Alegria e saúde devem ser prioridades para a população aposentada

Alegria e saúde devem ser prioridades para a população aposentada. Na imagem, o médico geriatra Clóvis Cechinel, diretor técnico do Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, no bairro Pinheirinho. Curitiba, 17/01/2023. Foto: Hully Paiva/SMCS

Depois de anos de trabalho, chegar à aposentadoria pode trazer grandes expectativas e representar uma fase desafiadora de vida para muita gente. Na avaliação do médico geriatra Clóvis Cechinel, diretor técnico do Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, no bairro Pinheirinho, buscar um sentido pode ser uma boa forma para aproveitar a vida a partir da aposentadoria.

“Quando a pessoa se aposenta, muitos passam a se movimentar menos, veem mais televisão, diminuem as relações sociais. Isso pode levar à tristeza, à depressão”, resume. Ele ressalta que a forma como cada um vive esta etapa depende muito de como a pessoa é.

O encontro entre a aposentadoria e a fase em que a pessoa está idosa pode coincidir ou não, mas com o passar dos anos, ela vai acontecer.  Dos 16,9 mil aposentados ligados ao IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba), mais de 77% são pessoas idosas. O percentual se mantém se considerada a soma dos aposentados e dos pensionistas da Prefeitura de Curitiba: são 19,7 mil pessoas, sendo 15,2 mil acima dos 60 anos.

“Quanto mais otimista e de bem com a vida você é, quanto mais sentido a vida tem pra você, maior a possibilidade de envelhecer de forma saudável e curtir essa fase”, observa o médico.

“Por isso, é importante colocar atividades que deem sentido à vida. É preciso começar a fazer planos dentro das possibilidades de cada um. É preciso trazer qualidade de vida para os anos que você tem”, defende Cechinel, ao destacar como exemplos a participação em trabalhos sociais e a volta aos estudos.

O médico recorda que o período mais grave da pandemia, quando as pessoas idosas precisaram ficar mais isoladas, foi muito difícil para este grupo. “Isso fez muito mal, trouxe depressão, ansiedade, afetou o humor e as funções dos pacientes nesta fase da vida”, lamenta.

Exercícios físicos, alimentação regrada, acompanhamento médico de rotina e para as doenças crônicas, evitar vícios como o tabagismo, o alcoolismo e as drogas, menos estresse, cuidar do sono, ter boas relações sociais e afeto também estão na lista para enfrentar esta etapa. “Tudo parece óbvio, mas é o que precisamos”, declara.

Cechinel lembra que a saúde sexual deve estar no radar das pessoas idosas também. “O idoso tem desejo como qualquer outra pessoa e isso deve ser respeitado. Por outro lado, é preciso alertar que a pessoa idosa deve ter os cuidados necessários para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. Eles também são suscetíveis”, avisa.

Mais afeto, menos etarismo

A família tem papel essencial nessa fase da vida, pois além de promover as relações sociais, agrega afeto. Entretanto, é preciso olhar a pessoa idosa como alguém que é capaz de tomar as suas decisões, fazer as suas escolhas, ter autonomia, dentro do que for possível, fazer as coisas por si.

“Temos que olhar a pessoa idosa com menos preconceito e respeitar mais o que eles querem fazer, aceitar a vontade individual de cada um deles. Enquanto sociedade, devemos evitar o etarismo”, alerta o geriatra. O etarismo ou idadismo é uma forma de discriminação sofrida por causa da idade e que pode comprometer a saúde física e mental de quem sofre esse tipo de preconceito.

“O tempo dessas pessoas é precioso e deve ser aproveitado e vivido da melhor maneira possível. Eu falo para os meus pacientes: você não quer cuidar dos netos porque quer fazer outra coisa, como encontrar os amigos, então diga não aos seus filhos. O idoso não precisa cuidar dos netos”, exemplifica.

Segundo o Estatuto da Pessoa Idosa, as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos são idosas. “Mas hoje uma mulher de 60 anos está fazendo tudo o que todo mundo faz.  Ela trabalha, namora, se diverte como todos”, cita o médico. “Quando falo em idoso, eu penso nos 80 anos. Porque aqueles de 60, 70 estão mais para os novos adultos velhos”, compara.

O idoso que eu quero ser

Clóvis Cechinel, que é servidor da Prefeitura de Curitiba desde 2009, explica que o envelhecimento é um processo bastante individualizado e singular e será diferente para cada pessoa em função de diversos fatores que antecedem esta etapa da vida.

“Por isso, precisamos começar a cuidar quando somos jovens e aumentar a nossa poupança de saúde para quando a gente precisar. O idoso que eu quero ser é o quanto eu me cuido e trabalho hoje”, alerta.

Ele lembra que a partir dos 40/50 anos é possível notar diferenças na manutenção do peso e na massa corporal, já que o indivíduo perde massa magra e ganha massa gorda. Além disso, há uma implicação na distribuição da gordura que para homens e mulheres passa a ser acumulada na região central do corpo. “São mudanças que vêm com o passar do tempo e é para todo mundo. De forma saudável ou não, estamos envelhecendo”, afirma.

Cechinel destaca também que, com os anos, as pessoas ficam mais suscetíveis a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, dislipidemia (alterações no colesterol), problemas de tireoide, no coração, osteoporose. A recomendação é acompanhar e tratar cada uma delas para não gerar um efeito negativo no futuro.

Ele sugere que cada um reflita sobre a fase da aposentadoria quando, de modo geral, a pessoa ganha menos dinheiro e gasta mais. O processo de envelhecimento tem custos e para que o idoso tenha um tratamento adequado, deve programar-se financeiramente.

A orientação é cuidar de si de forma regular, visitando seu médico quando houver necessidade. “E o mais importante: manter hábitos de vida saudáveis, com boa alimentação, exercícios físicos e evitar estresse”, salienta Cechinel.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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Empresa curitibana cria pizzas saudáveis para consumo prático

A importância de uma alimentação equilibrada para a saúde, tanto física quanto emocional, é um tópico bastante fomentado por médicos e especialistas de diversas áreas. E se não há dificuldades em compreender que esses hábitos saudáveis são a chave para a longevidade e qualidade de vida, o desafio fica na necessidade de abrir mão de alimentos mais pesados e gordurosos, mas que fazem parte da preferência de grande parte dos brasileiros, entre eles a tão amada pizza.

Mas, e se não for preciso sacrificar as comidas preferidas para ter uma dieta equilibrada? Foi assim que nasceu o conceito da Cheiro de Vida, empresa que criou aquilo parecia impossível: uma pizza saudável e saborosa. Instalada na cidade de Curitiba (PR), a Cheiro de Vida possui um cardápio de pizzas e quiches sem glúten e low carb produzidas com ingredientes selecionados de primeira qualidade. São sete sabores de pizza (marguerita, zucchini, mussarela, palmito, quatro queijos, frango com ervas e calabresa) e quatro de quiches (frango, calabresa, marguerita e palmito), além de pizzas veganas de marguerita, 3 queijos e gryuere com brócolis.

Os produtos são congelados e saem da capital paranaense para todas as cidades brasileiras chegando a mesa do consumidor sem perder o sabor, crocância e qualidade. Mas não foi fácil chegar a receita ideal para substituir a pizza tradicional. As primeiras tentativas começaram há 7 anos, na cozinha da Alexandra Pereira e do Gustavo Vidigal lá no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). “O Gustavo foi diagnosticado com hipotireoidismo e o médico na época nos orientou a tirar o glúten para evitar o desenvolvimento da doença celíaca.”, conta Alexandra. Além disso, os dois são adeptos de esportes e musculação e sempre gostaram de manter uma dieta cuidadosa. Gustavo chegou a ser campeão carioca de natação, tendo a alimentação saúdável como um hábito desde a adolescência.

Foi assim que os sócios, apaixonados por pizza, começaram a testar ingredientes e modos de preparo que atendendessem suas necessidades. Não demorou muito para que as produções se tornassem um negócio. “No começo, as pizzas eram para consumo próprio, pois as opções que haviam no mercado não nos agradavam em termos de sabor. Aos poucos fomos aperfeiçoando a receita e percebemos que nós poderíamos fornecer essa opção para o mercado”, diz a empresária.

A iniciativa de criar a marca coincidiu com a vontade de viver em um novo lugar, assim a Cheiro de Vida nasceu no Rio, mas se estruturou no Paraná. “Antes de nos mudarmos, trazíamos as pizzas na bagagem do avião para atender os primeiros pedidos em Curitiba, a praticidade era importante pra gente, por isso optamos pelo formato congelado”, explica Alexandra.

Atualmente, os produtos da Cheiro de Vida podem ser adquiridos diretamente no site da marca ou encontrados em lojas especializadas. É possível comprar tanto as pizzas recheadas quanto a somente a massa crua. Todas as massas são veganas e a marca só usa queijos sem lactose, além de focar em receitas que priorizam as proteínas. “Não criamos um produto focados em ganhar dinheiro, criamos pois acreditamos em todos os benefícios de uma boa alimentação”, diz a empresária. Os sabores são pensados para oferecer alternativas saudáveis e que incluam os celíacos e vegetarianos. “Nosso objetivo é realmente estimular a dieta equilibrada como antídoto contra dores e doenças”, completa.

Mais informações sobre produtos e onde comprar no site www.cheirodevidasemgluten.com.br

Mercado Municipal de Curitiba tem ofertas nos preços de peixes e frutos do mar

De hoje (7/2) até domingo (12/2), o Mercado Municipal de Curitiba promove o Festival do Pescado. Foto: Hully Paiva/SMCS

Que tal preparar uma receita com peixes e outros frutos do mar? De hoje (7/2) até domingo (12/2) o Mercado Municipal de Curitiba promove o Festival do Pescado, com grande variedade de produtos frescos e ofertas nas três peixarias do local.

Estão disponíveis pescados como sardinha inteira, truta, filé de cação, camarão, bacalhau, tainha e posta de robalo.

De acordo com Cleverson Augusto Schilipack, presidente da Associação dos Comerciantes Estabelecidos no Mercado Municipal de Curitiba, nos dias mais quentes a procura por frutos do mar dispara. “A excelente qualidade e a diversidade de frutos do mar fazem do Mercado Municipal um dos mais tradicionais comércios de pescados de todo o Brasil”, salienta Schilipack.

O consumo de frutos do mar está associado à alimentação saudável. Espécies como o salmão, o atum, a sardinha, a truta e a cavala possuem alto teor de ômega 3. Este nutriente tem ação anti-inflamatória, o que contribui para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Além dos frutos do mar, quem for ao mercado municipal pode comprar temperos, frutas e verduras usados nas receitas.

Destaques da Peixaria Keli Mozer

Sardinha inteira por R$ 17,90 (kg)

Abrótea Filé por R$ 38,90 (kg)

Namorado Filé R$ 48,90 (kg)

Truta Limpa por R$ 43,90 (kg)

Sardinha limpa por R$ 24,90 (kg)

Cação Filé por R$ 38,90 (kg)

Camarão Imaruí com cabeça por R$ 59,90 (kg)

Pescadinha por R$ 38,00 (kg)

Destaques da Peixaria Santa Clara

Bolinho de Bacalhau por R$ 30 (bandeja)

Lombo de Bacalhau por R$ 175 (kg)

Tambaqui Inteiro por R$ 35 (kg)

Meia Banda de Tambaqui por R$ 45 (kg)

Destaques da Peixaria São José

Anchova Inteira de R$ 22 (kg)

Lombo Bacalhau Dessalgado por R$ 149 (kg)

Vieira Canadense R$ 380 (kg)

Tainha por R$ 22 (kg)

Posta Robalo por R$ 85 (kg)

Serviço: Feira do Pescado

Local: Mercado Municipal de Curitiba (Av. Sete de Setembro, 1.865 – Centro)

Horário: 8h às 18h de segunda a sábado e das 8h às 13h no domingo

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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