PR) existem 13.965 veículos autorizados a realizar o transporte de estudantes. A maior parte está no interior do Estado. Em Curitiba, são 1.253 veículos e os outros 12.712 estão distribuídos nos outros 398 municípios do Paraná. “Esse é um alerta que a APOIA faz todos os anos e que tem como objetivo evitar o transporte clandestino e aumentar a segurança no trânsito”, explica Everton Pedroso, presidente da associação.

Pedroso destaca que os veículos que fazem o transporte de escolares precisam atender a uma série de normas de segurança. Porém, ele salienta que é frequente encontrar veículos irregulares realizando esse tipo de serviço. “O Paraná tem uma grande estrutura viária e muitos estudantes transitam diariamente por vias de fluxo intenso, como as rodovias federais e estaduais, ou ainda por estradas rurais com péssimas condições de tráfego. Isso exige uma atenção redobrada dos veículos que fazem o transporte de pessoas”, comenta.

Além dos trajetos urbanos, muitos dos estudantes que vivem no interior do Estado acessam essas vias diariamente. O Paraná conta com uma malha rodoviária de 16.068 quilômetros, sendo 3.862 quilômetros federais e 12.205 quilômetros estaduais.

NORMAS DE TRANSPORTE

O presidente da APOIA lembra que, todos os anos, são registrados vários acidentes envolvendo vans e outros tipos de veículo usados para o transporte escolar no Brasil. “E o número de vítimas só não é maior graças às exigências de transporte. Porém, existem muitos serviços operando na clandestinidade e colocando as crianças em risco”, enfatiza.

Pedroso esclarece que os veículos que transportam estudantes precisam cumprir todos os requisitos exigidos na NBR 14.040, normativa da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que estabelece os itens e acessórios veiculares que precisam estar adequados aos padrões de segurança para fazer esse tipo de transporte de passageiros. A normativa complementa o que já está especificado no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997, artigo 136).

Itens como a qualidade dos pneus, sistema de freios e suspensão, presença dos cintos de segurança, de extintor de incêndio, instalações elétricas e bateria são alguns dos aspectos observados na norma técnica. “Quem contrata o serviço normalmente desconhece as exigências para fazer esse tipo de serviço. Falta conscientização da população em geral e até mesmo do poder público, das prefeituras que contratam esse tipo de serviço para transportar os alunos da rede escolar”, pontua.

Em 2018, um levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) em parceria com o Detran-PR mostrou que mais de 93% dos quase 4 mil veículos oficiais municipais e estaduais destinados ao transporte de alunos da rede pública estavam sem cadastro ou com a inspeção atrasada.

A advogada Fernanda Kruscinski, assessora jurídica da Associação Paranaense dos Organismos de Inspeção (APOIA-PR), explica que o Código de Trânsito Brasileiro exige a realização de inspeção veicular a cada seis meses em veículos de transporte escolar. A exigência é para garantir a segurança dos passageiros, sob pena de multa e apreensão do veículo para quem não seguir essa regra.

Fernanda explica que a inspeção veicular deve ser realizada pelos órgãos estaduais ou municipais de trânsito ou por empresas de inspeção veicular autorizadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que possuem em seus quadros técnicos mecânicos e engenheiros especializados no assunto, além da infraestrutura exigida na legislação para fazer essa análise. Durante esse tipo de procedimento, cerca de 52% dos veículos são reprovados na primeira análise de segurança veicular.

Itens de segurança como freios e suspensão, por exemplo, precisam ser submetidos a testes que são realizados em equipamentos mecanizados adequadamente aferidos pelos órgãos técnicos, como é o caso do Inmetro.

DICAS NA HORA DE CONTRATAR O SERVIÇO

– Confira os dados do motorista. O condutor do veículo deve ter mais de 21 anos, carteira de habilitação para dirigir veículos na categoria D, ter passado por curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar e possuir matrícula específica no Detran para realizar o transporte escolar;

– Ônibus, micro-ônibus e vans devem apresentar autorização especial do Detran para realizar o transporte de escolares. Essa autorização deve estar fixada na parte interna do veículo, em local visível.

– Os veículos que fazem o transporte escolar devem, obrigatoriamente, apresentar a inspeção veicular em dia, em cumprimento às exigências da NBR 14.040 da ABNT.

– Monitore o serviço diariamente e esteja atento ao comportamento do seu filho, faça perguntas e preste atenção aos relatos que ele apresenta;

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Neste fim de semana tem Curitiba Jazz Festival na Pedreira Paulo Leminski

Neste sábado (17) e domingo (18) terá muita música, arte e gastronomia na 6ª edição do Curitiba Jazz Festival que, pela primeira vez, será na Pedreira Paulo Leminski. A entrada é gratuita, com programação no sábado (17) a partir das 11 horas e no domingo (18), das 10 horas às 20 horas. A capacidade de público é limitada, por isso a recomendação é chegar cedo ao local.  

Uma das principais atrações desta edição é o retorno do músico e multi-instrumentista Hermeto Pascoal a Curitiba, com apresentação prevista para domingo às 14 horas. O alagoano, de 86 anos, é conhecido em todo o mundo por experimentar sons inusitados, mesclando ritmos regionais como o forró e o baião com o jazz americano. Participou de inúmeros festivais internacionais e, em 2018, ganhou o Grammy de Melhor Disco de Jazz Latino.

Outra atração é o compositor e instrumentista Filó Machado que pela segunda vez sobe ao palco do Curitiba Jazz Festival. Ele já esteve na edição de 2019, e é um dos principais nomes da música instrumental brasileira. Sua carreira tem projeção internacional, com muitos trabalhos no exterior e foi reconhecido como melhor autor/compositor pelo Prêmio Profissionais da Música de 2017.

Quem também se apresenta no palco do Curitiba Jazz Festival é a percussionista e baterista Simone Sou, ao lado de Oleg Fateev, acordeonista da Moldávia. A música instrumental dos artistas mistura arranjos eslavos e brasileiros em uma combinação única de sons.

A banda ‘Francisco, El Hombre’, formada pelos irmãos mexicanos naturalizados brasileiros Sebastián e Mateo Piracés-Ugate também é presença confirmada no evento. Misturando estilos da música latino-americana, o grupo foi indicado em 2017 ao Grammy Latino como melhor canção em língua portuguesa, pela música “Triste, Louca ou Má”.

E o Curitiba Jazz Festival também tem curitibanos no palco, como por exemplo o rapper Mano Cappu e a banda Mulamba. Formada somente por mulheres, a banda é conhecida por canções que falam do empoderamento feminino, combate à violência contra a mulher e ao machismo e sobre a igualdade de gênero, entre outros temas sociais.

Atrações para toda a família

Com programação durante todo o dia e à noite, o Curitiba Jazz Festival traz opções de cultura e lazer para toda a família, para curtir as atrações ao ar livre, inclusive com uma área kids para os pequenos se divertirem. “Nesta edição buscamos inovar, levando o festival a um local maior, próprio para grandes eventos, para que todos possam aproveitar as apresentações, com música de qualidade em um ambiente seguro e cercado pela natureza”, afirma Fredy Ferreira, um dos organizadores do evento.

E para atender a todos os gostos, a feira gastronômica do Curitiba Jazz Festival traz opções variadas, com hamburguer, churrasco, comida vegana, fish and chips, pizza, comidas de rua e muito mais, além de bebidas como vinhos, drinks e cervejas da Maniacs e Brooklyn Brewery.

Assim como ocorreu em outras edições, o festival reúne marcas autorais nos segmentos de moda, decoração, sustentabilidade e produtos naturais no Bazar de Economia Criativa. “O festival tem essa característica de ser uma vitrine para os produtos autorais da nossa região e tem se tornado um evento que valoriza a diversidade ao longo dos anos. Os produtos que estarão em exposição passaram por uma curadoria e ainda teremos uma feira de vinil no local”, destaca Valdemir Krause Junior, um dos organizadores do evento.

O Curitiba Jazz Festival faz parte do calendário oficial de eventos de Curitiba e já recebeu artistas renomados da cena musical nacional e internacional, como por exemplo, Flora Purim, Raul de Souza, Airto Moreira, Guinga, Bixiga 70 e Rosa Armorial.

Serviço: 6ª edição do Curitiba Jazz Festival

Data: 17 e 18 de dezembro

Local: Pedreira Paulo Leminski (Rua João Gava, 970 – Abranches)

Horário: Sábado – das 13h à 01h / Domingo – das 10h às 20h

Ingressos: entrada gratuita, sujeito à lotação do espaço

Classificação: livre

Programação Musical:

Sábado (17) – das 11 horas à 01 hora de domingo

Palco Curitiba Jazz Festival

13h – Priscila Nogueira, Jeff Sabbag e Markus Jaste

15h – Klüber

17h – Francisco, el Hombre

19h30 – Filó Machado Trio

21h30 – Mulamba

Palco Jazz and Beats

12h – Morenno Mongelos

16h – Noe Carvalho

18h30 – Marinonio Trio

20h30 – Vane Mrqs

22h45 – Morenno Mongelos

Domingo (18) – das 10 horas às 20 horas

Palco Curitiba Jazz Festival

11h – André Ribas

14h – Hermeto Pascoal

16h30 – Raíssa Fayet

18h30 – Marília Giller

Palco Jazz and Beats

15h30 – Simone Sou e Oleg Fateev

17h20 – Mano Cappu

Apoio: Fundo Nacional da Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Santa-Produção, Oxigene Cultural, A Caiçara Cozinha Litorânea, A Caiçara Canto das Pedras, Pangea Narrativas Ilimitadas, Pedreira Paulo Leminski, Bristol Hotéis, Rádio Paraná Educativa FM e Rádio Mundo Livre FM. Patrocínio: Copel e Maniacs Brewing Co. Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Governo Federal. Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura.

Viva Magenta: confira quatro dicas para usar a cor de 2023 na decoração

A Pantone Color Institute, empresa americana de consultoria de cores, acaba de anunciar a cor do ano para 2023. A tonalidade escolhida é a 18-1750. Batizada de Viva Magenta, a cor possui um tom específico e vibrante de vermelho e é inspirada na natureza, transmitindo vigor, energia, alegria e poder.

A diretora-executiva da Pantone Color Institute, Leatrice Eiseman, justifica a escolha pelo momento tecnológico que a sociedade vive: “Na era da tecnologia, procuramos inspiração na natureza e no que é real. A Pantone 18-1750 Viva Magenta descende das famílias dos vermelhos, especialmente o vermelho da cochonilha, um dos corantes naturais mais fortes e brilhantes do mundo.

Desde 2000, o Pantone Color Institute elege a Cor do Ano. A escolha é feita por um pool de especialistas de diversos países e leva em consideração tendências de comportamento, estilo e, até mesmo, mudanças sócio-políticas. O anúncio é uma referência, já que reflete tendências de comportamento e preferências dos consumidores, além de influenciar os produtos de consumo de design, moda, arquitetura e decoração de imóveis.

“O comunicado sobre a cor do ano da Pantone é um momento aguardado por arquitetos e designers de todo o mundo. Essa escolha faz parte de um extenso estudo sobre o momento cultural e histórico. A Viva Magenta reflete e inspira o recomeço após três anos de incertezas e desafios causados pela pandemia. Ela é uma cor viva, empoderada, pulsante, positiva e que chega para renovar a alegria de viver, além de nos reconectar com a natureza”, comenta a arquiteta do Grupo A.Yoshii em Campinas, Lorena Santos.

Como usar a cor do ano Pantone 2023 em casa?

Móveis e planejados

“Versatilidade é a palavra de ordem na hora de compor a decoração de um ambiente utilizando a Viva Magenta. A cor traz um charme especial para as decorações, completando o ambiente de forma ímpar”, explica a arquiteta.

É possível aplicar a cor nos móveis planejados ou em itens como poltronas, cadeiras, sofás. “A dica para não carregar o ambiente é combinar a Viva Magenta com tons mais sóbrios ou, para quem quiser realmente ousar, apostar em um ambiente monocromático. É uma aposta diferente para a criação de ambientes elegantes”, sugere. Cabe destacar que as cores são capazes de aumentar ou diminuir um ambiente. Em imóveis amplos, combinar móveis de tons mais escuros com os tons mais claros deixa o cômodo mais aconchegante.

No decorado do empreendimento Prestige da A.Yoshii em Campinas, o quarto de menina ganhou tonalidades da Viva Magenta na cabeceira e na banqueta. Já no projeto Soul, em Maringá (PR), o toque vibrante de cor foi para a poltrona.

Almofadas, quadros e tapetes 

Seja em pequenos detalhes ou em maior destaque, várias são as formas de usar a Viva Magenta na decoração. O tom ousado garante ambientes alegres, empolgantes e sensuais. “Sugiro utilizar a cor como ponto central em um ambiente monocromático. Essa estratégia “levanta” o ambiente e deixa o espaço mais descontraído”, explica Lorena. 

Itens coringas, como as almofadas, são ótimas peças de decoração para dar um novo ar ao ambiente. Mantas, quadros e tapetes, como no decorado do empreendimento Mayfair, em Londrina, também são ótimas opções para brincar com a cor, fazendo uma mescla com outras tonalidades, estampas e sobreposições de texturas diferentes.

Paisagismo e arranjos florais

Ao analisar o círculo cromático, a cor complementar que contrasta com a Viva Magenta é o verde. Dessa forma, a cor 2023 é ideal para projetos paisagísticos, como é utilizada no jardim do empreendimento Prestige, em Campinas. 

“Existem folhagens roxas avermelhadas como, por exemplo: Lambari Roxo, Colocasia, Esculenta Roxa, Abacaxi Roxo e Trapoeraba Roxa. Essas plantas conferem um toque especial, alegre e criativo”, indica.

Em apartamentos e ambientes indoor, é possível desfrutar da Viva Magenta em arranjos florais pela casa. “Uma opção interessante é combinar a cor Viva Magenta com cores primárias como azul, amarelo e vermelho. São composições que saem do lugar comum e trazem vida ao cômodo”, sugere a arquiteta.

Paredes, pisos e tetos

Estruturalmente, a Viva Magenta pode ser aplicada de diversas maneiras no ambiente. O papel de parede é uma boa aposta para quem quer mudar o visual, sem aplicar a vibrante cor na parede inteira. A composição garante um ambiente arrojado e divertido.

Para os mais discretos, a sugestão é combinar o tom de magenta com cores como preto, branco e cinza. Outra opção é investir na composição com tons amadeirados e off-white, criando ambientes rústicos e ao mesmo tempo aconchegantes. “Não são só as paredes que podem receber a cor do ano. Também é possível aplicar nos forros e roda-teto ou, até mesmo, nos pisos para uma proposta ousada”, finaliza.

Sobre o Grupo A.Yoshii

Fundado há mais de 55 anos, o Grupo A.Yoshii já construiu mais de 2 milhões de m² do Sul ao Nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba e Campinas; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná; e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e democratização cultural. Além disso, atua em Obras Corporativas, atendendo grandes corporações em suas plantas industriais, nos mais variados segmentos da economia, como papel e celulose, alimentício, químico, agronegócio, energia, assim como usinas sucroalcooleiras, centros logísticos, plantas automobilísticas, entre outros. Mais informações: www.ayoshii.com.br.

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