A Beija-Flor de Nilópolis introduziu uma inovação tecnológica notável na preparação para o Carnaval de 2026. A escola de samba vem utilizando uma das maiores impressoras 3D do Brasil para criar, em larga escala, peças de suas alegorias e fantasias. Este novo método representa 10% do que será apresentado no Sambódromo com o enredo “Bembé”.
Produção Gradual e Benefícios Ambientais
A intenção da agremiação é aumentar gradualmente a produção com impressoras 3D nos próximos anos. O projeto não apenas reduz custos, mas também acelera a execução das peças e minimiza o impacto ambiental, promovendo um processo mais sustentável.
Laboratório de Indústria 4.0
O laboratório de Indústria 4.0 foi financiado pelo presidente da Beija-Flor, Almir Reis, e criado pelo engenheiro mecânico Luiz Lolli. A estrutura permite a fabricação digital de peças cenográficas, adereços e elementos de fantasias, utilizando arquivos digitais com precisão industrial.
Tecnologia FDM e Materiais Sustentáveis
A tecnologia utilizada é o método FDM, que derrete filamentos de plástico e os deposita em camadas para formar peças. Esse método é comum em setores como a indústria automotiva e arquitetura. O laboratório da Beija-Flor utiliza ABS, um plástico resistente, leve e reciclável, permitindo alta fidelidade nas reprodução dos detalhes originais.
Eficiência de Produção
Uma peça de cerca de 1,10 metro pode ser produzida em aproximadamente 24 horas, um tempo significativamente menor em comparação aos processos tradicionais de escultura. Para Almir Reis, essa inovação representa o futuro do carnaval, com vantagens significativas em custo e eficiência.
“Deixamos de gastar com resina, pintura e uma série de acabamentos,” afirmou Reis, ressaltando que os profissionais serão realocados para funções que requerem mais habilidade humana, como a criação de adereços e trabalhos artísticos.
Colaboração entre Tecnologia e Arte
O artista e escultor Kennedy Prata destacou que a tecnologia se torna uma aliada dos profissionais, permitindo uma produção em massa com alta precisão. “As máquinas possibilitam que os artistas se concentrem em peças maiores e mais artísticas,” disse.
Avanços Ambientais e Qualidade das Peças
A escola também apontou os benefícios ambientais da impressão 3D, que utiliza material de forma eficiente. Após o carnaval, as peças de ABS podem ser recicladas e transformadas em novos filamentos, promovendo um sistema de economia circular.
Segundo o carnavalesco João Vitor Araújo, a qualidade do desfile é diretamente impactada pela tecnologia, resultando em peças mais leves e acabamentos com precisão superior ao das técnicas manuais, garantindo uma estética sem distorções.
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



