Butantan disponibiliza mais 2 milhões de doses da vacina CoronaVac

O Instituto Butantan fez hoje (19) a terceira entrega em uma semana de vacinas para combate ao novo coronavírus. O lote enviado ao Ministério da Saúde para ser usado no Programa Nacional de Imunizações tem mais 2 milhões de doses de CoronaVac, a vacina desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Ao longo da semana, já haviam sido enviados outros 5,3 milhões de doses do imunizante. Até o momento, o Butantan já disponibilizou 24,6 milhões de doses da vacina para ser aplicada em todo o país. O cronograma prevê que até o final de abril o instituto entregue 46 milhões de doses.

O último balanço do governo estadual contabiliza 4,3 milhões de pessoas vacinadas em São Paulo, sendo que quase 1,2 milhões já receberam as duas doses do imunizante. A partir de hoje (19) o estado começa a vacinar os idosos entre 72 e 74 anos.

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Ministério da Saúde confirma novo lote com 332,9 mil vacinas contra a Covid-19 ao Paraná

O Ministério da Saúde confirmou na tarde desta quinta-feira (29) o tamanho do novo lote de vacinas contra a Covid-19 destinadas ao Estado. São 332.980 imunizantes, 256.580 destinados à primeira aplicação (77%). Ainda não há data de chegada. O rito seguirá o mesmo, com envio direto para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e distribuição célere aos municípios após a organização e checagem.

O lote é composto de 180.180 vacinas Comirnaty, da parceria Pfizer/BioNTech, e 152.800 da CoronaVac (Butantan/Sinovac), sendo metade D1 e metade D2, uma vez que o intervalo de aplicação desse imunizante é de apenas 21 dias. Todas as primeiras aplicações serão destinadas ao calendário por faixa etária, dentro da previsão de completar a vacinação em adultos já em agosto.

O Paraná recebeu nesta semana 649.420 doses. Em 24 horas, todas as D1 foram direcionadas aos municípios, que já retomaram a vacinação. A última remessa, com 118.170 doses, que chegou ao Paraná às 20h30 de quarta, já está nas 22 Regionais de Saúde. As demais serão distribuídas assim que a data de vacinação de segunda dose se aproximar.

De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos municípios, até o final da manhã desta quinta 7.869.688 doses tinham sido aplicadas no Estado. 5.968.661 paranaenses receberam ao menos uma dose de vacina, representando 68,4% da população adulta. Entre as que completaram o ciclo imunológico, foram 2.201.226 pessoas, um quarto da população vacinável.

CALENDÁRIO – O Governo do Estado vai vacinar todos os paranaenses adultos com a primeira dose ou dose única até 30 de setembro. A expectativa é de alcançar no próximo mês 80% desse público.

Atrás de neve, turistas arriscam viagem bate e volta a cidades da serra gaúcha

O dia seguinte à nevasca que atingiu Gramado, Canela e outros municípios da serra gaúcha amanheceu com telhados, carros, calçadas e vegetação ainda cobertos de branco, só começando a desaparecer no final da manhã desta quinta-feira (29).

A paisagem branca de inverno e a intensidade da neve fizeram com que moradores de outras cidades gaúchas arriscassem viagens bate e volta entre a gelada noite de quarta e a quinta de manhã para tentar a chance de conhecer a neve pela primeira vez.about:blankhttps://acdn.adnxs.com/dmp/async_usersync.html

A comerciante Adria Beck, 38, chegou a Gramado por volta das 3h desta quinta, com o marido, a filha e o genro, vindos de Esteio (cerca de 80 quilômetros), na região metropolitana de Porto Alegre, para tentar ver a neve ao vivo. Por volta das 8h30, eles já estavam voltando para casa porque precisavam trabalhar.

“Ficamos esperando a neve, no frio, mas ela não veio”, contou. “Somos frustrados porque tentamos em Urubici [SC] também e não deu. Mas a gente vai continuar tentando. A saga pela neve”, brincou.
Visitantes de Dois Irmãos e Viamão, as duas na região metropolitana da capital, também tentaram a sorte, mas acabaram se contentando em brincar com o gelo que ficou acumulado em cima dos carros e em tirar fotos em locais onde ele ainda aparecia pela manhã.

Para fotos ao lado dos termômetros de Gramado registrando temperatura negativa, uma fila de espera chegou a ser formada pelos turistas.

Um canteiro na via que liga Gramado à vizinha Canela, onde o gelo ainda era visível, também ficou disputado como cenário de fotos em família e selfies.

Deisi Zanon, 40, fisioterapeuta, fez um registro no local com o marido e as filhas. Ela é gaúcha, mas vive com a família em Barro do Bugres (MT), onde os termômetros costumam marcar 40°C, realidade muito longe da manhã gelada da serra gaúcha, que voltou a ter temperaturas abaixo de zero.

“Estamos adorando. Quando começou a neve, tínhamos acabado de chegar ao hotel. A gente esperou engrossar e veio aquela nevasca forte”, disse. “Todo mundo no final da noite estava escrevendo nos carros.”

A família já tinha a viagem planejada, quando a previsão ainda não era de frio tão intenso, mas foi surpreendida com a precipitação desta quarta. Eles já haviam conhecido a neve no Chile, mas dizem que em Gramado a sensação é de ainda mais frio, devido ao vento.

A mesma percepção teve o casal Suelen Bozzato, 39, e Jefferson Galvão, 43, que conhece bem o frio –os dois, advogados, são de Curitiba e estavam a trabalho em Porto Alegre, quando resolveram espichar uma visita à serra.

“A gente acordou com sensação de -5°C. É um frio mais úmido, mais gelado que o de Curitiba, aqui tem mais vento, então, a sensação é mais gélida”, afirmou ela.

O casal estava em um café colonial quando percebeu que outras pessoas filmavam algo. Era a neve, que chegou às 16h desta quarta e se tornou intensa três horas depois, segundo o casal.

“Algumas pessoas devem ter feito [bonecos de neve], dependendo do lugar onde estavam. A gente conseguiu reunir o gelo e fazer uma bola bem grande, do tamanho de uma bola de vôlei”, disse Galvão.

Rogério Sanches, 42, funcionário público de Campinas, tentou reunir a neve que acumulava em cima de um dos carros na noite de quarta e até tentou ensaiar um boneco de neve em miniatura. Ele e a esposa, Lúcia Batista, 47, também funcionária pública, ainda brincaram de jogar bolas feitas com o gelo um no outro.

O casal tinha a viagem programada saindo de Campinas para conhecer Gramado há cerca de um mês e foi pego de surpresa pela neve.

“Foi emocionante, eu sempre tive vontade de ver a neve, mas nunca imaginei que fosse ver no Brasil e numa viagem assim, programada de férias”, disse Lúcia. “Nunca peguei frio assim, não. A gente já foi para Campos do Jordão, Monte Verde [MG], mas igual aqui não. A temperatura mais baixa tinha sido 4°C”, disse o marido.

Em frente aos hotéis de Gramado, os estacionamentos pareciam lotados na manhã desta quinta-feira.

Por volta das 11h, algumas vias tinham tráfego intenso de veículos e o número de pessoas caminhando pela avenida Borges de Medeiros, a principal da cidade, onde ficam o palácio sede do Festival de Cinema de Gramado e a rua coberta, também era significativo.

Na semana passada, o governo do Rio Grande do Sul confirmou os primeiros casos da variante delta do novo coronavírus no estado, os dois moradores de Gramado. Hotéis estão autorizados a funcionar com capacidade de até 75% no município.

No caso de bares, restaurantes e similares, a ocupação permitida é de 70%, com distanciamento entre as mesas e outras medidas sanitárias. Recentemente, o horário de funcionamento foi ampliado, com a última entrada autorizada até 0h e saída à 1h.

“A gente vem numa crescente de dois meses já do movimento aumentando”, afirmou Daniel Vidal da Silva, subgerente de um restaurante na avenida principal.

Ele conta que listas de espera são comuns nos estabelecimentos da cidade, e que onde trabalha eles pedem que clientes coloquem a máscara quando levantam de suas mesas. “Às vezes acontece [de alguém reclamar], o pessoal se revolta e diz que não vai usar, mas como é regra a gente meio que força.”

Em geral, porém, os visitantes com quem a reportagem da Folha conversou nesta quinta pareciam tranquilos com a pandemia do novo coronavírus. Nas ruas, era frequente ver pessoas sem máscara.

Segundo Estael Sias, meteorologista da MetSul, nesta quinta já não há mais possibilidade de neve em território gaúcho porque o tempo está se formando e a neve, como uma precipitação, não ocorre sem nuvens.

“Amanhã [sexta] será o dia de menores marcas de temperatura e possivelmente com algum dado histórico no centro e Sul do país”, disse. “Porto Alegre teve hoje 3ºC, a menor do ano.”

Informações Banda B