A temporada 2025-2026 do Verão Maior Paraná registrou R$ 337,9 milhões em licenciamentos ambientais nos sete municípios litorâneos do estado, entre 19 de dezembro e 22 de março. O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou o balanço na última segunda-feira (06), destacando 124 processos concluídos, que incluem licenças e autorizações ambientais para diversas atividades públicas e privadas.
Análise Técnica e Sustentabilidade
A validação técnica realizada pelo IAT tem como objetivo assegurar que as obras e atividades estejam em conformidade com as normas ambientais, promovendo a sustentabilidade e a preservação dos ecossistemas regionais. O IAT faz parte da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Segundo Altamir Hacke, chefe da regional do IAT no Litoral, a regularização é crucial para os empreendedores, pois garante segurança jurídica e evita penalidades. “Além de aumentar a credibilidade, facilita o acesso a investimentos e parcerias, assegurando também que a população tenha a certeza de que as obras respeitam o meio ambiente”, afirmou Hacke.
Impactos Econômicos do Verão Maior Paraná
Os resultados obtidos nos licenciamentos são corroborados por um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que revela um aumento de R$ 110 milhões no PIB do Estado. A temporada gerou também 2.368 empregos, abrangendo tanto ocupações diretas quanto indiretas.
“Essas ações do Governo do Estado visam levar melhorias e infraestrutura ao Litoral, refletindo na qualidade de vida dos paranaenses e na experiência turística”, comentou Everton Souza, diretor-presidente do IAT.
Projetos de Resultado
Entre os principais projetos licenciados, destacam-se a construção de um pátio de armazenamento em Paranaguá, com investimentos de R$ 90 milhões, e a entrada em operação de uma indústria química, somando R$ 25 milhões. Outros projetos incluem obras de pavimentação urbana avaliadas em R$ 15,7 milhões.
A instalação de estruturas náuticas em Pontal do Paraná gerou R$ 3 milhões em movimentação econômica, enquanto em Matinhos, uma licença para novas edificações movimentou R$ 2,3 milhões. Em Guaratuba, a regularização de um hotel teve um impacto de R$ 1,2 milhão e a construção de estações emissoras de campo eletromagnético em Morretes arrecadou R$ 280 mil.
Controle e Fiscalização Ambiental
Os licenciamentos foram possibilitados pelo trabalho de 76 servidores do IAT, que se dedicaram à análise das solicitações e à emissão das autorizações. O processo incluiu exigências específicas para mitigação de riscos, como controle de emissão de poluentes e tratamento de resíduos.
João Henrique Dantas, engenheiro químico do IAT, ressaltou a importância da fiscalização criteriosa dos impactos ambientais. “A pesquisa e o monitoramento contínuo são fundamentais para evitar contaminações e garantir a conformidade com as licenças concedidas”, afirmou Dantas. O IAT também se compromete a realizar fiscalizações periódicas para garantir o cumprimento das condicionantes ambientais durante a construção e operação dos empreendimentos.
