Bolsonaro reduz pela terceira vez impostos sobre videogames

O presidente Jair Bolsonaro reduziu pela terceira vez a cobrança de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre jogos eletrônicos e acessórios.

O governo anunciou o novo agrado ao setor nesta quarta-feira (11), no momento em que Bolsonaro está no centro de crise institucional entre os Poderes. O presidente tem feito insinuações sem provas sobre a segurança das eleições brasileiras.

Com a medida, as alíquotas incidentes sobre consoles e máquinas de vídeo caem de 30% para 20%.
A redução será de 22% para 12% para partes e acessórios dos consoles e das máquinas de jogos de vídeo cujas imagens são reproduzidas numa tela.

Já a cobrança de IPI sobre jogos de vídeo com tela incorporada, portáteis ou não, e suas partes, passa de 6% para 0%. No início do governo, essas alíquotas eram, respectivamente, de 50%, 40% e 20%.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República, a mudança trará redução de arrecadação estimada em R$ 82,9 milhões no ano de 2021.

Em 2022, a queda de tributação deve ser de R$ 119,5 milhões. A redução do imposto será feita por decreto que passa a valer no momento da publicação no DOU (Diário Oficial da União) e não exige aprovação do Legislativo.

O presidente tem perdido apoio dentro da comunidade gamer, sobretudo entre seus influenciadores, como mostrou o jornal Folha de S.Paulo.

O filho mais novo do presidente, Jair Renan, faz transmissões de seus jogos e, em 2020, reuniu-se com o secretário especial da Cultura, Mario Frias, para tratar dos chamados eSports.

O encontro, que não apareceu na agenda oficial de Frias, foi divulgado inicialmente em uma rede social do filho 04 de Bolsonaro.

O presidente anunciou em julho que faria a terceira redução de impostos ao setor. Na ocasião, ele disse que é mais fácil reduzir essa taxação, pois, por ser imposto de importação, não é necessário encontrar uma medida que compense a queda de arrecadação aos cofres públicos.

“Alguns reclamam: baixa [o imposto de] outra coisa. Para baixar outra coisa, tem que ter uma fonte compensadora. Os games, como é um recurso que vem de imposto de importação, não tem que achar uma fonte alternativa para isso”, afirmou.

Informações Banda B

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Mercado de Carbono no Paraná: conheça as oportunidades e iniciativas

O mercado de créditos de carbono é assunto de relevância mundial desde o estabelecimento do Protocolo de Kyoto, em 1997, pois determina diversas questões ambientais e de mudanças climáticas. No Brasil, esse mercado foi oficializado no último dia 19 de maio, através do Decreto Federal nº 11.075, que inclui procedimentos para a elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas e institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

Segundo estudo da WayCarbon e IPCC, realizado em 2021, o Brasil pode gerar até 100 bilhões de dólares em crédito de carbono até 2030, o equivalente a 1 bilhão de toneladas de CO2. “São mais de 14.500 projetos de crédito de carbono ao redor do globo e o Brasil tem potencial para suprir de 5% a 37,5% da demanda global do mercado voluntário, além de 2% a 22% da demanda global do mercado regulado no âmbito da Organização das Nações Unidas”, aponta Carlos Alberto Cioce Sampaio, professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade o ISAE Escola de Negócios.

Entre as oportunidades para alavancar a cadeia produtiva sustentável brasileira, o especialista destaca os setores agropecuário, de florestas, de energia, de transporte e da indústria. “Agricultura regenerativa, florestas em pé e recuperadas, bioprodutos, biocombustíveis, tecnologias de hibridização e eletrificação de veículos, além da transição para a Indústria 4.0, são algumas perspectivas decorrentes da aplicação de estratégias de baixo carbono”, explica.

Contudo, para que o Brasil possa acessar as oportunidades do mercado de carbono global, é necessário destravar recursos financeiros para planos de recuperação econômica e aceleração do crescimento sustentável da economia nacional, incluindo ações em todos os estados da federação.

No Paraná, por exemplo, Sampaio sugere três oportunidades de iniciativas. “Restauração das áreas de preservação permanente (APP) de produtores familiares localizados na Mata Atlântica; utilização de biocombustíveis e o biogás, a partir de grandes quantidades de resíduo orgânico, como as dos setores alimentícios e de saneamento ambiental; e tecnologias de hibridização associadas ao ganho de eficiência disruptiva são algumas das ações que o Estado já pode implementar em benefício do mercado de carbono nacional”, complementa.

Bolsonaro é eleito personalidade do ano por voto popular na revista Time

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi escolhido em votação popular a personalidade do ano de 2021 “para melhor ou para pior” da revista americana Time.

Esta não é a tradicional eleição de personalidade do ano feita pela revista, mas uma etapa anterior, onde os leitores escolhem o nome mais influente. O homenageado eleito pelos editores da revista será divulgado no próximo dia 13, de acordo com a publicação. No ano passado, os democratas recém-eleitos para a Presidência e Vice-presidência dos EUA, Joe Biden e Kamala Harris, foram escolhidos como personalidades do ano pelos editores da revista.

“Dos mais de 9 milhões de votos dados pelos leitores a quem eles acreditam que é a pessoa ou o grupo que teve mais influência neste ano –para melhor ou para pior–, Bolsonaro recebeu 24% do total”, divulgou a revista Time nesta terça-feira (7).

A Time destacou que Bolsonaro é investigado pelo Supremo Tribunal Federal pelos comentários feitos em 24 de outubro sem base na realidade de que a vacina contra a Covid-19 pode aumentar a chance de contrair o vírus da Aids.

A revista também ressaltou que o presidente foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado que o acusou de uma série de crimes no combate à pandemia, que já matou mais de 600 mil pessoas no Brasil.

Bolsonaro foi eleito na votação popular da revista após forte mobilização de apoiadores em redes sociais e aplicativos de mensagens como o WhatsApp e o Telegram, que pediam votos ao mandatário e destacavam a facilidade em registrar a escolha, já que o sistema da Time não exigia cadastro para a votação.

Em grupos de WhatsApp de bolsonaristas acompanhados pela reportagem, muitos admitiam terem votado várias vezes. “Eu votei umas dez vezes”, disse um, de nome Claudio.

O próprio presidente chegou a pedir votos aos eleitores em suas transmissões em vídeo exibidas em redes sociais. “Agora, em 2021, estamos liderando. Agradeço quem votou em mim. Quem não votou peço que entre lá no site da Time e vote”, disse.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ficou em segundo lugar na votação, com 9% dos votos –a revista também destacou que o republicano incentivou a invasão do Capitólio dos Estados Unidos e que tentará se candidatar novamente à presidência em 2024.

Na sequência dos nomes mais lembrados pelos leitores da Time, estão trabalhadores da linha de frente da saúde (com 6,3% dos votos), o opositor russo Alexei Navalni (6%) e os cientistas que ajudaram a desenvolver as vacinas contra a Covid-19 (5,3%).

No ano passado, a mesma votação popular escolheu os trabalhadores essenciais, incluindo médicos, entregadores e trabalhadores de mercados, como as personalidades do ano por terem “arriscado suas vidas para servir o público durante o pico da pandemia”, segundo a revista.