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EUA Supervisionar Venezuela por Pelo Menos 1 Ano

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Trump Prevê Supervisão dos EUA na Venezuela por Tempo Indeterminado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que espera que seu país supervisione a Venezuela e administre suas reservas de petróleo por, pelo menos, um ano. Em uma entrevista ao jornal The New York Times publicada nesta quinta-feira (8), Trump afirmou que “só o tempo dirá” o período exato dessa supervisão.

Expectativa de Larga Duração

Questionado sobre a duração da supervisão, se seria de três meses, seis meses ou um ano, Trump respondeu que espera um tempo “muito mais longo”. Sua declaração ocorre em meio a um contexto de instabilidade política na Venezuela.

Captura do Líder Venezuelano

Neste sábado, um ataque militar dos Estados Unidos resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados a Nova York para julgamento sob acusações de narcotráfico. Com o vácuo de poder, Delcy Rodríguez, vice-presidente, assumiu a presidência interinamente.

Reação da Venezuela

Apesar das declarações de Trump, Rodríguez afirmou que nenhum “agente externo” controla Caracas, reforçando a soberania do país. O presidente americano também comentou que a Venezuela pode ser “reconstruída de forma muito lucrativa” e indicou que os EUA estão mantendo boas relações com o governo de Rodríguez.

Estratégia Americana para o Petróleo Venezuelano

Na quarta-feira, a administração Trump revelou um plano de três etapas para a Venezuela, que inclui estabilização, recuperação e transição. Esse plano está diretamente relacionado à abertura do mercado de petróleo da Venezuela para empresas americanas, conforme afirmou o secretário de Estado Marco Rubio. Segundo Rubio, a estratégia visa evitar que o país “mergulhe no caos”.

Em uma ação anterior, o Departamento de Energia dos EUA suspendeu algumas sanções contra Caracas para facilitar o transporte e a venda do petróleo venezuelano no mercado global. Além disso, Washington controlará a distribuição do petróleo venezuelano “indefinidamente”, com os lucros sendo retidos em contas americanas antes de serem repassados.

Consequências do Conflito

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, informou que 100 pessoas morreram durante o ataque militar dos EUA, uma cifra que não havia sido divulgada anteriormente. Autoridades locais afirmaram que muitos membros da segurança de Maduro foram mortos “a sangue frio”. Além disso, Cuba reportou a morte de 32 de seus militares e agentes de inteligência no país.

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