Agências do Trabalhador têm 3.158 vagas disponíveis no Paraná; 1.059 são em Curitiba e RMC

As 216 Agências do Trabalhador do Paraná disponibilizam nesta semana 3.158 vagas de empregos com carteira assinada em empresas do Paraná. Do total, 1.059 estão disponíveis nas agências de Curitiba e Região Metropolitana.

As Agências do Trabalhador são vinculadas à Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho. As vagas ofertadas neste período abrangem todos os setores econômicos – indústria, serviços, comércio e construção civil. As principais oportunidades são para auxiliar de linha de produção (2.063 mil vagas), abatedor de aves (165 vagas), operador de telemarketing ativo e receptivo (160 vagas) e auxiliar administrativo (95 vagas).

“A oferta de vagas é um reflexo direto do esforço do governo Ratinho Junior para atrair empresas ao Estado e da política adotada por nossa secretaria de uma gestão proativa de captação de novas vagas de emprego”, afirma o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

ATENDIMENTOS

Os atendimentos presenciais são realizados mediante agendamento prévio, das 9h às 17h. Os interessados nos serviços podem agendar pelo site http://www.justica.pr.gov.br/Trabalho.

O atendimento presencial e os horários podem ser alterados de acordo com decretos municipais relacionados a medidas de combate à Covid-19.

Os interessados nas vagas ofertadas também podem buscar orientação entrando em contato com as Agências do Trabalhador do município, pela página da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho com as regionais ; ou pelo aplicativo Sine Fácil, disponível gratuitamente para celulares Android e IOS, ou ainda pelo site Emprega Brasil 

O trabalhador também pode habilitar o Seguro Desemprego através do Aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível nas lojas de aplicativos de celular Android ou IOS.

SUPORTE

 Empresários e trabalhadores que ofertam ou buscam vagas de trabalho e que tenham dificuldade de finalizar o atendimento nas ferramentas digitais podem buscar o suporte técnico por meio do Chat do Trabalhador

Em Curitiba, para ofertar vagas, o contato pode ser feito através dos telefones (41) 3883-2220, 3883-2228, 3883-2239 e 3883-2236.

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Agências do Trabalhador ofertam 1.146 vagas em Curitiba e RMC

As 216 Agências do Trabalhador do Paraná, vinculadas à secretaria estadual de Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), disponibilizam nesta semana 2.851 vagas de empregos com carteira assinada em empresas do Paraná. Dessas vagas, 1.146 estão disponíveis nas agências de Curitiba e Região Metropolitana.

A Sejuf é responsável pela intermediação de mão de obra e captação de vagas nas Agências do Trabalhador do Estado. A determinação do Governo do Estado sempre foi para que os servidores das agências tenham uma postura ativa e busquem as vagas diretamente com as empresas.

A maioria das vagas ofertadas nas unidades do Paraná são para os setores da indústria, serviços, comércio e construção civil. As principais vagas disponíveis são para auxiliar de linha de produção (1.677 mil vagas), operador de telemarketing ativo e receptivo (226 vagas) e abatedor de aves (196 vagas).

ATENDIMENTOS 

Devido ao aumento de casos da Covid-19, os atendimentos presenciais na Agência do Trabalhador Central da Capital estão suspensos. Os  interessados em vagas ofertadas devem buscar orientações entrando em contato pelo site www.justica.pr.gov.br/Pagina/Escritorios-Regionais, pelo aplicativo Sine Fácil (disponível gratuitamente para celulares Android e IOS) ou pelo site www.empregabrasil.mte.gov.br.

Em Curitiba, o atendimento é feito pelo chat sac.trabalho.pr.gov.br ou através dos fones (41) 3883-2208, 3883-2212, 3883-2224, 3883-2233, 3883-2225, 3883-2234, 3883-2257 e 3883-2259, de segunda a sexta-feira, das 09h às 17h. As demais Agências do Trabalhador do Paraná devem seguir os decretos das administrações municipais.

Para orientações ou esclarecimentos sobre Seguro Desemprego o atendimento é feito pelo site sac.trabalho.pr.gov.br ou através dos telefones (41) 3883-2214, 3883-2251, 3883-2252 e 3883-2256. É possível habilitar o Seguro Desemprego pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível nas lojas de aplicativos de seu Celular Android ou IOS.

OFERTA DE VAGAS 

Empresários e trabalhadores de todo o Paraná que procuram ou ofertam vagas e que estiverem com dificuldade de finalizar o atendimento nas ferramentas digitais, tais como Portal Emprega Brasil e aplicativos da Carteira de Trabalho Digital, Sine Fácil e Paraná Serviços, podem receber o suporte técnico por meio do Chat do Trabalhador, no site da Sejuf. Para acessar o chat basta entrar no LINK.

Na Capital, para ofertar vagas o contato pode ser feito através dos telefones (41) 3883.2220, 3883.2218, 3883.2241, 3883.2245 e 3883.2236.

Curitiba tem a primeira delegacia do Brasil especializada para investigar crimes sem solução

O tempo! Cada segundo, cada minuto, cada hora é crucial em uma investigação de homicídio. É ele que faz a diferença. A cena do crime, o corpo, as testemunhas, as provas, a perícia – quanto mais tempo se passa depois do crime, mais complexa se torna a investigação.

Investimentos da Secretaria de Estado da Segurança Pública e a integração das forças policiais têm resultado em alto índice de elucidação de homicídios no Paraná – em Curitiba, o índice de resolução superou 100% no primeiro trimestre de 2021. Apesar da celeridade, há crimes que representam um desafio ainda maior. Nesses casos, é fundamental que o período para determinar o autor não ultrapasse 20 anos, porque depois de duas décadas o crime prescreve, conforme determina o Código Penal.

A Secretaria da Segurança Pública, no anseio em dar uma resposta aos crimes até então não esclarecidos, criou, por meio da Polícia Civil do Paraná (PCPR), a primeira delegacia do Brasil especializada em crimes sem solução.

Fruto de um esforço conjunto para solucionar crimes antigos e desafogar as delegacias de homicídios da cidade, que atendem às diversas regiões da Capital, foi criada em 2014 a Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade, integrante da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Paraná. O objetivo é impedir a impunidade nos homicídios, por meio de investigações que evitem a prescrição, esclareçam o crime e apontem o culpado.

A especializada foi regionalizada e cada cartório dessa delegacia atende determinados bairros de Curitiba, da mesma forma como é hoje a regionalização das delegacias de homicídios, da primeira à quarta DHPP.

“Essa regionalização fez com que aqueles homicídios ocorridos há muitos anos sejam solucionados, porque dados começaram a ser cruzados entre homicídios que ocorrem hoje. Como a maioria deles está ligada ao tráfico de drogas, as pessoas que continuam matando hoje são as mesmas pessoas que cometeram homicídios anos atrás. O cruzamento dos crimes antigos com os de hoje aumentou as possibilidades de resolução de casos”, explica o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach.

A Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade conta com a ajuda multidisciplinar das forças policiais do Paraná, como a Polícia Científica, para fechar todas as pontas da investigação. Além disso, trabalham de modo integrado a Polícia Científica e o Ministério Público.

Policiais se debruçam diariamente em centenas de inquéritos envolvendo crimes de homicídio e tentativas de homicídios, em Curitiba, em que a autoria não é conhecida. Casos que estavam em investigação nas delegacias especializadas da Capital, depois de três anos sem conclusão, passaram para alçada dos crimes de alta complexidade.

O delegado titular Marcos Fernando da Silva Fontes reforça que o tempo é crucial em uma investigação de homicídio. “O corpo conta o que aconteceu, mas nos casos que investigamos já perdemos esse tempo do acontecido. Por isso é muito importante termos uma equipe altamente especializada, que seja de bons entrevistadores que entendam de mobilidade social, que saibam pesquisar o passado e que estejam dispostos a reconstruir a cena do crime muitos anos depois. É um verdadeiro desafio, nenhum caso é abandonado”, explica o delegado.

Ele acrescenta que para atingir o objetivo de solucionar os crimes, além de serem bons entrevistadores, os policiais precisam, ainda, entender de cartografia, urbanismo, mobilidade social e ter noções das ciências forenses, para que possam reconstruir no inquérito um fato histórico.

RESPOSTA 

Camila Cecconello, delegada-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica que a participação da população e a confiança no trabalho da polícia têm sido base para o trabalho de investigação.

“Nossas equipes não medem esforços para solucionar crimes de forma ágil, coletando todas as provas possíveis já nas primeiras horas do crime. Quanto mais o tempo passar, mais difícil se torna a resolução de um homicídio. O bom resultado do nosso trabalho tem muito da participação da população e da confiança que a comunidade tem demonstrado na Polícia civil, prestando informações e fazendo denúncias que nos auxiliam a identificar os autores”, afirma.

É o caso do duplo homicídio ocorrido em maio de 2011, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. As mortes de Adilson Cândido Ramos e Gilmar Cândido Ramos foram solucionadas nove anos depois e seus autores entregues à Justiça.

Embora 80% dos casos de homicídios estejam ligados ao tráfico de drogas e ao crime organizado, a Polícia Civil investiga também crimes de outra natureza. Aparecida de Fátima Alves Garcia, de 34 anos, foi estuprada e morta na Cidade Industrial de Curitiba, em 2010, e seu caso parecia sem solução. O crime só foi desvendado quase 10 anos depois, quando o DNA do suspeito foi incluído na rede Nacional de Perfis Genéticos. O crime foi o primeiro caso de DNA na elucidação de homicídio no Paraná.

Um homem foi apontado como suspeito após suas amostras de DNA apresentaram verossimilhança com as colhidas pela perícia em 2010. Ele estava preso em Santa Catarina condenado por outro crime de estupro e tentativa de homicídio de uma jovem de 13 anos.

Outro caso emblemático e de repercussão nacional foi o da menina Raquel Genofre, que tinha apenas nove anos quando foi morta. Seu corpo foi encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba, em 2008. O autor do crime foi identificado 11 anos depois e condenado a 50 anos de prisão.

O caso foi solucionado graças à integração do banco de dados do Paraná com os bancos nacionais, bem como a todo o trabalho feito pela perícia à época do crime.

“A gente trabalha para que nenhum crime fique sem solução. Às vezes demora muito, como foi o caso da Raquel Genofre, mas posso garantir que nós não abandonamos nenhuma investigação. Vamos perseguir a solução de qualquer tipo de crime”, reforça o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach.

SÉRIE 

Esta matéria faz parte de uma série de reportagens que abordam como o trabalho integrado das forças de segurança tem resultado na resolução de homicídios, prestando eficiente e rápida resposta à sociedade.

Da coleta de material na cena do crime, passando pelas investigações, entrevistas, troca de informações, banco de dados, testemunhas e o uso de tecnologia de ponta, até o desfecho de um homicídio, a série pretende mostrar os bastidores desse trabalho, os agentes envolvidos e o comprometimento de profissionais dedicados a encerrar casos considerados complexos e sem solução.

As matérias são publicadas às terças e sextas-feiras. A primeira, detalhando o índice de resolução de crimes, que ultrapassou 100% em Curitiba, foi publicada na terça-feira (24).