Anvisa inicia inspeção de fabricação de vacinas contra Covid-19 na China

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Uma equipe de inspetores, designados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já está na China em missão para vistoriar as empresas Sinovac e Wuxi Biologics, envolvidas nas pesquisas de vacinas contra a covid-19. A viagem será até 11 de dezembro.

Nesta segunda-feira (30), no primeiro dia de inspeção, eles verificaram as  práticas de fabricação da vacina CoronaVac, da Sinovac, que está em fase de testes no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan. Caso seja eficaz, o órgão passará a fabricar a vacina com os insumos da Sinovac e, posteriormente, com insumos próprios.

Foram analisados os pontos do sistema de gestão da qualidade farmacêutica da empresa, como o gerenciamento de risco, gerenciamento de documentos e plano mestre de validação, além dos requisitos técnicos dos bancos de sementes e celulares (partículas virais e células hospedeiras utilizadas na fabricação da vacina).

Procedimentos de amostragem

De acordo com a Anvisa, outra parte da equipe dedicou-se à verificação das condições aplicáveis aos procedimentos de amostragem de matérias-primas, qualificação de fornecedores, sistema de numeração de lotes e qualificação de transporte.

Em comunicado, a Anvisa esclareceu que a equipe segue uma agenda de trabalho que se estenderá até sexta-feira (4) na empresa Sinovac.

“O cronograma inclui em cada dia diferentes requisitos técnicos a serem constatados para avaliar se a fabricação da vacina transcorre de acordo com o regulamento de Boas Práticas da Agência, o qual está a par e passo com os regulamentos utilizados pelas principais agências sanitárias internacionais”, informou a agência reguladora.

Do dia 7 ao dia 11, a equipe estará na Wuxi Biologics, que produz os insumos para a vacina da farmacêutica AstraZeneca, que está desenvolvendo o imunizante em parceria com a Universidade de Oxford. Essa vacina também está sendo testada no Brasil e, em caso de sucesso, será fabricada no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde.

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Ministro Marcos Pontes diz que Brasil será grande produtor de vacinas

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, afirmou na última sexta-feira (3) durante a abertura da 18ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília, que o Brasil passará por uma mudança significativa perante o mundo no desenvolvimento de novas tecnologias.

Segundo o ministro, uma série de novos avanços têm sido fomentados por diversas frentes do ministério – desde pesquisas com células-tronco a desenvolvimento aeroespacial. Marcos Pontes afirmou ainda que acredita que eventos como a SNCT 2021 fomentam a curiosidade e o desejo de aprendizado em áreas complexas.

Em entrevista após o discurso, Marcos Pontes falou sobre os rumos da ciência brasileira e o desenvolvimento de vacinas de maneira autônoma.

Segundo o ministro, o Brasil deixará de ser importador de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para se destacar como produtor e exportador de vacinas para todo o mundo. “Isso já está acontecendo. São projetos em curso em todas as áreas. Tudo isso porque a ciência é transversal.”

18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – Valter Campanato/Agência Brasil

Pontes afirmou ainda que os planos para tornar o Brasil um polo de exportações de imunizantes não abrangem apenas a covid-19, mas todas as chamadas doenças tropicais negligenciadas, como dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

“Esse ministério tem a característica de transformar e trazer para a realidade as coisas práticas, de transformar as inovações em práticas e levar para as pessoas. São muitos desafios”, afirmou.

Durante a cerimônia, Marcos Pontes relembrou a assinatura do Plano Nacional de Tecnologias Assistivas, realizada pela manhã no Palácio do Planalto e que viabiliza uma série de investimentos em iniciativas de acessibilidade, tanto públicos quanto privados.

Pontes celebrou, ainda, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que é comemorado hoje e que foi tema de eventos em todo o governo federal.

Putin convida Bolsonaro para ir à Rússia e elogia o Brasil

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira (1º) que o Brasil é um dos “parceiros estratégicos mais importantes” para o Estado russo e convidou o presidente Jair Bolsonaro (PL) para visitar o país.

“Ficaremos felizes em ver o presidente do Brasil na Rússia”, disse Putin em cerimônia em Moscou. A fala foi registrada pela TASS, a agência de notícias estatal do país eurasiático.

“O Brasil é um dos parceiros estratégicos mais importantes da Rússia”, prosseguiu Putin, destacando que ambos os países integram o Brics (bloco formado também por Índia, China e África do Sul) e o G20 (grupo composto pelas 20 maiores economias do mundo).

Destacando que, entre 2022 e 2023, o Brasil ocupará uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), Putin também afirmou esperar ainda mais cooperação “nas questões urgentes da agenda global” nos próximos anos.

O Brasil foi eleito para ocupar uma das cadeiras não permanentes do Conselho de Segurança. O órgão tem o poder de, por exemplo, determinar sanções a países, e o que ele decide deve ser seguido obrigatoriamente por todos os Estados-membros da ONU.

Não contando com bom trânsito entre países da UE (União Europeia) e sem Donald Trump no comando dos Estados Unidos – país hoje governador por Joe Biden -, Bolsonaro já tem buscado se aliar a Putin e aos russos.

Os países têm atuado conjuntamente em movimentos conservadores no cenário global, como o Consenso de Genebra, que visa, entre vários pontos, evitar que órgãos internacionais avancem globalmente em pautas como a defesa do direito ao aborto.

Em meados de novembro do ano passado, Bolsonaro compartilhou, nas redes sociais, um vídeo em que Putin fazia elogios às “qualidades masculinas” e à “coragem” dele.

Já no final de 2020, em mensagem de Ano Novo, Putin cumprimentou Bolsonaro e destacou a “dinâmica positiva” existente entre Brasil e Rússia, que, para ele, atuam juntos no “interesse do fortalecimento da segurança e estabilidade global”.