O Ceará tem se destacado na formação de profissionais para o setor de energias renováveis, impulsionado por um projeto do Banco Mundial que visa apoiar políticas públicas na área. Com a contribuição financeira e técnica do programa de Financiamento para Desenvolvimento de Políticas (DPF), o estado ampliou a rede de escolas de educação profissional de uma para sete unidades, com a previsão de formatura da primeira turma em dezembro de 2024.
Formação e Oportunidades de Trabalho
Na Escola Estadual de Educação Profissional Walter Ramos de Araújo, em São Gonçalo do Amarante, um total de 41 estudantes completou 300 horas de estágio em empresas locais. Entre eles, destaca-se Saulo de Brito, de 17 anos, que conseguiu uma colocação como aprendiz na Comsert Engenharia, especializada em projetos de usinas fotovoltaicas. “A área de engenharia está em expansão, especialmente em energias renováveis”, afirmou Saulo.
Desenvolvimento Sustentável
A engenheira e professora Maise Soares desempenha um papel crucial na formação dos alunos, lidando com os desafios de um novo curso enquanto busca parcerias com empresas locais. Durante as aulas, ela ressalta a importância de considerar os impactos sociais e ambientais dos projetos energéticos. “É fundamental pensar nas pessoas afetadas e garantir seu acesso à renda e ao mercado de trabalho”, argumenta Maise.
Capacitação Diversificada
O curso vai além da preparação técnica para operação de parques eólicos e fotovoltaicos, formando também profissionais com habilidades para garantir a saúde financeira das empresas do setor. Ariani Soares, de 19 anos e recém-contratada pela Megawind, começará a faculdade de Ciências Econômicas e planeja unir as duas áreas. “Meu conselho é: estude, busque capacitação e informações, pois o setor é amplo e sempre haverá espaço para todos”, recomenda.
Pporjetos Inovadores em Hidrogênio Verde
Com um vasto potencial em energias solar e eólica, o Ceará busca consolidar-se como líder mundial em hidrogênio verde, aproveitando sua localização estratégica e a infraestrutura do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Em 2023, o setor energético do estado contribuía com 26,1% das emissões de gases de efeito estufa, levemente abaixo da média nacional de 27,7%. Em 2021, esse percentual era de 42%, enquanto a média nacional era de 18%.
*Por Mariana Ceratti, correspondente da ONU News no Banco Mundial Brasil
