Nesta quinta, primeira dose da vacina anticovid é para gestantes e puérperas

Nesta quinta-feira (26), a vacinação com primeira dose anticovid será para gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz até 45 dias atrás) com 18 anos ou mais. São 18 pontos de atendimento (endereços abaixo) abertos das 8h às 17h.

Para abertura da imunização de uma nova faixa etária com primeira dose, a Secretaria Municipal da Saúde aguarda o recebimento de novas doses. Nesta quarta- feira (25), foram vacinadas com estoque remanescente pessoas nascidas no primeiro semestre de 1999.

Gestantes e puérperas

Para a vacinação das gestantes e puérperas, a Secretaria Municipal da Saúde segue as orientações da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, que indica para as mulheres desse grupo somente os imunizantes Coronavac ou Pfizer.

Além disso, a vacinação contra a covid-19 também está condicionada a uma avaliação individualizada, compartilhada entre a mulher e o seu médico.

Orientação para receber a vacina

Para receber a vacina, a SMS orienta fazer o cadastro antecipado na plataforma Saúde Já pelo site www.saudeja.curitiba.pr.gov.br ou pelo aplicativo do celular. O cadastro agiliza o processo da vacinação.

Também é preciso apresentar um documento de identificação com foto, CPF e um comprovante de residência com endereço de Curitiba (no caso de estar no nome do cônjuge, deve ser apresentada também certidão de casamento ou de união estável).

Com a vacinação de faixas etárias mais jovens, a Secretaria Municipal da Saúde também aceita comprovante de residência no nome do pai ou da mãe, anexado a um documento que comprove a filiação.

Já para os casos de locações não formalizadas por imobiliárias, deverá ser apresentado o comprovante do endereço da residência com uma declaração do proprietário do imóvel, com responsabilização legal pela locação e pela informação.

Locais de vacinação

Das 8h às 17h

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)

2 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

3 – Centro de Referência, esportes e atividade física
Rua  Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra

4 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado

5 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

6 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

7 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira
Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri

8 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

9 – US Visitação
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão

10 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

11 – US Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

12 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira, nº 700

13 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

14 – US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

15 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

16  – US Orleans
Av. Ver. Toaldo Túlio, 4577 – Orleans

17 – Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n

18 – Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1.700

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Matinhos reabre ´hospital de campanha´ após aumento de casos de Covid-19

A Prefeitura de Matinhos, no litoral do Estado, colocou em funcionamento a partir deste sábado (15) o Pavilhão da Cura na Arena Vicente Gurski. O local foi organizado para atender casos de síndromes respiratórias. A estrutura funciona no sistema de ´hospital de campanha´. No local também são realizados testes rápidos para identificar a Covid-19. Além disso, é realizada a entrega de medicações que são prescritas pelos médicos que prestam atendimento da Arena.

O Pavilhão da Cura vai funcionar, segundo a Secretaria da Saúde, ininterruptamente durante 24 horas por dia. Com a medida, a UPA 24 horas voltou a atender somente casos clínicos e não está fazendo atendimento dos casos de Covid e outros sintomas respiratórios.

Na última quarta-feira (12), a Prefeitura de Matinhos determinou a adoção do ´passaporte da vacina` na cidade e a obrigatoriedade da imunização para todos os servidores municipais. As novas regras foram publicadas em três decretos com medidas de prevenção.

As novas medidas levam em conta a alta dos casos positivos para Covid-19 entre os dias 23 de dezembro e 10 de janeiro, o crescimento no número de pacientes positivados para os vírus da Influenza e também os casos de coinfecção de Covid-19 e Influenza na cidade.

Vacinação em massa contra a Covid-19 salvou a vida de muitos paranaenses, diz Beto Preto

Na véspera de completar um ano da aplicação da primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Estado, o Paraná registra um número de mortes muito inferior do que nas fases mais agudas da pandemia. Em 18 de janeiro de 2021, quando a enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, da linha de frente do Hospital do Trabalhador, recebeu o primeiro imunizante, o momento era de incertezas em relação à duração da imunidade e eficácia das vacinas contra as possíveis novas variantes, ou também se seriam capazes de conter os sintomas mais críticos e até fatais da doença.

Um ano depois, por conta da vacinação em massa, o cenário é outro. Em janeiro de 2021, por exemplo, foram contabilizados 1.936 óbitos, enquanto neste mês, até o momento, foram 34. Com mais de 70% da população imunizada com as duas doses, o Paraná conseguiu superar os períodos mais críticos da pandemia e evitou a morte de muitos paranaenses, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, em entrevista concedida para a Agência Estadual de Notícias. Atualmente, os paranaenses estão recebendo a terceira dose (reforço) e em alguns casos a quarta.

Durante a conversa, o secretário também destacou a mobilização do Governo para viabilizar a campanha de vacinação, falou sobre como a imunização contribuiu para a redução da ocupação de leitos no Estado, e lamentou os impactos de quem escolheu não se vacinar: são a maioria entre os internados com quadros mais graves da infecção. Além disso, no último sábado (15), chegou a vez de imunizar as crianças com idade entre 5 e 11 anos, o que Beto classificou como “a vacina da esperança”.

O secretário também alertou para uma possível tendência de aumento no número de casos de Covid-19 no Estado – ainda que leves devido a população imunizada – por conta da variante Ômicron, que teve o primeiro caso confirmado no último dia 12 de janeiro, mas fez questão de ressaltar a eficácia das vacinas contra a nova variante.

Por fim, reforçou a importância de que ainda sejam mantidos os cuidados básicos para evitar a transmissão do vírus, como o uso de máscara e o distanciamento social; e abordou outros assuntos relevantes, como o calendário vacinal contra a H3N2 e novos investimentos em cirurgias eletivas no Estado, que devem chegar a R$ 50 milhões.

Quais os efeitos da vacinação no Paraná, um ano após a primeira aplicação?

A vacina é o milagre da vida. Nós conseguimos ultrapassar esses momentos difíceis por causa da vacina. Sem ela, teríamos perdido a vida de muitos paranaenses. Infelizmente alguns sucumbiram, mas nós teríamos perdido ainda mais. Nós passamos o ano de 2020 inteiro sem vacina. Quando começou a ser aplicada, trouxe esperança. Neste momento, em 2022, com a chegada da variante Ômicron oficialmente ao Paraná, percebemos a mudança no padrão de contaminação: é mais rápido, mais objetivo. Estamos diante de algo que é muito difícil de controlar e só estamos conseguindo manter os casos ainda sob controle, sem necessidade do aumento de internamentos e também sem contar mais óbitos do que já vínhamos contando, porque temos uma população vacinada.

Em relação aos paranaenses que ainda não se vacinaram. Qual o impacto para a população de maneira geral?

O impacto é que hoje, daqueles que estão internados, 80% a 90% não tomaram a primeira dose ou não completaram o esquema vacinal. Então isso já demonstra que quem está ficando doente agora é quem está pouco vacinado ou não vacinado. A vacina é fundamental. E quem não toma vacina está vulnerável, vira uma presa fácil dos vírus. Começa a ocorrer uma seleção natural, o vírus vai tentando se reproduzir através da infecção e ele vai procurar o hospedeiro que tenha menos imunidade. Quem não tomou vacina está com menos imunidade que os outros nesse momento, por isso a necessidade de vaciná-los. E para isso basta procurar uma unidade de saúde. Temos doses disponíveis.

A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Paraná. Junto com outros sete colegas que desde o início da pandemia atuam na linha de frente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, às 21h48 desta segunda-feira (18), a parnanguara recebeu a primeira dose do imunizante, em evento na capela do Hospital do Trabalhador, em Curitiba. – Curitiba, 18/01/2021

Como está a ocupação de leitos no Paraná? Isso é resultado da vacinação?

Sem dúvida é resultado da vacinação. A nossa vacinação foi exemplar. Conseguimos diminuir a ocupação mês a mês nos últimos seis meses. Nós criamos uma estrutura enorme aqui no Paraná. Tínhamos 1.200 leitos de UTI credenciados junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), nós criamos outros 2 mil leitos em um ano, dobramos a capacidade em poucos meses, isso é digno de nota. É uma estrutura que foi montada sem precedentes no Paraná, para enfrentar algo também sem precedentes que é essa pandemia do coronavírus.

Estamos vivendo um momento de aumento no número de casos por conta da nova variante. Como a Secretaria de Saúde trabalha nesse cenário?

Nós tivemos nos últimos dias Natal e Ano Novo aglomerações, viagens, reuniões familiares, grandes shows. Esse é o momento de tomar todas as medidas não farmacológicas de novo, e dar muito foco na vacina. Infelizmente, ajudamos a acelerar a transmissão do vírus, que vem se comportando com quadros mais leves, mas não são quadros mais leves porque essa variante é mais fraca, são mais leves porque as pessoas estão vacinadas. Nossos leitos de enfermarias e de UTIs ainda estão em um número suportável, porém, se não houver um grande esforço coletivo nas próximas semanas, talvez tenhamos mais paranaenses internados nos leitos dos nossos hospitais.

Há tendência de crescimento de casos? Qual a recomendação da Secretaria de Saúde para os próximos dias e em relação ao Carnaval?

Nosso comitê interno está debatendo os assuntos. Num primeiro momento não vamos tomar nenhuma medida que venha a trazer restrição absoluta da circulação das pessoas. Mas a gente reitera o pedido de convencimento para que todos possam de uma forma ou de outra fazer o combate ao coronavírus. Nós precisamos de todos com máscara, lavagem das mãos, os cuidados com o álcool em gel, tudo aquilo que nós temos preconizado ao longo de dois anos e que precisa ser mantido, além do foco na vacina.

Como o senhor avalia a mobilização do Estado nesse último ano para a aplicação dos imunizantes?

Primeiro, partimos do pressuposto que nós temos um Governo do Estado municipalista e, no Sistema Único de Saúde (SUS), nós precisamos que o sistema tripartite possa funcionar como um relógio: governo federal comprando as vacinas, seringas e agulhas; nós aqui no Estado fazendo a logística, montando a estratégia e ajudando os municípios com mais insumos; e efetivamente os municípios lá na ponta, fazendo a aplicação dessas vacinas, buscando as pessoas. Nossa imunização é exemplar porque temos a cultura da vacina no Paraná. Temos pessoas extremamente conhecedoras do tema, e que nos ajudam a fazer acontecer a vacinação lá na ponta. Através delas, nós tivemos esse resultado tão positivo, mas que não acabou. A tarefa continua. Temos vencido várias batalhas, mas a guerra não foi vencida. Temos agora essa variante Ômicron, com todas as suas interfaces, por isso a necessidade de fazer rapidamente chegar ao braço dos paranaenses a vacina da dose de reforço, a vacina da segunda dose de quem não tomou e aqueles paranaenses que ainda insistem em não tomar a primeira dose.

A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, do Hospital do Trabalhador, recebeu a primeira vacina do Paraná. Foto: Rodrigo Félix Leal/AEN

E o que se sabe sobre a capacidade das vacinas em relação à nova variante?

Todas as vacinas utilizadas no Brasil têm efeito sobre a nova variante. Talvez não tenham o mesmo efeito que tinham contra a variante Delta, contra a cepa P.1, mas o efeito cruzado disso tudo ainda é muito forte, então ainda podemos utilizar essas vacinas. Os laboratórios estão trabalhando em vacinas diferentes já para tentar combater as novas variantes, então logo nós teremos novidades. Enquanto isso, vamos fazer a vacinação acontecer, como está sendo ofertada a nossa população.

Qual a expectativa para a vacinação das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos?

É a vacinação da esperança. Fizemos uma luta grande para que não houvesse a necessidade da receita médica. As sociedades brasileiras de especialistas, infectologia, imunizações, pediatria, todos indicam vacinas. Contar com a possibilidade de uma vacina para o pai e a mãe que já estão vacinados e que agora podem ter a honra de vacinar seus filhos, tenho certeza que é a vacina da esperança.

E como está a questão da Influenza e outros calendários vacinais? Os números de vacinados são aceitáveis ou as pessoas estão deixando de buscar os postos de vacinação para a imunização de outras doenças?

Nós tivemos um calendário um pouco tumultuado em 2021 porque a prioridade total foi a Covid-19 e as pessoas não queriam saber de outros assuntos. E aí teve a chegada no verão de um vírus que é do inverno, que é a Influenza H3N2. A vacina contra a Influenza também existe, temos ainda 600 mil doses em estoque em todo o Paraná, pedimos às pessoas que possam se vacinar contra esse vírus, que também o façam.

E, após um ano de controle mais rígido, como está a questão das cirurgias eletivas? É algo que pode avançar esse ano e como isso será feito?

Nos preparamos para fazer o maior pacote de cirurgias eletivas da história do Paraná. É um investimento histórico que o governador Ratinho Junior autorizou, ainda nem lançamos oficialmente. O maior investimento da história do Paraná em cirurgias eletivas do Fundo Estadual de Saúde foi de R$ 12 milhões. Nós preparamos um pacote de R$ 50 milhões. Queremos fazer cirurgias eletivas em todos os cantos do Paraná, em todas as Regionais de Saúde, e não centralizá-las em cinco, seis ou oito hospitais. Queremos que os hospitais municipais de pequeno porte façam parte dessa rede. Então é realmente um passo adiante na regionalização de saúde. Se a pandemia permitir, talvez não tenhamos que fazer um movimento diferente e logo soltar essa grande campanha de cirurgias eletivas.