Suspeito de Assédio em Banheiro de Metrô de Toronto é Preso
Um homem foi preso em Toronto, Canadá, após assediar a brasileira Priscilla Costa, de 36 anos, dentro da cabine de um banheiro do metrô. A prisão ocorreu na última sexta-feira, dia 16 de janeiro, mas a vítima só foi informada sobre o incidente uma semana depois, em 23 de janeiro.
Detalhes da Ocorrência
A polícia de Toronto confirmou que o suspeito permanece sob custódia e ainda não obteve liberdade condicional. “O suspeito foi preso na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. Ele ainda não teve liberdade concedida e permanece sob custódia”, destacou a autoridade policial.
O assédio ocorreu em 9 de janeiro, quando Priscilla notou que um homem a espionava pela cabine vizinha enquanto ela usava o sanitário. Assustada, ela gritou e conseguiu empurrar o agressor para fora do banheiro. Ao sair, continuou clamando: “Ele estava me espionando dentro do banheiro”. Apesar de a estação estar cheia de homens, incluindo um funcionário próximo ao banheiro, ninguém interveio na situação.
Registro e Impacto na Vida da Vítima
Priscilla relatou à reportagem que ficou em estado de choque e só conseguiu registrar a ocorrência no dia seguinte. Em conversa com a imprensa, ela compartilhou que a operadora da estação confirmou que as imagens das câmeras de segurança já foram localizadas e enviadas à polícia.
Na delegacia, agentes ouviram o depoimento de Priscilla, informando-a que seria avisada assim que o suspeito fosse identificado ou preso. A brasileira, que passa pela Kipling Station quase todos os dias, agora vive com medo de reencontrar o agressor.
“O rosto do cara tá muito nítido na minha cabeça. Eu não venho dormindo bem, porque quando acordo e lembro dele, é um susto. Fico com o coração acelerado”, desabafou Priscilla.
Histórico e Sensação de Insegurança
Priscilla, que se mudou de Recife para o Canadá em 2019 em busca de melhores condições de vida, se disse abalada com a situação. “A sensação de segurança que eu buscava foi colocada em xeque”, afirmou.
“Desde aquele dia, estou vivendo amedrontada. Eu andava tranquila aqui em Toronto, mas agora voltei a ser paranoica. Entro no vagão mais cheio, não uso mais fones de ouvido e fico olhando para todos os lados. Não importa se você está em um país de primeiro mundo; se você estiver sozinha, está em risco”, alertou Priscilla.
A Polícia de Toronto continua as investigações com o auxílio das imagens do circuito interno. Priscilla expressou sua indignação por não ter chamado a polícia no momento do assédio, mas decidiu não deixar o caso passar em branco e registrou a ocorrência. “Agora sinto que minha dor se transformou em arma”, concluiu.
