Artigo de Opinião – Estaremos seguros no Metaverso?

Dados do Instituto Gartner apontam que um quarto da população mundial passará pelo menos uma hora no Metaverso até 2026. Com a consolidação da tecnologia no cotidiano das pessoas, o foco será o desenvolvimento de aplicações que provoquem as melhores experiências nos usuários e o desafio será garantir a segurança de dados, bens digitais e identidades. Mas o que é esse ambiente batizado na literatura (a palavra foi citada pela primeira vez no início da década de 1990, no livro de ficção Show Crash), que ganhou popularidade quando o Facebook passou a se chamar Meta com o anúncio de vultosos investimentos na tecnologia?

Metaverso é a junção de dois conceitos principais que já conhecemos e utilizamos no dia a dia em forma de games, filtros de fotos e vídeos e outras aplicações cotidianas: realidade virtual e realidade aumentada. Esse ambiente no qual poderemos transitar em breve abrirá portas para uma nova era digital onde será possível a comunicação com pessoas e máquinas de forma remota e imersiva, compartilhando lugares, atividades e até mesmo sensações, utilizando equipamentos sofisticados que incluem de óculos a sensores.

Estamos falando de uma tecnologia incipiente, que ainda não é acessível para a maioria das pessoas, devido ao preço dos equipamentos e o acesso restrito a eles. Mas, com as grandes empresas apostando no setor, realizar atividades normalmente presenciais, que vão desde reuniões virtuais em 3D a compras online em ambientes muito próximos do mundo físico, é só uma questão de tempo. E, à medida que o Metaverso for se incorporando às rotinas pessoais e empresariais, os protocolos de cibersegurança serão redobrados.

Usuário, o elo mais fraco

Da mesma forma como estamos sujeitos a sofrer algum tipo de golpe no ambiente físico, cibercriminosos nos espreitam e rastreiam nossos passos online. Um simples cookie de pesquisa pode dizer muito sobre o usuário. E com o acesso a uma realidade paralela, onde será possível nos materializarmos por meio de avatares, os riscos cibernéticos aumentam exponencialmente. No Metaverso, proteger dados requer os mesmos cuidados que hoje já são necessários no ciberespaço e mais alguns.

É certo que o Metaverso chega no momento em que as pessoas estão mais conscientes em relação à privacidade de dados, diante de notícias diárias de ataques e invasões a sistemas pessoais, de empresas e até órgãos do governo em âmbito global. Segundo o portal DarkTracer, por exemplo, somente em novembro de 2021, mais de 2,3 mil empresas tiveram seus dados publicados na Dark Web, mil a mais que no ano anterior.

Mas, à medida que a tecnologia evolui as técnicas criminosas também se modernizam. De algoritmos à engenharia social, hackers mal-intencionados lançam mão de recursos de ponta para invadir redes, na maioria das vezes por meio de portas abertas pelos usuários. Afinal, é em um momento de distração que uma informação crítica tende a vazar, expondo dados que podem colocar pessoas e redes inteiras em risco.

Nesse sentido, é preciso estar atento à segurança das aplicações que serão usadas no Metaverso, desde uma sala de conferência a um simulador de jogo. Por mais que nos sintamos a vontade em ambientes que nos levam a percepções quase reais, não podemos esquecer que a internet não tem paredes e não sabemos quais as intenções de quem está do outro lado da conexão.

A ética no ciberespaço

Entre as discussões relacionadas ao Metaverso, estão as questões éticas sobre o uso de informações críticas, uma vez que todo comportamento digital deixa rastros que ficam armazenados em bancos de dados. É relevante lembrar que dados são um patrimônio de altíssimo valor e muitas aplicações se valem deles como modelo de negócio, especialmente aquelas gratuitas, onde os dados são a moeda de troca de uso. É o que ocorre, por exemplo, nas nossas redes sociais.

Do ponto de vista do desenvolvimento, o que se espera no Metaverso é a transparência nas aplicações, com camadas de segurança pensadas na gênese, associadas a políticas de conscientização de todo o ecossistema. Já para os usuários, que costumam ser o elo mais fraco na cadeia cibernética, meu conselho é atenção e cautela na hora de escrever, falar ou expor imagens e outros conteúdos sensíveis.

*Paulo Poi é Governance, Risk and Compliance Director – LATAM na Cipher, empresa especializada em Cibersecurity.

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Cidades inteligentes podem movimentar US$ 2,4 trilhões até 2025, aponta estudo

Hoje, cerca de 4,2 bilhões de pessoas vivem em centros urbanos. Esse número diz respeito a 55% da população mundial. Para o Brasil, a expectativa da Organização das Nações Unidas (ONU) é de que, até 2050, 70% da população esteja vivendo em áreas urbanas. Esses dados confirmam a necessidade de se pensar em cidades inteligentes, ou seja, que utilizem a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Segundo uma reportagem publicada pela Isto É Dinheiro, ainda não existem métricas que informem sobre a relação direta entre cidade inteligente e atração de investimentos, mas especialistas afirmam que há um vínculo imediato para isso, já que empresas e trabalhadores qualificados tendem a buscar por essas cidades. Um estudo da consultoria Frost & Sullivan citado na mesma reportagem, prevê que as cidades inteligentes podem movimentar US$ 2,4 trilhões em 2025.          

O engenheiro civil e pré-candidato a deputado federal, Joel Krüger, defende que com o número cada vez maior de pessoas que optam por viver nas grandes cidades, é necessário que os governantes pensem em gestões mais ativas. “Quando pensamos que cada vez mais as pessoas estão conectadas e buscam praticidade no dia a dia, é necessário pensar em soluções que atendam essas necessidades, como infraestrutura moderna de transporte, saneamento, moradia e mobilidade urbana que suportem o crescimento de demandas públicas”, explica.

Por aqui, ainda há o fato de que muitos problemas se arrastam por mais de 500 anos e que passam por áreas como planejamento urbano, saneamento básico, regularização fundiária, ineficiência de processos, entre outros. Apesar de o Brasil ter boas iniciativas, nenhuma cidade pode ser considerada inteligente, pois não tem infraestrutura.

Em 2021, a consultoria Urban Systems considerou Curitiba a cidade mais inteligente e conectada do país. Sendo mobilidade urbana um dos indicadores levados em consideração, a capital paranaense, por exemplo, incentiva desde 1980 a utilização de transporte público, tida como um exemplo no campo de mobilidade. “Uma das bandeiras que defendo é transformar as cidades brasileiras em lugares que funcionem melhor, utilizando a tecnologia e o conhecimento técnico que tenho na área de infraestrutura para alcançar o objetivo de oferecer mais qualidade de vida a todos os brasileiros, principalmente aos paranaenses”, enfatiza Joel.

O que são cidades inteligentes?

Songdo, na Coreia do Sul, é um ótimo exemplo de cidade inteligente. Ela foi planejada com edifícios conectados a sistemas que monitoram energia e alarmes de incêndio, assim reduz gastos com manutenção. Além de que todos os apartamentos possuem um sistema que destina resíduos jogados diretamente para a central de coleta de lixo.

Copenhague, capital da Dinamarca, possui 400 km de ciclovias, diminuindo a emissão de poluentes e contribuindo para a preservação ambiental. Por lá, 63% dos parlamentares vão de bicicleta todos os dias para o trabalho. Até 2025, Copenhague quer ser a primeira capital do mundo neutra em carbono.

Joel explica que cidades inteligentes utilizam a tecnologia de maneira estratégica para o planejamento urbano, contribuindo para melhoria da infraestrutura, habitação e mobilidade urbana. “A tecnologia também contribui para o desenvolvimento de ações e soluções sustentáveis, tais como coleta de lixo consciente, controle da poluição do ar e preservação ambiental, entre outras ações que melhorem a qualidade de vida dos habitantes”, finaliza.

Brasil é 1º no ranking mundial de crescimento das compras online

Com a pandemia e as lojas físicas fechadas, as vendas online cresceram significativamente em todos os países do mundo.

A grande surpresa, é que especialmente no Brasil, o aumento foi ainda mais significativo. O país que lidera o ranking de crescimento das vendas online, com 22,2% no ano de 2022, e um crescimento estimado de 20,73% ao ano, entre 2022 e 2025.

É o que revela um estudo divulgado pela CupomValido.com.br <https://www.cupomvalido.com.br/> , plataforma de cupons de descontos online, com dados da Statista sobre as vendas no e-commerce.

De acordo com o estudo, o Brasil possui uma expectativa de crescimento quase duas vezes maior que a média mundial (11,35%), e acima até de países como o Japão (14,7%), o Estados Unidos (14,55%) e a França (11,68%).

 <https://i.imgur.com/NyokP3T.png>

Por que o e-commerce no Brasil cresce tanto?

Dois fatores foram cruciais para influenciar o forte crescimento das vendas online no Brasil.

A pandemia é um dos primeiros fatores, pois com as lojas físicas fechadas, fez com que diversos brasileiros passassem a realizar sua primeira compra online. Ao encontrar facilidade na compra, métodos de pagamento instantâneos (como o PIX), e entregas rápidas (diversas lojas com entregas em 1 dia útil), muitos deles se tornaram consumidores recorrentes.

Um segundo fator, é que o índice de penetração de compras online, ainda é relativamente baixo no Brasil.

Segundo a pesquisa, no Reino Unido, 84% das pessoas realizaram pelo menos uma compra nos últimos 12 meses. Nos Estados Unidos e no Japão, em ambos os países a taxa foi de 77%. E na Alemanha, foi de 74%.

Como boa parte da população, principalmente destes países desenvolvidos, já realiza frequentemente compras online, a taxa de crescimento em potencial tende a ser menor nos próximos anos.

Em contrapartida, no caso do Brasil, apenas 49% da população realizou ao menos uma compra online no último ano. Isto explica o potencial significativo de crescimento que o Brasil ainda possui, ao comparar com os outros países.

Fonte: Statista, CupomValido.com.br <https://www.cupomvalido.com.br/>

 <https://i.imgur.com/RmnjN66.png>

Confira o infográfico completo abaixo:

 <https://i.imgur.com/JXXz1iQ.png>

 <https://i.imgur.com/JXXz1iQ.png>