Ana Emília Cardoso lança romance em Curitiba

Quantas pessoas passam pela nossa vida sem que a gente saiba um décimo do que viveram? É num misto de curiosidade e incômodo social que a escritora Ana Cardoso lança seu primeiro romance, a novela A mulher que atravessa a ponte. O livro conta a vida de Elisa, mulher de braços fortes e coração mole, que nasceu e vive numa ilha próxima a Porto Alegre, onde trabalha em diversas casas como diarista. A narrativa dá voz a mulheres tradicionalmente silenciadas.

Seja na relação de Elisa com as patroas ou na crueza de situações vividas pela protagonista, o leitor encontra na obra um texto que vai além do entretenimento da melhor qualidade. Um livro que faz pensar e ouvir diversas vozes. Para a autora, “O real precisa ser friccionado para ser pensado”, por isso sua primeira ficção traz um tom tão realista, ainda que suavizado pela prosa leve que a caracteriza.

Ana Cardoso é jornalista, socióloga e autora de quatro outros livros, entre eles o bestseller A mamãe é rock e o guia para adolescência, A mamãe é punk, ambos pela Ed. Belas-Letras. Nasceu em Curitiba, viveu em Florianópolis – onde conheceu o marido Marcos Piangers – e em Porto Alegre. Há quatro anos, voltou a viver na capital paranaense. 

A autora estará na Amora Pop Up, neste sábado, dia 22 de outubro, para o lançamento de A mulher que atravessa ponte. O espaço, que fica ao lado do The Coffee e da Prestinaria Petit, no Juvevê, vende livros de autoras contemporâneas, camisetas, sacolas ecológicas, canecas e outros itens para quem aprecia literatura. Durante o lançamento, haverá ainda jazz ao vivo, sem couvert artístico ou entrada. 

O lançamento de A mulher que atravessa ponte (Editora Zouk, 2022, 204 p., R$ 52) vai acontecer neste sábado, dia 22/10, a partir das 16h, na Amora Pop Up (Rua Moysés Marcondes, 422, Juvevê).

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“Olhos de pixel”: autor paranaense ganha Prêmio Jabuti com Curitiba futurista e engajamento social

Fundamentalismo religioso. Governo autoritário. Violência como linguagem estatal. Discurso do ódio como retórica social. LGBTQIA+fobia. Pode parecer o Brasil de 2022, mas são alguns dos elementos que contornam o debate e a crítica proposta pelo escritor paranaense Lucas Mota em Olhos de pixel (e-book, Plutão Livros), vencedor do Prêmio Jabuti, a mais importante premiação literário do país, na categoria Melhor Romance de Entretenimento. Misturando a análise atenta do presente à estética da ficção científica, o autor construiu um livro inteligente singular – que segue os passos de Philip K. Dick,  Ursula K. Le Guin e Isaac Asimov –, mas tem um universo bastante próprio e original.

            Ambientado em uma Curitiba futurística, Olhos de pixel é um reflexo das inquietações de Mota. São a sua leitura e interpretação de mundo e, ao mesmo tempo, uma maneira de exorcizar as questões mais urgentes. Não à toa, o escritor mergulha em sua própria intimidade para propor uma discussão de altíssimo nível, sem abrir mão de uma literatura acessível e instigante, capaz de levar o leitor pelas mãos da primeira à última página. “Eu fui criado no meio religioso, me considero cristão até hoje, mesmo não tendo qualquer relação com igrejas ou instituições religiosas, por isso senti que eu tinha alguma coisa pra dizer sobre aquilo que incomodava”, explica o escritor. “Ao lado disso teve a parte de criar um cenário futurista, que foi mais divertida, mais leve. Criar universos ficcionais é sempre uma experiência agradável pra mim, me divirto muito fazendo”

            Na trama, uma espécie de cyberpunk dos trópicos, a heroína queer Nina Santtelles, uma mercenária habitante do underground, luta para se reconectar física e espiritualmente com seu filho, e assim conseguir uma passagem só de ida para a colônia espacial Chang’e – um éden de neon –, entretanto, tudo muda quando acaba presa pela polícia. Nesse xadrez político e social, Nina precisa comprar a liberdade se aliando à polícia, e ajudando nas buscas por um hacker, inimigo da maior igreja-corporação do país. O dilema começa quando o hacker faz à protagonista a mesma oferta – a viagem para Chang’e –, porém, sem que Nina vá contra seus ideais.

Romance de entretenimento

            Quando o Jabuti criou a categoria de Romance de Entretenimento, há alguns anos, houve quem a viu como um contraponto ao Romance Literário, entretanto, segundo Lucas Mota, a literatura está além das nomenclaturas e classificações. Olhos de pixel, como boa parte das obras de ficção científica, principalmente as clássicas, orbita entre a cultura pop e o engajamento social e, portanto, tentar colocar o livro em uma caixinha que o defina por completo pode se tornar apenas uma estratégia reducionista.

            Isso, no entanto, não é algo que preocupe ou incomode o escritor. “O mercado literário funciona como qualquer outro mercado, o objetivo são os números de vendas, a sustentabilidade financeira da coisa. A literatura simplesmente não se importa com isso, o interesse é o texto, as palavras, os gêneros literários, seja em um estilo tradicional e consolidado ou em algo completamente experimental e inusitado”, comenta Mota. “Alguns profissionais do mercado percebem isso e tentam alinhar os interesses do mercado com os da literatura. Às vezes conseguem.”

            O certo é que, independentemente de qualquer classificação, o Prêmio Jabuti é uma chancela importante para a divulgação de escritores de diferentes gêneros literários, sobretudo para aqueles que, como Lucas Mota, trilham um caminho independente ou não integram os grupos de grande editoras. Acima de tudo, é uma oportunidade de chegar a novos leitores. “O prêmio me trouxe uma avalanche de novos leitores. Eu sabia que algo desse tipo poderia acontecer, mas o resultado tem superado muito as minhas expectativas”, analisa Lucas.

Voz original

            O Jabuti de Olhos de pixel é a consolidação de um projeto literário coeso. Desde a sua estreia com Todos os mentirosos (2016), Lucas Mota se firma como uma voz original e sólida. Seja no romance Boas meninas não fazem perguntas (2018) ou nos contos da série SoundtrackDesintegrado (2018), O Destino de Ayra (2018), A Terra dos homens-tigre (2019) e Algoritmia  (2020) – a literatura do escritor paranaense se mostra em um diálogo constante entre o clássico e o novo modo de fazer ficção científica.

            Profícuo, Mota já tem na manga novidade. “Eu já tenho alguns outros textos inéditos esperando apenas uma oportunidade para chegar aos leitores. Não posso dizer exatamente em que ordem eles serão lançados ainda, mas podem esperar material novo de ficção científica, fantasia, realismo mágico e algumas surpresas”, revela.

Sobre o livro

Olhos de pixel

Lucas Mota

Plutão Livros | 296 p.

Compre aqui: https://amzn.to/3FtSLex

Sobre o autor

            Lucas Mota nasceu em Umuarama, no Paraná, e vive em Curitiba. É escritor, vencedor do Jabuti 2022 com Olhos de pixel (Plutão Livros, 2021). Também escreveu Boas meninas não fazem perguntas (financiamento coletivo, 2018) e Todos os mentirosos (Amazon, 2016). É autor dos contos Desintegrado (2018), O Destino de Ayra (2018), A Terra dos homens-tigre (2019) e Algoritmia  (2020), todos publicados na Amazon. Lucas Mota produz o podcast Suposta leitura.

Livro infantil retrata as emoções da mudança de escola

Muitas vezes, a mudança de casa, cidade ou escola é um processo complexo para as crianças, visto que elas podem se sentir emocionalmente abaladas devido à ideia de ter que abandonar sua vida anterior, seus amigos, entre outras situações que se correlacionam. O medo do novo pode gerar muitos sentimentos conflituosos.

A obra “Marisa na nova escola, tudo novo toda hora”, publicada pela Literare Kids, selo infantil da editora Literare Books International e escrita por Miriam V. Flor Park, Roberta Takei, Ronaldo Trindade e Thaís Ferreira S. Lima foi pensada para auxiliar as crianças a lidarem com as emoções relacionadas à mudança do ambiente escolar.

O livro conta a história de uma garotinha chamada Marisa. Ela é uma menina muito alegre e esperta. Porém, recentemente, a sua vida se transformou por completo ao mudar para outro estado com sua família.

Lá, tanto ela quanto seus coleguinhas da nova escola vivem alguns conflitos causados pelas diferenças culturais entre eles. É aí que sua professora, a Senhorita Jane, entra em ação e propõe a realização de um dia cultural na turminha de Marisa, promovendo, portanto, uma familiarização e trazendo reflexões sobre o fato de que a diversidade é algo natural e que até podemos estranhar primeiramente, mas devemos respeitar, tentar compreender e sempre aprender muito por meio dessas diferenças.

SOBRE OS AUTORES
Miriam V. Flor Park
– Em seu caminho já consolidado de cuidado de pequenos seres humanos, vem desenvolvendo um trabalho que visa aprimorar a abordagem que pais, mães e cuidadores podem ter com as crianças, por meio da crítica e rompimento com vários aspectos da educação tradicional. Acredita na transformação pelo conhecimento e pelas relações humanas. É médica pediatra, mãe de duas pessoas que a inspiram cada dia a usar uma educação mais respeitosa e construtiva, menos limitante e geradora de traumas.

Roberta Takei – Doutora em Psicologia do Desenvolvimento, psicóloga infantojuvenil, psicanalista e escritora. Mas também uma menina curiosa, que esqueceu de crescer. Jogadora profissional de Uno e Pega varetas, engenheira de Lego e viciada em quebra-cabeça. Acredita que a infância é a base do desenvolvimento e que as crianças são os seres mais legais do mundo. Mãe do Vini e tutora de um lindo casal de gatinhos.

Ronaldo Trindade – Apaixonado por línguas e culturas diferentes, já teve a oportunidade de conhecer mais de 15 países (até o momento). Faz questão de manter viva sua criança interior. É formado em Letras e leciona inglês para o público que mais gosta, as crianças. Tem sempre um sorriso no rosto e uma palavra amiga para oferecer. Futuro psicólogo clínico infantil. Ama os amiguinhos de quatro patas. Acredita no poder da gentileza como caminho a se trilhar para uma vida plena.

Thaís Ferreira S. Lima – Sua missão é espalhar sementes de valores que visam o respeito, a verdade, bondade e empatia por onde caminha. Segue acreditando ser uma eterna aprendiz, permite-se errar e reaprender em cada experiência. Atua como psicóloga e neuropsicóloga com jovens, adultos e na orientação parental, pois enxerga a família como o berço da sociedade, sendo o ambiente para o diálogo, respeito e desenvolvimento pessoal. Grata por ser abençoada por sua primeira gestação, desejando ser inspiração para essa nova vida que cresce dentro de si.Mais informações
Livro: Marisa na nova escola, tudo novo toda hora
Autores:
Miriam V. Flor Park, Roberta Takei, Ronaldo Trindade e Thaís Ferreira S. Lima
Ilustração: Suzanne Casado
Formato: 21 x 21cm
Categoria: Ficção | Literatura infantil
Editora: Literare Books International – 32 páginas – 1ª edição 
ISBN do físico: 9786559224821
Loja Literare Books:https://bit.ly/literare-marisa

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