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Ippuc avalia soluções para integrar a Regional Tatuquara ao resto da cidade

Vistoria técnica percorreu gargalos viários e avaliou novos pontos de conexão entre os bairros do Tatuquara

A Regional Tatuquara, criada há quase 11 anos e a mais nova administração regional de Curitiba, segue sendo um dos maiores desafios de integração urbana da cidade. Uma vistoria técnica do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), realizada nesta semana, mapeou os principais gargalos viários da região.

Os números explicam o tamanho do desafio: a regional tem 4,1 mil hectares, reúne os bairros Tatuquara, Campo do Santana e Caximba, concentra 104 mil moradores e tem a menor densidade demográfica de Curitiba — 25 habitantes por hectare, contra a média de 41 hab/hectare da cidade.

“O adensamento tem crescido nos últimos anos e estamos recebendo novos conjuntos habitacionais, o que aumenta a demanda por uma infraestrutura de macromobilidade”, afirma Marcelo Ferraz, administrador regional do Tatuquara.

Terminal deve dobrar de tamanho

Com mais de 1,3 mil novas unidades habitacionais em construção na área, a prioridade apontada pela administração regional é a ampliação do Terminal Urbano do Tatuquara — o projeto já foi encaminhado para análise de financiamento na Caixa Econômica Federal antes de ir a licitação. A ideia é dobrar o espaço atual e criar novas conexões com o Centro, Terminal Pinheirinho, Terminal CIC, Fazenda Rio Grande e Araucária.

Novas vias e cruzamentos mais seguros

A equipe técnica também vistoriou pontos para abertura de novas vias já previstas nas diretrizes de arruamento e cruzamentos que precisam de requalificação para segurança viária, casos da Rua Antônio Zanon com a Venício Machado e com a Delegado Bruno de Almeida.

Outro ponto avaliado foi a conexão entre a Vila Santana e a Vila Rurbana, ligando as ruas Melânia Visinioni e Vivaldino Mendes — uma estrada de 200 metros aberta pelos próprios moradores que hoje encurta em mais de dois quilômetros o caminho até a Rua da Cidadania do Tatuquara.

“A região precisa de alternativas de mobilidade para superar as barreiras de isolamento, tanto naturais como topografias acidentadas, nascentes e vegetação densa, quanto as urbanas, como rodovias federais, linhas férreas e de transmissão de alta tensão”, explica Cléver Almeida, assessor da presidência do Ippuc.

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