Baleia jubarte é encontrada morta na Ilha do Mel

Uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada morta em estado avançado de decomposição nesta terça-feira (18), na Praia Grande, na Ilha do Mel, próximo ao Canto da Vó.

A comunidade local acionou a equipe LEC – Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por volta das 20h, e informou o encalhe do animal. A equipe organizou a estratégia de atendimento via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e se deslocou para a Ilha do Mel por volta das 6h de hoje para fazer o registro do encalhe, avaliação da carcaça e coleta de materiais biológicos.

Segundo a pesquisadora Camila Domit, o animal possui aproximadamente 13 metros de comprimento total e está sendo avaliado pela equipe técnica do projeto. O atendimento tem a colaboração da equipe do Instituto Água e Terra (IAT). A equipe ainda não concluiu o trabalho em campo.

As baleias jubartes da população do oceano Atlântico Sul vem ao Brasil anualmente para reprodução, passam o verão se alimentando na região Antártica. A principal área brasileira de reprodução é o litoral da Bahia. No Paraná, desde o início do PMP-BS, já foram registrados encalhes de 13 baleias da mesma espécie, incluindo indivíduos adultos e jovens.

Caso encontre animais vivos debilitados ou mortos, ligue 0800 642 3341.

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Vídeo mostra como vai ficar a nova orla de Matinhos após revitalização; confira

A revitalização de 6,3 quilômetros entre a Avenida Paraná e o Balneário Flórida, em Matinhos, no Litoral do Estado, começa nos próximos meses. O prazo de propostas da licitação, lançada nesta segunda-feira (21), é de 30 dias, e as obras serão finalizadas 32 meses a partir da ordem de serviço, que deve ocorrer no segundo semestre. O investimento do Governo do Estado será de R$ 377,85 milhões nessa primeira etapa.

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No mesmo evento de abertura do edital, o Governo do Estado apresentou o vídeo de como vai ficar a nova orla. O projeto prevê preservação do meio ambiente, a recuperação da área de restinga, engordamento de 70 a 100 metros da faixa de areia e instalação de estruturas semirígidas sobre o mar. Também haverá canais de macrodrenagem e de microdrenagem.

Serão implantados, ainda, equipamentos urbanos, ciclovia, pista de caminhada e corrida, pista de acessibilidade, novas calçadas, passarelas para acesso à praia (protegendo a restinga), além de paisagismo com árvores nativas.

É a maior obra em andamento no Estado, na perspectiva financeira, e também uma intervenção que faz parte de uma série de projetos planejados para o Litoral, como a Ponte de Guaratuba (com estudos já contratados), a Escola do Mar na Ilha das Obras (obras já iniciadas), novos trapiches na Ilha do Mel, duplicações rodoviárias e modernizações no Porto de Paranaguá. 

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“O projeto de recuperação da orla de Matinhos vai mitigar os efeitos provocados pela erosão marinha, além de contribuir para o controle das cheias na região e fortalecer, de maneira inédita, o turismo, os restaurantes e os hotéis do nosso Litoral. É um projeto ambicioso que finalmente conseguimos tirar do papel”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Veja como vai ficar:

Trem que opera na serra do Mar ganha vagões especiais e de luxo

Ao viajar de trem, muitos turistas preferem entrar na história. Mas há os que preferem viajar em vagões mais novos ou temáticos. Para esses, a rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, na serra do Mar paranaense, é uma boa opção a ser considerada, por atender os mais variados gostos – e bolsos.

A rota oferece os carros de passageiros convencionais, mas também vagões temáticos e até mesmo específicos para viagens com pets.

Os mais recentes a entrar em funcionamento são o carro desenvolvido para as viagens com animais de estimação e o que homenageia Ildefonso Pereira Correia (1849-1894), o Barão do Serro Azul, que foi o maior produtor de erva-mate do mundo e que foi morto durante a Revolução Federalista na ferrovia Paranaguá – Curitiba. Ambos são qualificados como “vagões boutique”.

O “carro do Barão”, como passou a ser chamado, tem uma varanda panorâmica de seis metros quadrados, em que é possível ao visitante sentir a natureza paranaense ainda mais de perto. Por suas características, é o último vagão da composição e também abriga menos passageiros que os carros convencionais: apenas 32.

Fabricado originalmente em 1954, o carro foi comprado pela Serra Verde Express, empresa que administra a rota ferroviária, num leilão em Vitória (ES). A reforma e transformação em vagão panorâmico custou R$ 530 mil.

Outro carro especial é o Imperial, com mesas de madeira (quadradas e redondas) que comportam quatro pessoas. Produzido com decoração refinada, foi inspirado nos anos 30, mais especificamente nos vagões-restaurante daquela década.

O Bove é o vagão destinado aos pets. Tem janelas panorâmicas e uma varanda central que acomoda até quatro pessoas.

O projeto envolveu o desenvolvimento de uma estrutura que permite que os animais fiquem fora das caixas de transporte na viagem, além de terem poltronas exclusivas. O vagão comporta 28 pessoas e possui 8 poltronas pets. Os animais de pequeno e médio portes podem viajar no colo dos passageiros e têm circulação livre pelo vagão, além de serviço de bordo, com um kit lanche especial.

O desenvolvimento desse carro, cujos assentos têm tecido impermeável, custou R$ 205 mil. Além desses, há os carros de primeira classe batizados de Foz do Iguaçu, Copacabana (ambos com estilo neoclássico) e Curitiba, com símbolos que remetem à capital do Paraná.

São litorinas (automotrizes, que operam com um carro somente) e, por terem ar condicionado e janelas fechadas, não têm sido utilizadas em tempos de pandemia.

Os bilhetes custam a partir de R$ 135 (carros convencionais). Os chamados carros boutique têm passagens a partir de R$ 240, enquanto na litorina custam R$ 270. O trem opera de sexta-feira a domingo.

Há, ainda, vagões das categorias standard (ar condicionado e poltronas estofadas), turística (assento duplo) e econômico.

Além da rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, há outra ligando Morretes a Antonina, esta operada pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) e que busca na restauração de seus carros de passageiros deixá-los exatamente como eram no passado. A composição é tracionada por uma locomotiva fabricada em 1884.


Curitiba a Morretes (PR)
Duração: quatro horas e 15 minutos
Trecho percorrido: 70 km
Preços: a partir de R$ 135
Atrações: trecho de mata atlântica e cachoeiras

Informações Banda B