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Ministério Reage a Comentário de Assessor de Trump sobre Brasileiras

O Ministério das Mulheres do Brasil expressou indignação nesta sexta-feira (24) em relação às declarações do enviado especial para parcerias globais do governo de Donald Trump, Paolo Zampolli. Em entrevista ao canal italiano RAI, Zampolli afirmou que as mulheres brasileiras são “programadas” para causar confusão e descreveu uma ex-companheira como parte de uma “raça maldita”. (cnnbrasil.com.br)

Em nota oficial, o ministério ressaltou que tais declarações reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres brasileiras, afrontando sua dignidade e respeito. A pasta enfatizou que a misoginia não deve ser considerada uma opinião, mas sim uma manifestação de ódio e incitação à violência, configurando prática criminosa. O ministério reafirmou seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia, reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem culminar em feminicídio. (cnnbrasil.com.br)

Zampolli também comentou sobre o comportamento das brasileiras, associando-o ao consumo de telenovelas e afirmando que “as brasileiras assistem a novelas e são todos um pouco assim”. Essas declarações foram feitas em meio a acusações de agressão física, psicológica e sexual feitas por Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e ex-companheira de Zampolli por cerca de 20 anos. Ungaro relatou ter sido vítima de socos no rosto quando recusava relações sexuais e apresentou fotos de hematomas como prova. Zampolli nega as acusações e afirma que ela tenta prejudicá-lo. (cnnbrasil.com.br)

O Ministério das Mulheres reiterou que continuará atuando para assegurar a proteção de meninas e mulheres, promovendo uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na justiça. (cnnbrasil.com.br)

As informações são da Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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