Recentemente, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Mercenários, que reúne especialistas em direitos humanos, elogiou a nova legislação colombiana destinada a combater a atividade mercenária. O presidente Gustavo Petro sancionou a lei, que ratifica a Convenção Internacional sobre Mercenários de 1989, visando oferecer mais proteção aos direitos humanos no país.
Lei Proporciona Proteção
Os especialistas ressaltam que milhares de colombianos, principalmente ex-militares, têm sido recrutados para conflitos armados em outros países, atraídos pela promessa de altos salários e pela escassez de emprego em sua terra natal. Em uma visita recente à Colômbia, o grupo alertou sobre os riscos crescentes associados a esse recrutamento, que pode ser feito tanto de maneira legal quanto irregular.
Estima-se que mais de 10 mil colombianos tenham se juntado a conflitos armados ao redor do mundo. Para os peritos, a implementação rápida e eficaz da nova lei é crucial para proteger os direitos humanos e assegurar o cumprimento das obrigações internacionais da Colômbia.
Recrutamento em Crescimento
A violência persistente na Colômbia, que já dura décadas, contribuiu para o aumento de grupos armados e empresas de segurança privada. Embora haja avanços na promoção dos direitos humanos e na reintegração de ex-combatentes, esses desafios ainda são significativos.
Os colombianos, em sua maioria ex-militares, estão se tornando os principais candidatos para posições de segurança e participação em conflitos armados. O recrutamento online tem contribuído para uma ascensão no número de pessoas em busca de oportunidades no exterior, incluindo funções de combate ativo.

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro na Assembleia Geral
Desafios para as Famílias
Outra preocupação expressa pelos especialistas se refere às famílias de colombianos que perderam a vida ou desapareceram em conflitos. Muitas dessas famílias enfrentam dificuldades para obter informações, especialmente em casos de recrutamento enganoso.
Os peritos alertam que, apesar de empregos legítimos nas áreas militar e de segurança representarem uma fonte importante de trabalho para os colombianos, o recrutamento de mercenários é condenado pelo direito internacional e constitui uma grave ameaça aos direitos humanos.
Relatório Sobre a Situação
O Grupo de Trabalho da ONU recomenda iniciativas coordenadas entre instituições, cooperação internacional, campanhas de conscientização e melhorias nas oportunidades econômicas dentro do país. Um relatório com os achados da visita à Colômbia será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em setembro.
*Os relatores e especialistas atuam de forma independente e não recebem remuneração pelo trabalho realizado.
