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Capacitações Preparam Produtores de Mel do Oeste para Expansão

Consumo de Mel Cresce no Paraná com Iniciativas de Fortalecimento da Apicultura

O consumo de mel no Brasil, especialmente no Paraná, tem mostrado um aumento significativo entre os meses de maio e agosto, um período caracterizado por temperaturas mais amenas. Em resposta ao crescimento da demanda, ações voltadas ao fortalecimento da apicultura e da meliponicultura estão sendo implementadas para garantir o desenvolvimento sustentável do setor.

Produção e Relevância do Paraná

Atualmente, o Brasil produz mais de 67 mil toneladas de mel anualmente, com o Paraná liderando o ranking nacional com uma produção de 9,8 mil toneladas. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, evidenciam a importância do estado neste setor.

Ações do Sebrae/PR

Para fortalecer essa cadeia produtiva, o Sebrae/PR, em parceria com instituições locais e lideranças do setor na região Oeste, vem promovendo diversas iniciativas focadas no desenvolvimento dos pequenos produtores de mel. O consultor Emerson Durso menciona que seminários voltados para apicultores têm sido realizados com o intuito de explorar oportunidades de crescimento e profissionalização.

Seminários e Oportunidades de Crescimento

“Nossa proposta é revitalizar o projeto da apicultura e meliponicultura. O último seminário, realizado em Marechal Cândido Rondon, contou com a presença de 60 meliponicultores e teve como objetivo incentivar a criação de novas marcas de mel”, destaca Emerson.

Durante esses encontros, está sendo realizado um levantamento da realidade da apicultura regional, identificando desafios e oportunidades para o crescimento coletivo da atividade. Emerson enfatiza a importância da Indicação Geográfica (IG) do Mel do Oeste, conquistada em 2017, que valoriza a qualidade do produto local.

Organização do Setor e Capacitação

A Federação Paranaense de Apicultores e Meliponicultores (Fepa) reconhece atualmente 53 associações em 52 municípios, envolvendo cerca de 43 mil apicultores. Contudo, a federação ressalta que é necessário atualizar esse levantamento. Além disso, os seminários oferecem capacitação e discussões sobre o cenário atual da apicultura.

Joel Almeida Schmidt, instrutor do Senar-PR e IDR-Paraná, destaca a importância do conhecimento sobre a capacidade produtiva e o potencial de mercado. “É crucial organizar as ações voltadas à produção e comercialização. O Paraná possui uma das legislações mais avançadas do País para a produção de mel e abelhas sem ferrão, mas os produtores precisam reconhecer o potencial dessa atividade”, afirma.

Reconhecimento e Identidade do Mel do Oeste

O Mel do Oeste do Paraná se destaca por suas características diferenciadas e produtividade superior à média nacional. Reconhecido com Indicação Geográfica desde 2017, o selo reforça a identidade do produto, resultado de duas décadas de trabalho de aproximadamente 130 famílias da região.

O Futuro da Apicultura no Paraná

Rui Freitas, apicultor e membro da diretoria da Associação dos Apicultores do Oeste do Paraná (Apioeste), destaca o papel do Sebrae/PR no incentivo ao crescimento dos pequenos apicultores. Com 82 associados, muitos deles iniciantes, Rui ressalta a importância do acompanhamento e capacitação para que consigam competir em igualdade com produtores maiores.

Os seminários continuam a ser realizados em municípios da região, com o apoio de prefeituras e instituições parceiras, promovendo um ambiente propício para o desenvolvimento da apicultura e meliponicultura no Paraná.

Indicações Geográficas no Paraná

O Paraná é o estado com o maior número de Indicações Geográficas no Brasil, contando com 26. Entre elas estão o Mel do Oeste, além de produtos como o couro de peixe de Pontal do Paraná, ginseng de Querência do Norte e vários outros, reconhecendo a diversidade e qualidade das produções paranaenses.

Seminário, que tem como foco a produção de mel, reuniu apicultores e meliponicultores do Oeste paranaense. Divulgação.
MEL DO OESTE Capacitações Preparam Produtores de Mel do Oeste para Expansão
O Mel do Oeste, possui a Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Arquivo Coofamel

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