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Irã Alerta para Ameaça da Otan em Acordo de Paz entre Armênia e Azerbaijão

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O recente acordo de paz entre Armênia e Azerbaijão, mediado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em agosto, preocupa o Irã. O país vê um potencial risco com a possibilidade de instalação da OTAN em suas fronteiras, baseado em um dos pontos do plano de paz.


Paz Após Décadas de Conflito

  • O conflito entre Armênia e Azerbaijão remonta ao fim da União Soviética e é marcado por disputas territoriais e étnicas em relação ao enclave de Nagorno-Karabakh.
  • A região, conhecida como Artsak pelo lado armênio, está situada dentro do Azerbaijão, mas historicamente é habitada por armênios étnicos.
  • Dois conflitos significativos ocorreram em Nagorno-Karabakh desde o final dos anos 1980.
  • A guerra foi encerrada em 2023, após uma ofensiva do Azerbaijão que resultou na recuperação do controle sobre o enclave. Isso forçou muitos residentes armênios a fugir, principalmente em direção à Armênia.

Preocupações Iranians

Ali Akbar Velayati, principal conselheiro do aiatolá Ali Khamenei, expressou suas preocupações durante uma reunião com o embaixador armênio no Irã, Grigor Hakobyan. Ele argumentou que o plano de paz de Trump reitera a ideia de criar um corredor que conecte o Azerbaijão ao exclave de Naquichevão, situado em território armênio, e à Turquia.

O acordo assinado em agosto mudou a designação do anteriormente chamado corredor de Zangezur para “Rota Trump para a Paz e Prosperidade Internacional (TRIPP)”. A proposta inclui a participação de empresas dos EUA na construção da passagem.

O governo iraniano considera que a TRIPP pode permitir a presença de tropas ocidentais, incluindo as dos EUA e da OTAN, nas fronteiras entre Irã e Armênia. Velayati comentou que o projeto é essencialmente o mesmo que o corredor de Zangezur, alterado somente no nome, e que já está em andamento com a entrada de empresas americanas na Armênia.

“O projeto de Trump é o mesmo [do corredor de Zangezur], com uma mudança apenas no nome”, disse Velayati ao diplomata armênio.

O conselheiro do líder supremo do Irã ressaltou que sua preocupação se baseia no histórico dos EUA, que frequentemente estabelecem uma presença inicial em áreas sensíveis com projetos que aparentam ser econômicos, mas que eventualmente se expandem para incluir aspectos militares e de segurança.

Ainda que o acordo tenha sido oficialmente assinado em agosto, sua implementação avança lentamente, enquanto autoridades de Erevan e Baku debatem os termos do plano.

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