USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Mapeamento da Polícia Científica amplia análises sobre ocorrências com armas

Trajetória de Armas Apreendidas e Tecnologia Forense

A análise de armas de fogo apreendidas revela um complexo caminho de circulação que pode conectar diferentes ocorrências criminosas. O uso de tecnologias avançadas de análise balística está ajudando as autoridades a desvendar essas histórias, aprimorando investigações e aumentando a segurança pública.

Importância da Análise Balística

Antes de serem apreendidas, as armas podem rodar por várias situações, frequentemente sem qualquer registro formal. Isso resulta em um mesmo armamento aparecendo em diferentes casos. A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) utiliza tecnologias como o Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB) e o Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB) para identificar conexões entre investigações, o que auxilia na compreensão do tráfego de armas no Brasil.

Conexões entre Ocorrências

Segundo o chefe da Seção de Balística Forense da PCIPR, Perito André Dias Coelho, armas associadas a organizações criminosas frequentemente são utilizadas em variados crimes. “Uma arma apreendida em uma ocorrência simples de posse irregular pode já ter sido usada em homicídios ou latrocínios, sem que houvesse qualquer suspeita inicial de interconexão”, afirma.

Mapeamento de Circulação de Armas

Integrar dados dos exames balísticos possibilita o desenvolvimento de mapas que ilustram a circulação de armas e suas ligações entre ocorrências. Esses mapas ajudam as equipes da Polícia Judiciária a identificar conexões por data, localidade, vítimas ou tipo de crime, além de fornecer informações sobre a marca, modelo e calibre das armas.

Suporte a Novas Investigações

Esse nível de detalhamento melhora a eficácia das investigações, pois novas linhas de investigação podem ser abertas a partir das conexões estabelecidas. A integração de bancos de dados também permite identificar vínculos entre diferentes estados, como armas registradas no Paraná, ligadas a crimes em outras regiões do país.

Processo de Análise Balística

Os vestígios balísticos coletados em cenas de crime são preservados em embalagens lacradas e registrados no Sistema Gestor de Documentos e Laudos (GDL) da PCIPR. Inicialmente, passam por um exame de caracterização, que determina suas principais características. Em seguida, são submetidos à comparação balística, onde marcas microscópicas únicas são analisadas.

Reconhecimento e Resultados

Em agosto, a PCIPR recebeu uma placa de reconhecimento por ultrapassar 750 “matchs” (compatibilidades) entre projéteis e estojos. A homenagem foi apresentada durante a InterForensics 2025, a maior conferência de ciências forenses da América Latina. Esses resultados, acumulados desde a implementação do SINAB em 2022, representam aproximadamente 13% de todas as compatibilidades registradas no Brasil, posicionando o Paraná em segundo lugar no ranking nacional, apenas atrás do Rio Grande do Norte, e destacando seu papel de inovação em perícia criminal e tecnologias forenses.

Publicações recomendadas

Leia também