A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel tem implicações significativas não apenas para o Oriente Médio, mas também para a economia brasileira, especialmente no que se refere ao preço do pão, um alimento básico na mesa dos brasileiros. A escalada do conflito está afetando o setor produtivo, principalmente o agronegócio.
Impacto do Estreito de Ormuz
- O Estreito de Ormuz, crucial para a passagem marítima de países como Arábia Saudita e Irã, é responsável por cerca de 20% do petróleo global.
- A guerra levou o Irã a bloquear o trânsito de navios, resultando em elevações nos preços do petróleo.
- As restrições afetaram também o transporte de fertilizantes, essenciais para a produção agrícola.
- Recentemente, o Irã aprovou um plano que impõe tarifas a navios que desejam transitar pela região, excluindo embarcações de EUA e Israel.
Essas medidas têm repercutido no mercado brasileiro. Com o aumento dos combustíveis, o barril de petróleo tipo brent está cotado acima de US$ 100 desde o início do conflito. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o cenário atual pressiona os custos da cadeia produtiva do trigo, elevando os preços da farinha.
Preços em alta
Desde março, os preços do trigo no mercado global subiram 5,24%, com o cereal cotado a US$ 6,07 por bushel. Além disso, a elevação nos custos de fertilizantes, exacerbada pelo bloqueio no Estreito, pode impactar ainda mais os preços.
Estima-se que cerca de 1 milhão de toneladas de insumos estejam retidas no Oriente Médio, afetando a oferta no mercado global. Para minimizar os impactos, empresas estão adotando estratégias como otimização de estoques e diversificação de fornecedores.
O presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, alerta que a continuidade do conflito poderá elevar ainda mais os custos para os consumidores. “Um aumento no transporte e produção pode levar ao repasse de custos ao consumidor final”, afirmou.
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