A Prefeitura de Curitiba apresentou nesta quarta-feira (30/9), na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), os resultados financeiros do segundo quadrimestre de 2026. Entre maio e agosto, os investimentos empenhados passaram de R$ 310 milhões no mesmo período do ano passado para R$ 784 milhões, mais que o dobro do valor anterior.
As receitas cresceram 1,68% e chegaram a R$ 10,02 bilhões. No período, a administração municipal registrou superávit primário de R$ 1,13 bilhão.
“As contas do segundo quadrimestre mostram que o município avançou com a aceleração dos investimentos e também com os resultados fiscais, ainda que tenha registrado uma redução da arrecadação do ISS no período e também da queda dos repasses do IPVA”, afirmou o secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, responsável pela apresentação dos dados.
Receitas
A apresentação dos resultados quadrimestrais é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Conforme o balanço do município, as receitas correntes somaram R$ 9,77 bilhões até o segundo quadrimestre, com aumento real de 1,87% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.
As receitas de capital totalizaram R$ 248 milhões, com queda de 5,45%. Já as receitas intra-orçamentárias, que incluem contribuições sociais e taxa de administração relativas ao custeio do regime próprio de previdência, ficaram em R$ 649 milhões, recuo de 45.2%.
Impostos
A arrecadação de impostos totalizou R$ 4,43 bilhões, uma queda real de 0,25%. O resultado foi influenciado pela receita do ISS (Imposto sobre Serviços), que somou R$ 1,93 bilhão no período, com recuo de 3,18%.
“Essa queda é explicada porque a base de comparação do ano passado foi bastante elevada, devido principalmente a receitas extraordinárias provenientes de demanda judicial no período”, disse Puppi.
A arrecadação do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) somou R$ 1,37 bilhão, crescimento de 3,09%. O ITBI (Imposto sobre Transferência de Bens Imóveis) totalizou R$ 420 milhões, redução real de 2,40%.
Os valores do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) também caíram 2,75%, para R$ 435 milhões. O segmento de taxas e contribuições registrou aumento de 13,9%, chegando a R$ 273 milhões.
Entre as transferências, Vitor Puppi destacou o desempenho dos repasses do IPVA, que caíram 25,8% e somaram R$ 503 milhões no período. Segundo a apresentação, o resultado foi reflexo da redução da alíquota em 45% pelo governo estadual.
O maior volume de repasses foi do SUS, com R$ 1,19 bilhão, alta de 6,29%. O Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) repassou R$ 720 milhões, queda de 0,49%. O ICMS totalizou R$ 612 milhões, aumento de 2,08%; o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), R$ 422 milhões, alta de 4,32%; e o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), R$ 75 milhões, crescimento de 4,45%.
Despesas
Em termos reais, as despesas correntes aumentaram 4,46%, para R$ 7,94 bilhões. As despesas de capital cresceram 104%, alcançando R$ 1,02 bilhão. Já as despesas intra-orçamentárias caíram 45%, para R$ 647 milhões.
Dentro das despesas de capital, os investimentos somaram R$ 784 milhões, as inversões financeiras totalizaram R$ 232 milhões e a amortização da dívida ficou em R$ 136 milhões.
Superávit
As contas do município fecharam o segundo quadrimestre com superávit primário de R$ 1,13 bilhão. O indicador corresponde à diferença entre receitas e despesas sem considerar juros e encargos da dívida.
A Receita Corrente Líquida (RCL) aumentou 2,69%, chegando a R$ 13,3 bilhões. Os gastos com pessoal totalizaram R$ 5,26 bilhões, o equivalente a 39,93% da RCL, abaixo do limite de 54%.
Segmentos
Os investimentos em Saúde atingiram 17,3% da receita de impostos e transferências. Na Educação, o índice foi de 20,75%. A exigência constitucional de 15% para a Saúde e de 25% para a Educação vale para o resultado anual e não se aplica ao resultado quadrimestral.
Os gastos com serviços de publicidade e propaganda representaram 0,18% do orçamento, abaixo do limite máximo de 0,60% previsto na lei de responsabilidade fiscal do município.
Durante a audiência, Vitor Puppi esteve acompanhado do superintendente fiscal da secretaria, Eduardo Makowski; do superintendente executivo, Vinicios Borio; do diretor do Departamento de Orçamento, Carlos Eduardo Kukolj; do diretor do Departamento de Contabilidade, Claudinei Nogueira; da diretora do Departamento de Controle Financeiro, Viviane da Silva Galdino; do diretor de Rendas Mobiliárias, Manuel Fanego; do coordenador de Projetos de Informação, Ivonei Carlos Koakoski; do assessor técnico Jaderson Goulart; e do chefe do Núcleo de Assessoramento Jurídico, Richard Wagner Freire dos Santos.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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