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Petro afirma que pegará em armas se necessário após declaração de Trump

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (5) que pode retomar o uso de armas para defender o país, caso necessário. Ele também ordenou à força pública colombiana que atire contra o “invasor” em resposta às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Contexto das Ameaças

As declarações de Petro, publicadas em sua conta no X, foram uma reação à ameaça de Trump de realizar uma operação militar contra a Colômbia no domingo (4). O ex-presidente dos EUA descreveu o governo colombiano como “doente” e acusou Petro, sem apresentar provas, de estar envolvido na produção e tráfico de drogas.

Declarações de Petro

Petro, que foi membro do movimento guerrilheiro M19 nos anos 1980, referiu-se ao seu compromisso com a paz e frisou: “Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira.” Ele enfatizou também que comandantes da força pública que não defenderem a soberania popular deverão deixar as suas funções.

“Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular.”

Posicionamento sobre o Narcotráfico

O presidente fez questão de ressaltar suas ações contra a produção e o tráfico de drogas, afirmando ser um presidente legítimo, sem qualquer ligação com o narcotráfico. Ele declarou: “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso.”

“Tenho enorme confiança no meu povo, e por isso pedi que o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele,” acrescentou.

Repercussão das Ameaças de Trump

A situação se intensificou após os Estados Unidos realizarem uma operação no sábado (3), que resultou no sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, levando-o a Nova York para ser julgado. Essas ações têm contribuído para um clima de tensão entre Colômbia e EUA.

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