A Secretaria Municipal da Mulher e Igualdade Étnico-Racial (SMIR) realizou, nesta quinta-feira (15/10), o 4º Seminário LGBTI+, com o tema “Dados que Transformam – conhecer para planejar”. O encontro ocorreu no Salão de Atos do Parque Barigui, em Curitiba, e debateu a produção e o uso ético de informações para orientar políticas públicas destinadas à população LGBTI+.
Voltado às servidoras e aos servidores municipais, especialmente profissionais das áreas de planejamento, gestão e atendimento à população, o seminário buscou sensibilizar e qualificar as equipes para a produção, a análise e a utilização ética desses dados.
Participaram da abertura a secretária Marli Teixeira Leite, o assessor de Diversidade Sexual, Fernando Ruthes, e a representante do Conselho Municipal da Diversidade Sexual (CMDS), Kalynka Oliveira.
“Cada passo que damos na construção de políticas públicas para a diversidade é motivo de comemoração. Quero agradecer a participação de todos, porque este grupo reúne pessoas muito qualificadas e a contribuição de cada uma é fundamental para avançarmos. Precisamos combater a ignorância com informação e conhecimento”, ressaltou Marli.
A proposta do seminário foi ampliar a compreensão sobre a realidade da população LGBTI+ e contribuir para que as informações disponíveis orientem decisões administrativas, o planejamento de ações e a formulação de políticas públicas alinhadas às demandas da sociedade.
“Conhecer a realidade da população LGBTI+ por meio de dados é essencial para planejar políticas públicas que respondam às suas necessidades. Quando a informação é produzida e utilizada de forma ética, ela ajuda a identificar desigualdades, qualificar o atendimento e orientar ações mais efetivas de promoção de direitos”, afirma Fernando Ruthes, assessor da Diversidade da SMIR.
A programação começou com a palestra “Dados que Transformam”, ministrada por Lana de Cássia Ferreira, da 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa, no Paraná. A apresentação abordou a importância dos dados para identificar necessidades, planejar serviços e qualificar o atendimento público.
O uso dessas informações exige atenção à qualidade dos registros e aos princípios éticos envolvidos na coleta, na análise e na aplicação dos dados. Em relação à população LGBTI+, esse cuidado é considerado especialmente importante para que as informações contribuam para a formulação de ações públicas sem expor ou comprometer a privacidade das pessoas.
“Não queremos ser um número ou uma estatística, o que nós queremos é ser igual aos outros, sermos respeitados, algo muito simples. Sempre que tiverem oportunidade, segurem a mão de uma pessoa que precisa. A comunidade LGBTI+ quer ser ouvida, nós somos muito apontadas, mas pouco ouvidas”, ressaltou Lana.
O seminário também teve uma mesa de debates com representantes de diferentes áreas da administração municipal. Participaram Tatielly Letícia Sloboda Tozo, da Fundação de Ação Social (FAS); Michele Cristina Dubas, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS); Valéria Pilão, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc); e Fernando Ruthes.
O diálogo intersetorial reuniu perspectivas de áreas que atuam diretamente na formulação e na execução de políticas públicas.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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