Uma nova pesquisa nacional Atlas/Bloomberg sobre as eleições presidenciais de 2026 mostra o presidente Lula numericamente à frente nos principais cenários testados para primeiro e segundo turno. O levantamento também aponta que Flávio Bolsonaro aparece com a maior rejeição entre os líderes políticos avaliados.
A pesquisa foi realizada com 5.032 respondentes, entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-06939/2026.
Segundo a metodologia apresentada pela AtlasIntel, os entrevistados foram recrutados digitalmente durante navegação de rotina na internet, em territórios geolocalizados e por diferentes dispositivos. A amostra foi pós-estratificada por sexo, idade, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior.
Aprovação de Lula
Na avaliação do desempenho do presidente Lula, 51,3% dos entrevistados disseram desaprovar o governo, enquanto 47,4% afirmaram aprovar. Outros 1,3% responderam que não sabem.
Quando a pergunta é sobre a avaliação do governo, 48,4% classificaram a gestão como ruim ou péssima. Outros 42,9% disseram considerar o governo ótimo ou bom, enquanto 8,7% avaliaram como regular.
Repetição hipotética do cenário de 2022
Em uma simulação com os mesmos candidatos da eleição presidencial de 2022, incluindo Lula e Jair Bolsonaro, o atual presidente aparece com 44,4% das intenções de voto. Jair Bolsonaro registra 41,7%.
Na sequência aparecem Simone Tebet, com 3,3%, Ciro Gomes, com 3%, e outro candidato de 2022, com 1,7%. Votos brancos e nulos somam 5,6%, enquanto 0,3% disseram não saber.
Cenários de primeiro turno com Lula
No primeiro cenário de primeiro turno testado pela Atlas/Bloomberg, Lula aparece com 47% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro vem em segundo lugar, com 34,3%. Renan Santos registra 6,9%, seguido por Romeu Zema, com 5,2%, Ronaldo Caiado, com 2,7%, Augusto Cury, com 0,4%, e Aldo Rebelo, com 0,2%. Brancos e nulos somam 1,4%, e 1,9% não souberam responder.
Em outro cenário, sem Flávio Bolsonaro e com nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, Lula aparece com 46,7%. Zema fica com 17%, Caiado com 13,8% e Renan Santos com 8%. Aldo Rebelo aparece com 1,8%, Augusto Cury com 1,2%, brancos e nulos somam 6,8%, e 4,6% não souberam responder.
Em uma terceira simulação, com Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio, Lula registra 47%. Michelle Bolsonaro aparece com 25,4%, seguida por Romeu Zema, com 10%, Renan Santos, com 7,8%, Ronaldo Caiado, com 6%, Aldo Rebelo, com 0,7%, e Augusto Cury, com 0,5%. Brancos e nulos somam 2,3%, e 2,3% não souberam responder.
Cenário com Fernando Haddad
A pesquisa também testou um cenário de primeiro turno com Fernando Haddad como candidato. Nesse caso, Haddad aparece com 36,7%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32,8%. Renan Santos registra 8,7%, Romeu Zema aparece com 5,5%, Ronaldo Caiado com 3,4%, Augusto Cury com 0,8% e Aldo Rebelo com 0,6%. Brancos e nulos somam 7,6%, e 3,8% não souberam responder.
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno com Lula, o presidente aparece numericamente à frente em todos os cenários apresentados.
Contra Flávio Bolsonaro, Lula marca 48,9%, enquanto o senador registra 41,8%. Brancos, nulos e indecisos somam 9,3%.
Contra Jair Bolsonaro, Lula aparece com 48,5%, contra 43,4% do ex-presidente. Nesse cenário, brancos, nulos e indecisos somam 8,1%.
Lula também aparece à frente de Romeu Zema, por 47,8% a 37,6%; de Ronaldo Caiado, por 47,5% a 38,3%; e de Renan Santos, por 47,8% a 28,4%.
Em cenários sem Lula, Fernando Haddad aparece com 46,7% contra 43% de Flávio Bolsonaro. Já Geraldo Alckmin registra 46,4% contra 42,3% de Flávio.
Rejeição dos líderes políticos
No índice de rejeição, Flávio Bolsonaro lidera entre os nomes testados. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum.
Na sequência aparecem Lula, com 50,6%, Jair Bolsonaro, com 49,1%, Michelle Bolsonaro, com 45,6%, Romeu Zema, com 42,2%, Fernando Haddad, com 39,9%, Ronaldo Caiado, com 38%, e Renan Santos, com 37,8%. Apenas 0,9% disseram não rejeitar nenhum dos nomes listados.
Medo ou preocupação com o resultado eleitoral
A pesquisa também perguntou qual resultado possível causa mais medo ou preocupação aos entrevistados. Para 47,4%, a eleição de Flávio Bolsonaro é o cenário que mais preocupa. Outros 40,5% apontaram a eleição de Lula. Já 11% disseram que ambos preocupam igualmente, e 1% não soube responder.
Vazamento envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
O levantamento também abordou o vazamento de supostas conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a pesquisa, 95,6% dos entrevistados afirmaram ter ficado sabendo do caso, enquanto 4,4% disseram não ter conhecimento.
Entre os que souberam do vazamento, 93,9% disseram ter ouvido o áudio em questão. Outros 6,1% afirmaram que não ouviram.
Questionados sobre o que a conversa retrataria, 51,7% disseram ver evidências de envolvimento direto de Flávio Bolsonaro com o escândalo do Banco Master. Outros 33,3% avaliaram que se tratava de uma tentativa legítima de conseguir apoio financeiro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Para 12,1%, a conversa indica uma relação de proximidade entre Flávio e o dono do banco, mas sem comprovação de ilegalidade. Outros 2,9% não souberam responder.
A pesquisa também perguntou qual grupo político estaria mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master. Para 43,3%, os principais envolvidos seriam aliados de Bolsonaro. Outros 32,8% apontaram aliados de Lula, 16,1% disseram que todos estariam igualmente implicados, 7,1% citaram principalmente o Centrão, e 0,7% não soube responder.
Disputa segue aberta
Os números indicam um cenário nacional ainda polarizado, com Lula mantendo vantagem numérica nas principais simulações, mas também enfrentando índices elevados de desaprovação e rejeição. Ao mesmo tempo, os nomes associados ao bolsonarismo aparecem competitivos, embora Flávio Bolsonaro concentre o maior índice de rejeição entre os políticos avaliados.
Como toda pesquisa eleitoral, os dados representam o retrato do momento em que o levantamento foi realizado. A disputa presidencial de 2026 ainda depende da definição oficial dos candidatos, das alianças partidárias e do andamento do cenário político nos próximos meses.
