USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Ministério da Saúde qualifica 840 profissionais no Paraná para ampliar oferta de implante contraceptivo

O Ministério da Saúde deu início à segunda fase das oficinas de qualificação para a inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon, no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é capacitar mais 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta desse método na rede pública. Serão realizadas 32 capacitações em todo o país, priorizando municípios com menos de 50 mil habitantes. 

Educação e Qualificação em Curitiba

No Paraná, duas oficinas ocorrerão em Curitiba, nos dias 5, 6, 7 e 8 de maio. Estima-se que 840 profissionais da atenção primária sejam treinados, com 420 participantes em cada turma. O treinamento inclui a oferta de métodos contraceptivos, além de promover diálogos sobre saúde sexual e reprodutiva. 

Expansão das Oficinas em 2026

O novo ciclo já inclui cidades como Vitória (ES), João Pessoa (PB), Recife (PE), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS) e Salvador (BA) nos primeiros meses de 2026. As oficinas são presenciais e mesclam teoria e prática, utilizando simuladores anatômicos sob a supervisão de facilitadores do Ministério da Saúde. A carga horária foi ampliada para 12 horas para enfermeiros e 6 horas para médicos, priorizando a prática segura e as normativas profissionais. Também estão previstos espaços de diálogo com gestores locais para fortalecer a implementação do programa. 

Distribuição de Implantes e Futuras Expectativas

Em 2025, o Ministério distribuiu 500 mil unidades do Implanon, priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e que apresentavam vulnerabilidade social. O Paraná já recebeu 25.620 implantes, e para 2026 está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de unidades. 

Objetivos da Iniciativa

As oficinas representam uma etapa significativa na estratégia de implementação do Implanon no SUS, visando qualificar profissionais para a inserção, retirada e manejo de intercorrências, além de promover uma abordagem integral em consultas de saúde sexual e reprodutiva. Isso inclui direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo e atenção a violências. 

Resultados da Primeira Fase

Primeiro ciclo alcançou mais de 2,8 mil profissionais em todo o país

A primeira fase das oficinas ocorreu entre outubro e dezembro de 2025, abrangendo 27 estados e 30 oficinas. Ezequiel Martins, enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família em Brasília, destaca que a formação abrangeu também debates sobre políticas públicas e direitos sexuais, proporcionando mais segurança na aplicação do procedimento. 

Cerca de 2,9 mil profissionais e gestores participaram do treinamento, alcançando 682 municípios. Aproximadamente 1,8 mil médicos e enfermeiros foram qualificados para realizar a inserção e retirada do Implanon. 

O novo ciclo visa consolidar a oferta do implante no SUS, promovendo acesso ampliado, capacitação das equipes e uma integração maior nos cuidados relacionados à saúde sexual e reprodutiva. 

O implante subdérmico é uma opção eficaz para a prevenção de gravidezes não planejadas, com duração de até três anos. Após esse período, o implante deve ser removido, e um novo pode ser inserido imediatamente caso haja interesse. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção. 

O Implanon faz parte do rol de métodos contraceptivos gratuitos do SUS, que inclui preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílulas de emergência, laqueadura e vasectomia. O Ministério da Saúde enfatiza que o uso de preservativos é imprescindível, devido à sua eficácia na proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). 

Publicações recomendadas

Leia também