Análises da Fiocruz confirmam que variante brasileira do coronavírus ainda predomina no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde recebeu da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o resultado do sequenciamento genômico de mais 23 amostras do coronavírus. As análises são realizadas com o objetivo de monitorar, reconhecer e definir os grupos genéticos virais que estão circulando nas regiões. Das 23, 19 tiveram resultado genômico para a variante P.1 (brasileira).

Até o momento, foram 322 amostras sequenciadas. Para as variantes de atenção, 99 apresentam resultado para P.1 (brasileira), considerada dominante no Estado, e cinco foram da B.1.1.7 (Reino Unido). Também foram dois casos confirmados de reinfecção, um já divulgado das linhagens B.1.1.28 e P.2, e um novo que teve uma amostra identificada com a linhagem B.1.1.28 e a segunda amostra da variante P.1.

“A análise nacional é acompanhada pelas equipes do Laboratório Central do Estado e da Vigilância Epidemiológica da Sesa, e repassadas para as 22 Regionais de Saúde, que também fazem investigações em suas áreas de abrangência”, explicou o secretário de Estado da Saúde Beto Preto.

“O sequenciamento é fundamental para conhecermos a circulação do vírus, mas para a população fica a recomendação essencial da continuidade das medidas de prevenção, como a utilização de máscara de proteção, a higienização frequente das mãos, com água e sabão ou álcool gel 70%, e evitar aglomerações”, acrescentou.

O estudo divulgado no final de março apontava 46,2% de amostras da linhagem P.1 em 80 coletadas. A primeira análise dessa série, do começo do mês passado, apontava 70,4% de amostras com grande carga viral relacionadas à variante P.1.

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Saúde abre consultas públicas para incorporação de tecnologias ao SUS

O Ministério da Saúde recebe até a próxima segunda-feira (9) manifestações sobre a incorporação de tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS). Uma das consultas propõe a ampliação do uso da vacina pneumocócica conjugada 13-valente para imunizar crianças de até 5 anos contra pneumonia.

Também está em consulta pública a incorporação da empagliflozina para o tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca. A indicação do medicamento já recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Para participar das consultas é preciso acessar a página Consultas públicas. No mesmo endereço, estão disponíveis o relatório técnico e o documento para a sociedade em geral, com informações que auxiliam no entendimento sobre as tecnologias em processo de avaliação.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Para segurança nas férias, Saúde orienta vacinar contra febre amarela

Antes de curtir as férias a Saúde orienta vacinar contra a febre amarela

Para aproveitar o verão e as férias com segurança, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça o pedido para a vacinação a partir dos nove meses de vida para quem ainda não foi vacinado.

Com as temperaturas mais altas e as viagens de férias, também aumenta a preocupação das instituições de saúde com algumas doenças que circulam com maior intensidade no verão, entre elas a febre amarela.

A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível na vacinação de rotina de 107 unidades de saúde de Curitiba. Acesse a lista, com endereço e horários dos pontos de vacinação, no site Imuniza Já Curitiba.

A orientação é que a vacina contra febre amarela seja tomada com antecedência mínima de 10 dias antes da viagem para regiões de matas e estados ou países com a circulação do vírus.

Alguns destinos internacionais exigem a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) da febre amarela, moradores de Curitiba podem solicitar o documento pela Central Saúde Já Curitiba.

Monitoramento

Embora Curitiba siga livre da circulação do vírus, ele já foi identificado em algumas regiões de mata do Paraná.  Em 2019, Curitiba registrou quatro casos importados de febre amarela do tipo “silvestre” – que é a forma como a doença vem ocorrendo no país.

O Paraná segue em alerta com relação a doença. Segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) no novo ciclo de monitoramento da doença já foi confirmada a primeira morte de macaco por febre amarela (epizootia) em setembro de 2021, outros casos ainda estão em investigação.

Esquema vacinal

Atualmente, para pessoas entre 5 e 59 anos de vida, nunca vacinadas anteriormente, o imunizante contra a febre amarela é aplicado em dose única e tem validade por toda a vida.

Em menores de cinco anos, a vacina é aplicada aos 9 meses de vida, com uma dose de reforço aos 4 anos de idade.

Até 2017, o Ministério da Saúde determinava a vacinação em Curitiba apenas àqueles que iriam se deslocar para área de risco em outros estados. Com o avanço da doença no país e nas regiões Sudeste e Sul, a partir de 2018 a vacina foi incluída no calendário de vacinação de rotina das crianças, sendo recomendada uma dose única aos 9 meses de idade.

“Desde, então, portanto, a vacina passou a ser recomendada também a todos em Curitiba que têm mais de nove meses, independentemente se vão se deslocar para área de risco”, explicou o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Como consultar

Caso a pessoa não tenha certeza se já foi imunizada, basta verificar se há registro na carteira vacinal no Saúde Já, disponível para smartphones e tablets com os sistemas operacionais Android e iOS.

A outra alternativa é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa.

Já as pessoas com mais de 60 anos, gestantes e mães que amamentam bebês menores de seis meses precisam de avaliação clínica para confirmar a indicação ou contraindicação da vacina.

A imunização é contraindicada para pessoas com febre alta, deficiência do sistema imunológico ou que tenham histórico de reação alérgica grave aos componentes da vacina, como ovo e gelatina.

Febre Amarela

Transmitida por algumas espécies de mosquitos, a febre amarela é considerada uma doença sazonal do verão, geralmente com aumento de casos entre dezembro a maio. Nesse período, com altas temperaturas e dias de chuvas os mosquitos se reproduzem com mais intensidade.

Ao contrário do que alguns pensam, os macacos não transmitem a doença para o homem, eles servem de “sentinela”, uma vez que alerta sobre a aproximação do vírus, transmitido pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes na febre amarela silvestre e pelo Aedes aegypti e Albopictus na febre amarela urbana, que não tem registro no Brasil desde 1942.

Sintomas

1ª fase – período de infecção: febre, calafrios, dores pelo corpo, náuseas e vômitos, sintomas comuns a várias outras doenças, como leptospirose e dengue.

2ª fase – período tóxico: febre, icterícia (pele e olhos amarelados, daí o nome febre amarela), urina escura, dores abdominais, hemorragias e outras complicações.

Prevenção

Além da vacinação, é importante combater o vetor (mosquito) que transmite o vírus, da doença; evitar áreas de mata com registros da doença. No caso de necessidade de adentrar em regiões de matas, mesmo vacinado, use repelentes e dê preferência para roupas claras, que cubram a maior parte do corpo – calça e manga longa.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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