Câmara aprova cotas para negros e indígenas em concursos públicos de Curitiba

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou em primeiro turno, nesta segunda-feira (29), um projeto de lei que reserva 20% das vagas em concursos da administração direta e indireta do Município para a população negra e indígena.

De autoria da vereadora Carol Dartora (PT) – primeira mulher negra a ser eleita vereadora em Curitiba – a proposta tem como justificativa promover a igualdade racial e diminuir as desigualdades sociais na capital do Paraná. 

O projeto, que tramita na Câmara desde janeiro deste ano, levou mais de seis horas para ser discutido e obteve 30 votos favoráveis e 6 contrários.

A principal mudança é que a implementação das cotas será gradual. Ou seja, deve começar com a reserva de 10% das vagas, a partir da data da publicação da lei, e ter o acréscimo, a cada dois anos, de 2%, até o Município chegar ao percentual de 20% (031.00114.2021).

A matéria indica a autodeclaração, conforme critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como requisito inicial para a inscrição às vagas reservadas. Em negociação com o Executivo, foi estabelecido que a homologação decorrerá de “heteroidentificação pautada na fenotipia”, conforme critérios e procedimentos definidos em decreto e no edital do concurso ou do processo seletivo.

“Hoje nós temos 25.265 servidores municipais e apenas 4.318 são negros, nos mais baixos cargos e salários”, disse Dartora. “O que está acontecendo aqui é um momento histórico, para que a gente possa reparar e minimizar esse sistema de opressão que é o racismo estrutural. A diversidade é normal na natureza, negar a diversidade humana é um absurdo.” 

Racismo estrutural

“Sou uma pessoa que foi diretamente atingida pelo racismo a vida toda. Pela cor da minha pele, pelo formato do meu nariz, pela textura do meu cabelo. O racismo me impactou de todas as formas, de forma simbólica e de formas objetivas”, citou Carol Dartora.

Mestre em Educação e especialista em relações étnico-raciais, ela lembrou que o projeto de cotas foi sua primeira proposta na CMC, construída junto ao Executivo e aos movimentos sociais, chegando à pauta no Mês da Consciência Negra por meio do diálogo “muito sensível” articulado pelo presidente da Casa, Tico Kuzma (Pros). 

“É importante dizer que cota não é esmola, não é favor. Cota é reparação e vai ao encontro de promover a igualdade no sentido amplo”, completou. A autora enumerou cidades paranaenses e país afora com cotas étnico-raciais: “Não é uma novidade, não é uma inovação. E Curitiba está atrasada para fazer isso”. 

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Oficina de pedrarias e Papo de Artesão estão na agenda da semana

Oficinas e Papo de Artesão na agenda da semana.

O Liceu de Ofícios Criativos oferece duas oficinas presenciais gratuitas e um bate-papo on-line com artesãs na próxima semana. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

Como a sede do Liceu de Ofícios Criativos, no São Francisco, está em reforma, as aulas presenciais são feitas no Liceu de Ofícios Curitiba (Rua Monsenhor Celso, 35, Centro), até a conclusão dos reparos.

Instagram que vende

Na terça-feira (9/8), a social media Emilie Nascimento (@emilie.nascimento) mostra como vender mais usando o Instagram em uma oficina presencial. Entre os temas abordados estarão: Por que escolher o Instagram?; Para quem você fala?; Raio-x de um perfil que vende (foto de perfil, nome de usuário, biografia, link, destaques, identidade visual, conteúdo); e Ferramentas que vão te ajudar.

Papo de Artesão

Na quarta-feira (10/8), o encontro virtual é com as artesãs Adriana Metzger, Mônica Mota e Pricila Almeida, no Papo de Artesão (@papodeartesao). Elas mostram que é possível superar medos e perder a timidez com o tema: Superação Digital.

“Um dia vamos olhar para trás e ver o quanto evoluímos e quanto tivemos que nos superar para chegar onde estamos. Durante a pandemia muitas crenças limitantes tiveram que ser removidas e isso é apenas o começo”, declara Adriana.

O encontro acontece a partir das 15 horas no canal do Liceu de Ofícios Criativos pelo Youtube.

Decoração em pedraria

Na quinta-feira (11/8), a artesã Ana Nilcen (@brilho_daestrela) ensina a técnica de nós em fio de nylon e tramado de pedras que pode ser usada em vários itens de decoração.

Para participar não é necessário levar nenhum material. A artesã vai explicar como usar a técnica em enfeite de guardanapo, pingente de cortina e móbile.

Para receber por WhatsApp os informativos sobre cursos, novidades e outros conteúdos relacionados, salve o número (41) 3250-7710 no celular e envie a mensagem “EUQUERO”.

Novo endereço

Os cursos acontecem no Liceu de Ofícios Curitiba (Rua Monsenhor Celso, 35, Centro). O espaço oferece convênio com o Estacionamento da Ordem (Rua Treze de Maio, 635), para o período de quatro horas por R$ 10.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

Projeto Bússola retoma as aulas para meninas do Tatuquara

Projeto Bússola retoma as aulas para meninas do Tatuquara

Meninas do Tatuquara terão a oportunidade de aprender conteúdos de português e matemática brincando. Neste sábado (6/8), serão retomadas as atividades do Projeto Bússola, uma iniciativa da ONG Asec (Associação de Promoção Social Educação e Cultura), que desenvolve atividades de promoção social em trabalhos voluntários para comunidades carentes.

As aulas são desenvolvidas e ministradas por 20 universitárias voluntárias, cursando ou formadas em pedagogia, letras e matemática.

Só para meninas

A atividade é exclusivamente para meninas na faixa etária de 6 a 12 anos e acontecem no Clube da Gente Tatuquara, sempre aos sábados, das 9h às 11h. Há vagas para o segundo semestre. Interessados podem obter informações pelo WhatsApp (41) 99660-5868.

Durante as aulas, são aplicados jogos didáticos, oficinas pedagógicas e artísticas, teatro, música, dança, desenho. O objetivo é ampliar o universo cultural das meninas.

São duas oficinas de 50 minutos, simultâneas, onde as meninas são divididas em dois grupos conforme as idades. Até agora, já passaram pelo Projeto Bússola 60 crianças e atualmente estão inscritas 33 meninas.

Sequelas da pandemia

De acordo com a coordenadora do projeto, Ana Júlia Pereira Kloster, 20 anos, a ideia surgiu durante a pandemia, quando o isolamento aumentou de forma substancial o descompasso entre ensino público e privado.

“O projeto foi pensado com intuito de suprir essa necessidade. Nós já tínhamos feito uma ação no Tatuquara e temos conhecimento que outra ONG tem um trabalho parecido com meninos, então resolvemos fazer este trabalho com as meninas”, explicou Ana Júlia.

Durante o intervalo de 20 minutos entre as oficinas é oferecido um lanche. Durante esse período ocorrem as tutorias, em que as voluntárias ajudam as meninas a estabelecerem metas pessoais e acadêmicas.

Interesse pelos estudos

“Nós percebemos muitos problemas de autoestima, crianças dispersas e como consequência elas enfrentam dificuldades no aprendizado. Procuramos suprir essas lacunas com aulas estimulantes para cativar a atenção e desenvolver o aprendizado”, disse Ana Júlia.

“Mesmo nesse curto período que passamos juntas vemos como faz diferença na vida dessas crianças. A gente recebe relatos de mães que observam o aumento de interesse das crianças pelos estudos. Isso é muito gratificante”, disse.

Transformação das voluntárias

Ana Júlia explicou também que além de ajudar as crianças, a atividade também causa impactos positivos nas voluntárias, porque muitas começam a atividade, mas poucas persistem, por causa da distância, do lanche que tem que ser providenciado, além do preparo do material que demanda tempo.

“Quem persiste acaba tendo uma transformação interior porque está se dedicando aos outros e para isso precisa sair da sua ‘bolha’ e doar um pouco do seu tempo no final de semana”, comentou.

Serviço: Projeto Bússola

Local: Clube da Gente Tatuquara (Rua Evelázio Augusto Bley, 151 – Tatuquara)

Data e hora: aos sábados, das 9h às 11h

Informações: WhatsApp (41) 99660-5868

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba