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Curitiba estuda enterrar até 120 km de fiação em projeto de R$ 1,2 bilhão

Prefeitura apresentou proposta durante evento na Fiep e pretende implantar rede subterrânea em áreas centrais, turísticas e históricas da capital por meio de uma parceria público-privada.

A Prefeitura de Curitiba apresentou nesta terça-feira (14) os detalhes do projeto que prevê o enterramento da fiação elétrica e de telecomunicações no anel central da cidade. A proposta foi debatida durante a Oficina de Cabeamento Aéreo de Curitiba, realizada na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

O projeto prevê a implantação de até 120 quilômetros de redes subterrâneas e tem custo estimado em R$ 1,2 bilhão. A intenção é executar a iniciativa por meio de uma parceria público-privada (PPP), cuja estruturação está sendo preparada com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Projeto busca reduzir riscos e melhorar a paisagem urbana

Segundo a Prefeitura, a substituição da rede aérea pela subterrânea pretende trazer benefícios como:

  • redução de acidentes provocados por cabos;
  • diminuição do risco de incêndios;
  • menor incidência de furtos de cabos;
  • maior proteção contra eventos climáticos;
  • redução de interrupções no fornecimento de energia e telecomunicações;
  • melhoria da paisagem urbana;
  • ampliação da acessibilidade em calçadas.

Áreas centrais terão prioridade

De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, a proposta prevê iniciar a implantação em vias já pavimentadas, priorizando regiões com maior circulação de pessoas.

Entre os critérios para escolha dos locais estão:

  • áreas mais adensadas;
  • regiões turísticas;
  • setores históricos;
  • locais considerados estratégicos para aumentar a resiliência da infraestrutura urbana.

Segundo o secretário, a modelagem do projeto ainda enfrenta desafios regulatórios e financeiros, motivo pelo qual a Prefeitura busca discutir o tema com representantes do setor.

PPP será estruturada com apoio do BNDES

A Prefeitura informou que as tratativas com o BNDES estão em estágio avançado para estruturar o modelo de parceria público-privada.

Conforme Puppi, o investimento estimado de R$ 1,2 bilhão torna inviável que o Município execute o projeto apenas com recursos próprios.

O secretário também destacou que a recém-criada Pars, empresa municipal voltada à estruturação de concessões e PPPs, deverá participar da construção do modelo.

Setor aponta necessidade de reorganizar a rede aérea

Durante o encontro, representantes do setor de telecomunicações defenderam uma solução para a atual ocupação dos postes.

Segundo o vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Telecomunicações, Hélio Bampi, o crescimento do número de operadoras após a abertura do mercado aumentou a disputa pelo espaço na infraestrutura aérea, resultando em cabos irregulares e problemas de segurança.

Projeto ainda não tem cronograma de execução

Apesar da apresentação da proposta, a Prefeitura ainda não divulgou datas para o início das obras.

O projeto permanece na fase de estruturação técnica, econômica e regulatória, antes da futura contratação da parceria público-privada.

Serviço

O projeto de enterramento da fiação ainda está em fase de desenvolvimento e não altera, neste momento, a infraestrutura existente na cidade. A Prefeitura informou que novas etapas e eventuais cronogramas serão divulgados após a conclusão da modelagem da PPP.

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