Biden lista prioridades: pandemia, crise, clima e igualdade racial

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A chapa vencedora da eleição dos Estados Unidos, formada pelo presidente eleito, Joe Biden, e pela vice-presidente eleita, Kamala Harris, lançou hoje (8) a plataforma online da transição presidencial e listou como principais desafios a pandemia, a crise econômica, o clamor por justiça racial e as mudanças climáticas.

“Estamos nos preparando para liderar no Dia Um, assegurando que a administração Biden-Harris é capaz de lidar com os desafios mais urgentes que enfrentamos: protegendo e preservando a saúde de nossa nação, renovando nossas oportunidades de ter sucesso, avançando na igualdade racial e enfrentando a crise climática”, publicou na internet o perfil oficial da transição, que teve sua mensagem republicada pelo presidente-eleito Joe Biden no Twitter.

 

O perfil oficial acrescentou que o governo democrata terá pela frente uma tarefa inédita na história americana, e a preparação para enfrentá-la “será guiada por especialistas, pela ciência e com caráter”.

Em relação à pandemia, os democratas se comprometem, entre outras promessas, a ser pautados pela ciência, a consultar profissionais de saúde pública para decisões de saúde pública, a promover confiança e transparência e a assegurar que todo americano tenha acesso regular a testes confiáveis de covid-19.

A agência Reuters noticiou ainda que a Biden anunciou a criação de uma força-tarefa de 12 integrantes para combater a pandemia, que já causou mais de 230 mil mortes nos Estados Unidos. O grupo terá pela frente a tarefa de planejar as ações que o governo Biden tomará a partir de 20 de janeiro de 2021, data prevista para a posse.

Primeira mulher e primeira mulher negra a ser eleita para a vice-presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris usou o Twitter neste domingo para reforçar declarações de seu discurso proferido na noite de ontem, em que homenageou sua mãe e “gerações de mulheres negras que vieram antes dela e acreditaram profundamente que um momento como esse era possível nos Estados Unidos”. “Eu espero que cada garotinha assistindo esta noite veja que este é um país de possibilidades”, repetiu a democrata.

 

Já o presidente, Donald Trump, voltou a fazer acusações de fraude contra a eleição na rede social, que sinalizou aos usuários que as alegações não eram comprovadas.

O candidato à reeleição publicou que havia problemas na autenticação dos votos feitos pelo correio, que decidiram a eleição em estados chave para sua derrota, como a Pensilvânia. O Twitter marcou as postagens com um link que explica que o voto pelo correio é legal e seguro nos Estados Unidos, especialmente em meio à pandemia.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que também concorreu à reeleição, não se manifestou no Twitter. 


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Após duvidar da eficácia da CoronaVac, Bolsonaro elogia ‘parceria’ com China

Após colocar em dúvida a eficácia da vacina chinesa CoronaVac por diversas vezes, o presidente Jair Bolsonaro elogiou nesta quinta-feira (9), a parceria com a China que permitiu ao Brasil receber os imunizantes do país asiático.

Em reunião virtual da cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Bolsonaro lamentou ter se reunido com o presidente do país asiático, Xi Jinping, apenas uma vez desde que assumiu o mandato. O chefe do Executivo também comentou que “parcela expressiva” das vacinas brasileiras é originária de insumos da China e mencionou vários campos de atuação conjunta entre os países.

“A parceria se tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia do Brasil”, disse o presidente, dirigindo-se ao líder chinês.

Em novembro do ano passado, Bolsonaro chegou a desautorizar o seu então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ao dizer que o Brasil não compraria a CoronaVac, que chamou de “vacina do Doria”, em referência ao governador de São Paulo. O imunizante chinês é produzido no País em parceria com o Instituto Butantan, laboratório ligado à gestão paulista.

Mesmo após a vacina ter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que comprovou a eficácia do imunizante, Bolsonaro continuou a colocar em dúvida a CoronaVac. Em entrevista a uma rádio no mês passado, Bolsonaro disse que “não está dando certo”.”Tem uma (vacina) chinesa aí que gente tomou a segunda dose, está se infectando, está morrendo, e não é pouca gente, não. A gente espera que a Anvisa dê uma resposta para a isso, ou o próprio Butantan dê uma resposta para isso. A população tem o direito de saber da real efetividade da vacina que está tomando”, afirmou Bolsonaro, na ocasião. O imunizante não impede que as pessoas sejam contaminadas pelo vírus, mas diminui expressivamente a chance de a doença se agravar.

Em sua fala inicial na reunião do Brics, Bolsonaro também ressaltou a aproximação com a Índia e, ao comentar sobre a Rússia, disse que o Brasil tem interesse em ampliar sua pauta de exportações. O ministro da Economia, Paulo Guedes, acompanhou a participação ao lado de Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

O presidente brasileiro lembrou sua visita à Índia, atual país anfitrião do Brics, e disse que a viagem ainda repercute positivamente sobre os negócios e aproximação dos dois países. “A parceria com índia permanece até hoje. Nossa cooperação tem avançado na área de ciência, energia, e combate à pandemia de covid. O comércio bilateral tem crescido”, citou.

No caso da Rússia, o presidente brasileiro também enalteceu as relações de “grande envergadura” com o país. “Temos interesse de diversificar nossa pauta exportadora”, afirmou. Bolsonaro não fez qualquer menção à relações com a África do Sul, apesar de o presidente Cyril Ramaphosa estar presente ao encontro. “Estou certo de que, como em 2020, as limitações do encontro virtual não impedirão um diálogo rico”, afirmou.

Na reunião de novembro do ano passado, os participantes falaram por mais tempo publicamente. Bolsonaro anunciou que revelaria “nos próximos dias” a lista dos países que compram madeira ilegal da Amazônia e afirmou que o País sofre com “injustificáveis ataques” em relação à Região Amazônica, justamente de algumas nações que criticam a importação de madeira brasileira ilegal da Amazônia. Exatamente nesse momento, houve uma interrupção da fala do presidente. “Com toda a certeza foi só uma coincidência. Quando falei da madeira da Amazônia o sinal cai… claro que foi só uma coincidência”, ironizou. Minutos depois o sinal foi retomado, e Bolsonaro continuou seu discurso.

Naquela ocasião, o presidente brasileiro tinha se recuperado de covid-19, contraída em julho, e sua aparência foi elogiada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. “Você, que lidou diretamente com a doença, parece estar em boa saúde. É um modelo para todos nós.”

Informações Estadão

No México, Zé Trovão afirma que será preso “em instantes”

O caminhoneiro bolsonarista Zé Trovão, que está foragido, comunicou nesta quinta-feira (9), em vídeo, que está no México e que será preso “em instantes” pela Polícia Federal.

Ele foi encontrado pela corporação com a ajuda do Itamaraty. De acordo com o bolsonarista, autoridades ligaram para o hotel em que ele está hospedado para comunicar a prisão. “Eu preciso do apoio de vocês. Em alguns momentos eu devo ser preso. Eu não vou mais fugir. Para quem não sabe, estou no México e a Embaixada entrou em contato com o hotel. Em alguns momentos, a polícia vem me prender”, diz.

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Informações Banda B